Capítulo 168: Você e eu estamos destinados a nos encontrar
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Nos cinco dias seguintes, You Ye não apareceu na Mansão Hei. Mas os presentes e suplementos nutritivos que enviava todos os dias estavam empilhados como uma colina.
No entanto, Wu Zhu não aceitava os presentes, que continuavam amontoados do lado de fora da porta da Mansão Hei, vigiados pelos porteiros. Todos que passavam por ali eram atraídos pela pilha de presentes no chão.
Wu Ruo achou que Wu Zhu voltaria a ser como era antes, já que You Ye não aparecia mais para vê-lo. Mas a realidade foi diferente.
Ele ria quando todos riam, mas não era de verdade.
Todos percebiam que ele forçava o riso, mesmo que ninguém dissesse nada em voz alta.
Quando estava sozinho, ficava sentado, distraído, o dia todo. Qualquer um podia ver que ele ainda gostava de You Ye.
Mas ninguém sabia o que tinha acontecido entre eles. Estavam preocupados com Wu Zhu, mas também não queriam se meter demais e acabar piorando a situação.
Já fazia meia lua desde que Wu Zhu tinha chegado à Mansão Hei. Muita coisa aconteceu nesse tempo.
Ling Mohan aproveitou a oportunidade para reprimir as famílias Wu, Shang, Song, Zhang e Yao continuamente, depois que Wu Chenzi foi destituído e antes que o Mestre Yan fosse nomeado Primeiro-Ministro.
Embora as cinco famílias ainda colaborassem contra os forasteiros, elas não obedeciam mais cegamente às ordens de Wu Chenzi e tinham perdido a fé na Família Wu.
Agora, sempre escondiam suas próprias cartas quando cooperavam, com medo de que a Família Wu escondesse informações delas.
A Família Yao, em especial, teve uma briga feia com a Família Wu.
Estavam certos de que Wu Chenzi tinha obtido a arma celestial, mas ele a manteve só para si. Por isso, a Família Yao passou a enfrentar abertamente a Família Wu sempre que podia — o que deu a Ling Mohan a chance perfeita para acusar as cinco famílias. Dois oficiais da Família Wu foram demitidos e proibidos de voltar ao governo.
Um boato se espalhou dizendo que Wu Ruo tinha a arma celestial. Pessoas interessadas em colocar as mãos na arma tentaram de tudo para roubá-la. Mas ninguém conseguiu entrar na Mansão Hei, já que a residência era protegida por poderosas formações. Alguns desses invasores acabaram sendo presos pela própria Família Hei.
Wu Ruo já esperava que o boato surgisse — mas nunca imaginou que a arma celestial serviria como isca para atrair Ruan Zhizheng.
Quando soube que Ruan Zhizheng estava vindo visitá-lo, levou um tempo para se recompor. Ficou tão animado quanto curioso: será que Ruan Zhizheng já tinha encontrado seu mestre da vida passada?
Wu Ruo mandou Hei Xuanyi e todos os outros de volta aos seus quartos, ficando sozinho com Ruan Zhizheng. Pelo que sabia dele, Ruan só teria coragem de fazer qualquer pedido se estivessem a sós.
Ruan Zhizheng não conseguia acreditar no que via quando foi levado até o salão. Diante de seus olhos havia um vasto oceano, e ele estava em um pavilhão no topo de uma montanha. A brisa era tão agradável que até elevava o ânimo.
No instante seguinte, o cenário mudou. Agora era apenas um salão comum. E Wu Ruo estava sentado ao seu lado.
Ruan Zhizheng ficou surpreso.
— Zhizheng, quanto tempo — Wu Ruo se levantou e o cumprimentou.
— O que foi aquilo agora há pouco? — perguntou Ruan Zhizheng.
— Foi uma ilusão que criei. Gostou? É bonita? — Wu Ruo fez de propósito para deixá-lo com inveja.
Ruan Zhizheng esboçou um sorriso, mas os olhos não escondiam o ciúme.
Wu Ruo, aquele que antes era apenas um perdedor, agora não só era bonito, como também possuía poder espiritual. “Por que ele teve tanta sorte?”, pensou. Estava morrendo de inveja.
— É muito bonito. Ouvi dizer que você agora tem poder espiritual. Não acreditei… até agora. Parabéns! — disse.
— Quando chegou à Capital Imperial? — Wu Ruo o convidou a se sentar.
— No mês passado — Ruan Zhizheng sentou-se.
— Por que demorou tanto pra vir me ver?
— Só soube ontem que você estava morando aqui. Então vim hoje bem cedo — respondeu Ruan Zhizheng, sorrindo.
Na verdade, quando veio, já sabia exatamente onde Wu Ruo morava. Mas sentia ciúmes e medo de reencontrá-lo, ainda mais depois de conversar com Ruan Lanru.
Tinha medo de que fosse verdade — que Wu Ruo realmente tivesse poder espiritual — e que agora o desprezasse. Por isso demorou tanto para aparecer. Na verdade, nem teria vindo se não tivesse ouvido que Wu Ruo possuía a arma celestial.
Wu Ruo hesitou por um momento e perguntou:
— Zhizheng, e seu pai…?
Teoricamente, a família de Ruan Zhizheng não deveria ter sobrevivido à Noite dos Mil Fantasmas.
— Eles não conseguiram — Ruan Zhizheng respondeu com um sorriso amargo. — Vamos esquecer isso.
— Tudo bem. Então não toco mais no assunto. Você já encontrou um mestre?
— Encontrei um.
Wu Ruo se animou e teve que se controlar. Sorriu e o parabenizou:
— Parabéns! De onde é o seu mestre?
— É um baita mentiroso! — Ruan Zhizheng respondeu com raiva. — Tudo o que ele queria era meu dinheiro.
— Não pode ser… — Wu Ruo se surpreendeu.
— Ainda bem que sou esperto o suficiente pra não cair na lábia dele — Ruan Zhizheng tomou um grande gole de água para aliviar a raiva.
— Ainda bem mesmo. Mas esse cara é desprezível — Wu Ruo fingiu sentir pena. Então perguntou com a linguagem da alma: — Você encontrou um mestre?
— Não — respondeu Ruan Zhizheng, com rigidez.
— … — Wu Ruo.
“Ele está desesperado por vingança”, pensou. “Ainda faltam muitos anos para os eventos da última vida… Talvez o mestre de Ruan Zhizheng só vá aparecer daqui a um tempo.”
Ruan Zhizheng não percebeu que tinha sido tocado pelo linguagem da alma.
— Está rolando um boato de que você tem a arma celestial. É verdade? — perguntou.
Na cabeça dele, aquele fracassado só podia ter adquirido poder espiritual por causa da arma. Por isso tinha vindo — para tentar pegá-la emprestada.
Claro! Aqui está a tradução completa do trecho solicitado para português brasileiro atualizado, com travessões nos diálogos e aspas para pensamentos:
Wu Ruo conseguiu ver o verdadeiro motivo da visita de Ruan Zhizheng:
— É só um boato. Como eu poderia ter a arma celestial?
— Sério mesmo? — Ruan Zhizheng não acreditou.
Wu Ruo revirou os olhos e disse:
— Vamos lá. Somos amigos desde pequenos. Alguma vez já menti pra você ou escondi alguma coisa?
— Mas o boato…
Ruan Zhizheng não conseguia lembrar de uma única vez em que Wu Ruo tivesse mentido para ele.
— É uma bobagem — Wu Ruo sorriu com amargura. — Aposto que alguém está tentando me transformar em bode expiatório pra desviar a atenção. Olha pra mim. Eu sou só um cultivador que acabou de despertar poder espiritual. Como eu teria força suficiente pra roubar a arma celestial dos anciãos do Templo de Lianfo? Qualquer um com cérebro não acreditaria nisso.
Fez sentido para Ruan Zhizheng.
Wu Ruo então mudou de assunto:
— Onde estão Ruan Sheng e Ruan Ying?
— Estão esperando do lado de fora, junto à carruagem.
Wu Ruo e Ruan Zhizheng conversaram por um tempo. Quando se aproximava da hora do almoço, Wu Ruo comentou:
— Já está quase na hora do almoço. Seriam bem-vindos para entrar e comer com a gente.
Wu Ruo fez o convite porque sabia que Ruan Zhizheng não aceitaria. Foi assim na vida passada. Ruan Zhizheng quase nunca ficava para jantar depois que descobriu que Wu Ruo havia ganhado poder espiritual.
Antes, Wu Ruo pensava que Ruan Zhizheng recusava por estar ocupado demais. Mas agora ele entendia: Ruan Zhizheng tinha medo de mostrar o quanto estava com ciúmes — ou de ser desprezado.
Como previsto, Ruan Zhizheng balançou a cabeça e recusou o convite:
— Não, obrigado. Estou bem ocupado. Passo por aqui outra hora.
— Certo, nesse caso, vou te acompanhar até a saída.
Ruan Zhizheng recusou:
— Não precisa. Estou bem perto do portão. Sei me virar.
Wu Ruo então pediu a um guarda que o acompanhasse.
Ruan Zhizheng saiu da mansão e subiu na carruagem. Ruan Sheng e Ruan Ying não ousaram dizer nada, pois Ruan Zhizheng não parecia estar de bom humor.
De repente, uma explosão alta soou dentro da carruagem.
— O senhor está bem? — perguntou Ruan Sheng, abrindo a cortina.
Os olhos de Ruan Zhizheng estavam vermelhos de raiva. Ele gritou:
— Como é possível aquele fracassado ter poder espiritual?! Como?! Maldição! Maldição! Por que ele tem tanta sorte?! Olha pra mim! Me esforço tanto pra aprender habilidades de cultivo, e nada de bom me acontece. Nunca encontro ninguém que me ensine, e quando encontro, é um vigarista! Por que o mundo é tão injusto?!
— Mestre… — Ruan Sheng tentou consolá-lo, mas a carruagem parou de repente.
Ruan Sheng quase caiu:
— Ruan Ying, por que parou a carruagem?!
— Magnífico… — Ruan Ying ficou paralisado com o que viu.
Ruan Sheng olhou e viu duas pessoas — uma alta e outra mais baixa. Ambos usavam mantos brancos e chapéus com véus, e estavam parados bem na frente da carruagem, bloqueando o caminho.
— Cuidado! Se algo acontecer com vocês, não é nossa responsabilidade! Caiam fora! Sumam daqui! — gritou ele.
Ruan Zhizheng, ainda tomado pela raiva, perguntou:
— O que está acontecendo?! Por que paramos no meio da estrada?
— Mestre, tem gente bloqueando nosso caminho.
Apesar da raiva, Ruan Zhizheng ainda mantinha a razão. Na Capital Imperial, havia grandes cultivadores e oficiais poderosos por toda parte. Sendo um ninguém, ele não podia se dar ao luxo de ofender um estranho que talvez fosse mais forte.
— Alguém se feriu? Dê dinheiro a eles pra que possam ver um médico.
A pessoa mais alta olhou diretamente para Ruan Zhizheng e disse com calma:
— Está procurando um Mestre?
Ruan Zhizheng ficou paralisado.
— Você e eu estamos destinados a nos encontrar. Posso aceitá-lo como meu discípulo — declarou o mais alto.
— Não confie nele. Pode ser um golpista — alertou Ruan Sheng.
Afinal, esse homem havia surgido do nada. Devia estar tramando algo.
O homem mais alto jogou algo para Ruan Zhizheng, que o pegou. Era um elixir.
— Você tem uma terra espiritual. Mas seu poder espiritual está uma bagunça. É por isso que você não consegue avançar ultimamente. Este elixir que estou lhe dando pode limpar seu poder espiritual, permitindo que você ascenda ao próximo nível. Se quiser me aceitar como Mestre, vá me procurar na Pousada Dongfu.
As duas figuras se viraram e desapareceram da vista deles.
Ruan Zhizheng olhou para o elixir em sua mão.
— Cuidado. Estou preocupado que possam te machucar — advertiu Ruan Sheng.
— O que eles poderiam querer de mim? — questionou Ruan Zhizheng.
Afinal, nem mesmo para matar valeria a pena escolher alguém que não tivesse uma arma poderosa ou um tesouro raro.
— … — Ruan Sheng.
Apesar do que dissera, Ruan Zhizheng não teve coragem de tomar o elixir.
Sabendo que não conseguiria impedir seu mestre, Ruan Sheng deu um tapinha no ombro de Ruan Ying:
— Vamos voltar pra pousada.
Ruan Ying recobrou a consciência e comentou com entusiasmo:
— Eles eram tão bonitos quanto anjos.
— Você chegou a ver o rosto deles? — perguntou Ruan Sheng, franzindo a testa.
Capítulo 168: Você e eu estamos destinados a nos encontrar
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Comeback of the Abandoned Wife
Depois que Wu Ruo morreu, ele renasceu naqueles dias sombrios em que era o mais inútil e o mais gordo — justamente a versão de si mesmo que mais odiava.
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