Capítulo 184: Você está assustando nosso filho
- Home
- All Mangas
- Comeback of the Abandoned Wife
- Capítulo 184: Você está assustando nosso filho
Jixi tirou todos os guizos que Eggie usava e depois saiu pela porta dos fundos com Eggie e Cuckoo. Livrando-se daqueles que vigiavam a Mansão Hei, conseguiram sair para os arredores do palácio imperial.
Assim que passaram pelo portão mais externo, escolheram se esconder em um canto. Mas, limitado pelo seu poder espiritual atual, Jixi não conseguiu atravessar o segundo portão — especialmente carregando uma criança. Ele apontou para o interior e disse:
— O elixir que pode curar seu pai está lá dentro. Vamos ver se você consegue roubá-lo.
— É um lugar tão grande… Por onde eu começo? — Eggie olhou em volta, curioso.
— Vá com calma.
— Como é esse elixir? — perguntou Eggie.
— Não faço ideia — respondeu Jixi.
Na verdade, ele havia tirado Eggie escondido porque andava entediado ultimamente, e Eggie também parecia estar. Por isso o levou para se divertir. Não havia elixir algum para curar Hei Xuanyi. Além disso, ele não estava nem um pouco preocupado com a lesão de Hei Xuanyi.
— Como eu entro?
Jixi revirou os olhos e disse:
— Você está por conta própria. Se não consegue fazer algo tão simples, como vai ser o bom filho que seus pais esperam? Lembre-se: volte pra cá antes do pôr do sol.
— Entendido.
Eggie fez um biquinho enquanto observava lá dentro. Qualquer um que recebesse permissão para passar pelo portão externo precisava desmontar imediatamente e entrar a pé. Cavalos e carruagens deviam ser deixados em um local designado.
Um plano lhe ocorreu quando viu uma mulher bem-vestida e três crianças descendo de uma carruagem. Ele rapidamente se arrastou para trás da carruagem e se juntou ao grupo, seguindo a mulher em direção ao segundo portão.
O guarda olhou para a mulher e depois para as quatro crianças atrás dela, e disse com firmeza:
— Mostre seu cartão de acesso.
A mulher exibiu o cartão de acesso da Rainha.
Depois que o guarda confirmou a autenticidade do passe, eles puderam entrar.
Jixi sorriu ao ver Eggie passando pelo segundo portão com tanta facilidade.
— Ele é super esperto. Definitivamente um filho da Pedra Sanqi!
Eggie continuou caminhando atrás da mulher, entrando cada vez mais no palácio.
O garoto mais velho que vinha com a mulher logo percebeu Eggie.
— Mamãe, esse menino tá seguindo a gente.
— Que criança mais linda! — A mulher se virou e ficou atônita ao ver o menino.
Ela então pousou os olhos na roupa extremamente requintada que Eggie usava — era do tipo que apenas príncipes vestiam.
Mas ela tinha certeza de que ele não era um príncipe, pois já os conhecia a todos. Supôs então que o menino devia ser filho de algum oficial ou parente de uma concubina imperial.
— Bom dia, irmã mais velha — Eggie cumprimentou educadamente.
A mulher ficou impressionada com os bons modos dele. Aproximou-se, abaixou-se até a altura de Eggie e disse:
— Posso saber o nome dos seus pais, pequeno?
Eggie a olhou, piscando, sem dizer uma palavra.
A mulher perguntou novamente, achando que ele não havia entendido:
— Você está perdido?
— Estou procurando um remédio que possa salvar meu pai — respondeu Eggie.
— Está procurando um médico imperial? — perguntou a mulher.
Eggie assentiu.
— Vou pedir para alguém te levar até lá.
— Eu posso ir sozinho — disse Eggie, balançando a cabeça. Tinha medo de ser pego.
— O hospital imperial fica ali — disse o garoto mais velho que estava com a mulher, apontando para o norte.
— Obrigado, irmão mais velho! — Eggie saiu correndo.
A maneira como ele se esforçava para correr com aquelas perninhas curtas fez a mulher rir.
Mas logo percebeu que a direção para onde seu filho apontava não era o hospital imperial, e sim o local onde o Imperador vivia.
Ela ficou nervosa e pensou em trazer o menino de volta. No fim, desistiu.
“Ele é só uma criancinha. Os guardas de patrulha não fariam mal a um menino tão pequeno. Iriam mandá-lo de volta pra casa. Então não há com o que se preocupar.”
Eggie correu todo o caminho até o norte, se escondendo pelo trajeto. Escalou o muro e entrou em um grande pátio. Evitando os guardas de patrulha, os eunucos e as damas imperiais, finalmente chegou a um arbusto ao lado da entrada de um salão.
Olhou para a placa acima do salão e contou os caracteres:
— Sim. Três palavras.
Havia três palavras na placa e três no nome do Hospital Imperial. Então, agora ele devia estar no Hospital Imperial.
Eggie ainda não havia começado a aprender a ler. Mas tinha certeza de que era para lá que o garoto grande havia apontado.
Olhou ao redor e não viu ninguém por perto. Se esgueirou para a parte de trás do salão, abriu uma janela e pulou para dentro.
Era um salão luxuoso e magnífico. Livros e decorações estavam espalhados por todos os estantes. Não parecia um lugar onde guardassem elixires.
Eggie subiu numa cadeira com dois dragões esculpidos, vasculhou os livros sobre a mesa, mas não encontrou nenhuma garrafa de elixir. Depois desceu da cadeira e foi andando até o quarto interior, de onde ouvia alguém roncando baixinho.
Curioso, aproximou-se da cama e espiou por entre a cortina translúcida. Havia alguém deitado lá.
— Hmmm… — A pessoa se virou desconfortável, assustando Eggie, que correu e se escondeu debaixo de uma mesa.
A pessoa na cama decidiu não dormir mais. Calçou os sapatos, tirou o manto, jogou o cabelo longo para frente para ver o pescoço. Depois foi até a penteadeira e se olhou em dois espelhos de bronze, um de frente e outro voltado para a nuca.
No espelho, havia um broto de flor negra no pescoço. Ele ficou tão indignado que jogou o espelho sobre a mesa.
O eunuco que guardava do lado de fora abriu a porta e entrou assim que ouviu o barulho:
— Às suas ordens, Majestade!
— Fora! — disse o Imperador, com frieza.
O eunuco saiu correndo do salão antes que o Imperador ficasse ainda mais irritado.
O Imperador olhou fixamente para o espelho, com os olhos afiados:
— Todos querem que eu morra.
Ele se levantou e tirou uma caixa retangular de dentro de um armário. Ficou olhando fixamente para a tampa da caixa como se encarasse um inimigo mortal, com as mãos trêmulas e cerradas.
Respirou fundo, colocou a caixa de volta e fechou o armário.
— Vista-me.
O eunuco entrou após a ordem.
O Imperador deixou o salão assim que estava devidamente vestido.
Eggie rastejou para fora debaixo da mesa ao perceber que não havia mais ninguém no salão. Aproximou-se do armário e puxou a caixa na qual o Imperador havia olhado. Abriu-a e encontrou um pergaminho amarelo.
Verificou o pergaminho, mas não havia nenhuma palavra escrita, nem elixires dentro da caixa.
Eggie fez um bico, decepcionado. Seu estômago roncou. Ele estava com fome.
Assim que viu cinco pratos de dim sum sobre a mesa, largou o pergaminho e a caixa. Pegou um pedacinho de torta e deu uma mordida.
— Muito delicioso! — os olhos de Eggie brilharam.
Pegou mais um pedaço imediatamente. Mas não comeu mais. Precisava guardar espaço para o jantar. Se não jantasse depois, papai o puniria e proibiria os doces. Mas ele queria tanto aquele dim sum…
Eggie olhou para sua bolsinha na cintura, que estava cheia de armas mágicas, sem espaço para os doces.
Olhou em volta e pousou os olhos no pergaminho que tinha jogado no chão. “Ah-há!” Teve uma ideia.
Pegou o pergaminho amarelo, colocou-o sobre a mesa, despejou os bolinhos dentro e os enrolou. Depois saiu do salão levando sua trouxa de doces.
De repente, correu de volta para o salão e devolveu a caixa ao armário ao se lembrar de que não havia colocado ela de volta. Depois segurou os bolinhos nos braços e saiu do salão.
Ao olhar para o céu, viu que o sol estava prestes a se pôr. Imediatamente, tomou o mesmo caminho de volta até o segundo portão e acabou esbarrando na mulher e seus filhos.
— Encontrou o hospital imperial? — perguntou a mulher.
— Não — Eggie balançou a cabeça.
A mulher perguntou ao notar algumas palavras escritas no que ele segurava:
— O que está carregando nos braços?
Eggie apenas acenou em despedida e correu na direção de Jixi, com medo de que a mulher descobrisse que ele havia roubado.
Jixi tinha um olhar orgulhoso, mas no fundo sentiu-se aliviado no momento em que viu Eggie:
— O que está segurando?
— Dim sum — Eggie sorriu feliz.
— Não era pra você procurar elixires? — perguntou Jixi.
— Não encontrei nenhum.
— Deixa pra lá. Vamos pra casa agora. Wu Ruo deve estar preocupado.
— Papai sabe? — Eggie ficou surpreso.
— Seu pai criou a formação que protege a Mansão Hei. Ele sabe muito bem quem entra e sai — Jixi resmungou.
Eggie franziu a testa:
— Você acha que ele vai me bater?
— Vai sim. Então você tem que dizer algo bem bonito pro seu papai quando a gente chegar. Assim ele não vai te bater — Jixi levantou Eggie e o colocou nas costas de Cuckoo. — Vamos.
Voaram de volta para a Mansão Hei.
Assim que chegaram ao pátio, viram Hei Xuanyi e Wu Ruo sentados no pavilhão — Hei Xuanyi com expressão séria e Wu Ruo com ar preocupado.
Eggie sentiu-se culpado. Mas ao se lembrar do que Jixi sugeriu, correu e se jogou nos braços de Wu Ruo:
— Papai! Paizinho! Voltamos!
Wu Ruo o abraçou e perguntou:
— Onde você estava? Encontrou algum garoto malvado?
— Jixi e eu saímos pra comprar bolinhos — Eggie estendeu os dim sum para Wu Ruo.
Wu Ruo pegou os bolinhos e disse:
— Obrigado.
No fundo, sabia muito bem que Eggie devia estar entediado de ficar trancado em casa por tantos meses — sem falar que não havia outras crianças com quem brincar. Por isso, não teve coragem de repreendê-lo por sair pra se divertir só uma vez.
— Papai, prova primeiro. Tá muito gostoso!
— Hm — Wu Ruo colocou os bolinhos sobre a mesa e os desembrulhou. Havia vários tipos diferentes. Pegou um pedaço e deu uma mordida. — Muito saboroso.
Pegou outro pedaço e deu na boca de Hei Xuanyi:
— Xuanyi, prova também.
— Pai, tá gostoso? — Eggie perguntou com cuidado.
Hei Xuanyi lançou um olhar frio para Eggie.
— Você tá assustando nosso filho — Wu Ruo lançou um olhar de advertência.
— … — Hei Xuanyi.
Quem foi mesmo que disse que daria uma boa lição em Eggie quando ele voltasse?
— Eggie está perguntando se tá gostoso.
— Está — respondeu Hei Xuanyi.
Na verdade, estava bom demais pra ser algo vendido em lojas.
Wu Ruo comeu mais um pedaço e perguntou:
— Onde você comprou esses bolinhos?
— … — Jixi.
Será que podia dizer que Eggie os roubou do palácio imperial?
Eggie enfiou os bolinhos na boca por culpa, fingindo que não tinha ouvido a pergunta de Wu Ruo.
Hei Xuanyi arqueou uma sobrancelha ao ver o tecido amarelo com dois rolos de jade em cada ponta — definitivamente não era uma coisa feita para embrulhar bolinhos.
Afastou os doces no meio do embrulho e viu dois padrões de dragões dourados de cinco garras bem no centro do pano amarelo, junto com duas palavras: “Decreto Imperial”.
Capítulo 184: Você está assustando nosso filho
Fonts
Text size
Background
Comeback of the Abandoned Wife
Depois que Wu Ruo morreu, ele renasceu naqueles dias sombrios em que era o mais inútil e o mais gordo — justamente a versão de si mesmo que mais odiava.
Perdeu sua senha?
Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail. Você receberá um link para criar uma nova senha via e-mail.
Atenção! Indicado para Maiores
Comeback of the Abandoned Wife
contém temas ou cenas que podem não ser adequadas para muito jovens leitores, portanto, é bloqueado para a sua protecção.
Você é maior de 18?