Capítulo 354: Mercado das Cavernas
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Os outros estavam curiosos sobre o tal mercado das cavernas mencionado pelo Gerente Lu.
Por isso, todos deixaram a grande casa de Guan Zhen depois de escolherem um quarto para ficar.
O mercado das cavernas ficava localizado a oeste do grande vale.
Metade da região oeste era um bosque de bordos e a outra metade, um bosque de ginkgos.
Quando o vento soprava, as folhas caíam como chuva.
— Um dia, falamos sobre ver uma paisagem de ginkgos no futuro. Agora, nosso sonho se tornou realidade.
Não precisamos mais viajar pelo mundo para ver bordos e ginkgos ao mesmo tempo — disse You Ye.
— Verdade — concordou Wu Zhu, pegando folhas de bordo e de ginkgo.
— Quando resolvermos tudo, precisamos voltar e aproveitar a vista enquanto comemos e bebemos aqui — sugeriu Wu Ruo.
— Concordo — disse Shen Song.
Havia espessas camadas de folhas caídas no chão, além de montes reunidos pelos aldeões, que levavam as folhas para casa como material de acendimento.
— As folhas nunca param de cair? — perguntou Junxing.
Apesar da quantidade absurda de folhas no chão, as árvores ainda estavam cheias.
— Elas não param de cair porque só despencam durante o dia, mas voltam a crescer durante a noite — explicou o Gerente Lu.
Os outros ficaram espantados.
O mercado das cavernas estava situado entre os dois bosques. Era uma imensa cratera circular, profunda.
Os aldeões haviam construído um caminho que descia da superfície até o fundo do poço, serpenteando ao longo da parede, e cavaram pequenas cavernas nas paredes como se fossem lojinhas.
Havia uma grande pedra na entrada do caminho com os dizeres “Caverna do Bordo e do Ginkgo”. De tempos em tempos, folhas caíam no buraco.
Não havia visitantes no mercado das cavernas. Os donos das lojas não se importavam muito com as vendas.
Ou meditavam para melhorar seu poder, ou conversavam com os vizinhos quando não havia clientes.
Wu Ruo e os outros ficaram surpresos com o que viram no mercado,
mas tentaram não demonstrar emoção em seus rostos — não queriam parecer ignorantes.
Ficaram chocados ao perceber que materiais raros, como armas mágicas supremas e elixires supremos, eram vendidos como produtos baratos, que custavam apenas dez ou cem taéis de prata.
Normalmente, esses itens custariam mais de mil taéis no mundo exterior — ou sequer estariam à venda, por mais que alguém estivesse disposto a pagar.
— Falsificações! Devem ser falsificações! — disse Shen Song, cobrindo o coração acelerado.
Wu Ruo pensava da mesma forma. Era difícil aceitar que um elixir espiritual supremo pudesse ser comprado por apenas cinquenta taéis de prata.
Ele olhou de novo para Hei Xuanyi. Ambos lançaram um olhar a Yeji, que havia pago vinte milhões de taéis de prata por um único elixir espiritual supremo.
— Quantos elixires dá para comprar com vinte milhões de taéis…? — pensaram.
— … — Yeji.
— Cerca de quatrocentos mil — respondeu Jixi, com um leve sorriso nos lábios.
— … — Yeji.
Hei Junxing também não ficou nada satisfeito com o preço da arma espiritual vendida na loja seguinte. O valor marcado era de apenas cinquenta mil taéis.
Ele havia lutado até o pescoço por um prêmio que valia só isso — nem chegava perto do valor do prêmio de You Ye.
— Acho que consigo comprar o mercado inteiro — murmurou Wu Ruo.
— Nem pense nisso. Não é permitido levar nada embora.
Mas vocês podem usá-los enquanto estiverem aqui.
A única exceção é quando recebem os itens como presente dos moradores locais — explicou o Gerente Lu.
— … — Wu Ruo.
— Então… não precisamos comprar nada? — Hei Xuanyi franziu o cenho.
— Exato.
— … — os demais.
Eles seguiram adiante. Quanto mais desciam, mais raros e valiosos se tornavam os materiais que encontravam — muitos deles nunca tinham visto antes.
Havia elixires luminosos, armas mágicas luminosas e livros de cultivo.
Eram obras incríveis, mas, infelizmente, não podiam levá-las com eles.
— Gerente Lu, por que os produtos são tão baratos? Os materiais são fáceis de encontrar? — perguntou Shen Song.
— Sim. Não são caros porque os materiais podem ser encontrados em qualquer lugar, com facilidade. Alguns materiais raros que vocês veem no mundo exterior vêm daqui.
Os demais ficaram ainda mais surpresos.
— Se vocês vendessem essas coisas para forasteiros, ficariam riquíssimos, não é?
— Temos uma regra: ninguém pode vender nada do clã para forasteiros de forma privada.
You Ye parou de andar e perguntou:
— Gerente Lu, o que é pedra espiritual?
— Pedra espiritual? — Wu Ruo e os demais ficaram confusos.
You Ye apontou para uma caverna. Havia uma placa informando que aceitava trocas por pedras espirituais.
— O Senhor explicará quando voltarmos — respondeu o Gerente Lu.
Depois de percorrerem o mercado, Wu Ruo e os outros compraram alguns livros e itens que poderiam usar durante os últimos dias.
Logo depois, eles desceram ao andar inferior com o Gerente Lu para comprar dez servos.
— A princesa não está aqui — disse Shen Song de repente, enquanto o Gerente Lu fazia o pagamento pelos servos.
Eles olharam ao redor e não encontraram nenhum sinal de Hei Zihe.
— Ela estava aqui até agora há pouco — Wu Ruo franziu o cenho e olhou em volta.
— Ela subiu ali — disse Xiaoxiao, que estava no ombro de Hei Xuanyi.
— Por que ela subiu de repente? — perguntou Hei Xuanyi.
— Não sei — Xiaoxiao balançou a cabeça.
— Há algo que vocês gostariam de comprar? — perguntou o Gerente Lu.
— Sim. O mercado inteiro. Mas não podemos levá-lo conosco — respondeu Shen Song com tristeza.
Hei Junxing deu um tapinha no ombro dele:
— Você tem sorte de ao menos poder dar uma olhada no mercado.
— É verdade — disse Shen Song sorrindo. — Só de vir até aqui já ganhei muito.
Eles saíram do poço e avistaram Hei Zihe olhando fixamente para o bosque de ginkgos.
Wu Ruo seguiu seu olhar e viu, à distância, um homem vestido de branco.
— Zihe, para quem você está olhando? — perguntou Wu Ruo.
Hei Zihe respondeu com entusiasmo, agarrando o braço de Wu Ruo:
— Eu vi um homem. Ele é lindo demais. Me apaixonei por ele à primeira vista!
— … — Wu Ruo.
— … — Hei Xuanyi.
— Você perguntou o nome dele? Ou onde ele mora? — indagou You Ye.
— Não, mas vou perguntar agora — disse Hei Zihe.
Em seguida, saiu correndo apressada. Quando Hei Xuanyi tentou impedi-la, ela já estava vários metros à frente.
— Não se preocupem. Os moradores da aldeia são muito gentis. Ela vai ficar bem — disse o Gerente Lu.
— Xuanyi, parece que você vai ganhar um cunhado em breve — comentou You Ye.
— … — Hei Xuanyi.
— Aposto que o papai e a mamãe vão ficar felizes por ela — disse Wu Ruo, sorrindo.
— Precisamos esperar por ela? — perguntou Wu Zhu.
— Pelo que sei, ela vai direto ao ponto. Então deve voltar a qualquer momento — respondeu Hei Xuanyi.
Enquanto corria em direção ao homem de branco com a ajuda da habilidade de voo, Hei Zihe também tirou o colar que estava usando.
— Senhor! Senhor! Você deixou isso cair!
O homem de branco se virou ao ouvir a voz e viu uma figura dourada brilhante descendo à sua frente.
O brilho era tão intenso que ele mal conseguia abrir os olhos. Antes que entendesse o que estava acontecendo, algo frio foi colocado em sua mão.
— Meu nome é Hei Zihe. Me apaixonei por você no instante em que o vi no mercado das cavernas.
— Você está com meu colar na mão. Ele é uma prova do meu amor por você — Hei Zihe pegou o pingente de jade vermelho que o homem usava no cinto e se virou. — Gostando ou não, vá até a Casa de Guan Zhen. Você vai me encontrar lá.
Então voltou para junto de Hei Xuanyi, ainda tímida.
— Já descobriu o nome e o endereço dele? — perguntou Wu Ruo.
— Não. Mas eu disse meu nome e onde estou hospedada. E também dei o colar que a mamãe me deu — Hei Zihe mostrou o pingente de jade vermelho. — Peguei o colar dele. Então não importa saber o nome nem onde mora agora, porque ele virá me procurar. Assim, vou vê-lo de novo.
O Gerente Lu estreitou os olhos ao ver o colar de jade e disse:
— Impressionante.
— Você é esperta — disse Wu Ruo.
— E se ele for casado? — questionou Hei Xuanyi, franzindo o cenho.
— O quê?! — Hei Zihe ficou arrasada. — Isso nunca me passou pela cabeça… Mas eu gosto dele. Então preciso contar. Foi isso que mamãe me ensinou.
Os outros a admiravam por ser tão corajosa. Ela era mais ousada do que muitos homens.
— É isso que você deve fazer quando gosta de alguém. Ninguém quer se arrepender ao ver a pessoa amada com outra — disse You Ye.
— Pensei o mesmo — respondeu Hei Zihe, rindo baixinho.
— Ele ainda não tem ninguém — disse o Gerente Lu.
Os olhos de Hei Zihe brilharam intensamente:
— Sério?!
— Gerente Lu, o senhor sabe quem ele é? — perguntou Wu Ruo.
— Sim.
— Quem é ele?
— Vocês saberão quando ele vier buscar o colar de jade.
Como o Gerente Lu não queria estragar a surpresa, ninguém perguntou mais nada.
Quando retornaram à casa de Guan Zhen, os servos do mercado das cavernas já tinham chegado.
Trabalhavam com muita dedicação, pareciam muito bem treinados e sabiam exatamente o que fazer.
Só na hora do jantar Guan Zhen finalmente saiu de seu quarto.
— Vovô, por que você cancelou nosso casamento? — Wu Ruo aproveitou a oportunidade para perguntar.
Guan Zhen explicou, brincando com Xiaoxiao:
— Porque eu encontrei a solução para levantar a maldição. Além disso, você chama isso de casamento sem a minha presença? Ainda sou seu avô, então?
— … — Wu Ruo ficou sem palavras.
Bem, era ruim querer um casamento apressado assim.
— Me desculpe. Foi nosso erro querer apressar tanto o casamento. Por favor, nos perdoe — Hei Xuanyi pediu desculpas.
Guan Zhen bufou.
— Qual é a solução para levantar a maldição? — perguntou Hei Zihe.
Guan Zhen não estava de bom humor. Quando isso acontecia, ele permanecia em silêncio.
Xiaoxiao chamou sua atenção e disse:
— Bisavô, você poderia parar de ficar bravo?
O coração de Guan Zhen se derreteu com a voz doce de Xiaoxiao. Por causa dele, ele falou:
— Embora a ancestral que lançou a maldição sobre o Reino do Alma Morta já tenha morrido, um fio da alma dela foi devolvido ao Clã Oculto.
— Isso é incrível! — os outros ficaram surpresos.
— Sim. Foi difícil conseguir essa informação com o Chefe. Agora a alma dela está presa em algum lugar sob o grande vale.
— Isso tem a ver com nosso casamento? — perguntou Wu Ruo.
— O Chefe diz que a única forma de tirar a maldição é desfazer o nó na mente dela antes de vocês terem o casamento.
— Fazer o casamento antes de desfazer esse nó seria um ataque contra ela.
— Mas Xuanyi e eu já tivemos uma cerimônia de casamento antes — Wu Ruo ficou preocupado.
Guan Zhen olhou para ele:
— Esse casamento não vale, porque não foi celebrado no salão ancestral da Família Hei.
Wu Ruo e Hei Xuanyi ficaram aliviados.
— Senhor, meu nome é Hei Junxing, filho do Chefe da antiga família. Você poderia me dizer se há alguma forma de levantar a maldição sem que a antiga família desapareça? — perguntou Hei Junxing com respeito.
Guan Zhen estreitou os olhos, pois não gostava da antiga família.
Se não fosse por eles, ele não teria ficado separado de Yingran por tantos anos.
Ele bufou para Hei Xuanyi:
— Pensei que você e a antiga família fossem inimigos. Por que está trazendo a antiga família para o Clã Oculto?
Quando Wu Ruo estava prestes a explicar, Hei Junxing falou:
— Eu insisti. Por favor, me perdoe. E eles não são culpados.
Capítulo 354: Mercado das Cavernas
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Depois que Wu Ruo morreu, ele renasceu naqueles dias sombrios em que era o mais inútil e o mais gordo — justamente a versão de si mesmo que mais odiava.
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