Capítulo 200: Rumo ao Reino da Alma Morta (1)
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O carrasco vestido de vermelho caminhou até a Família Wu e retirou a placa de prisioneiros de suas costas.
A Família Wu chorava ainda mais alto. De repente, alguém gritou:
— Wu Ruo!
Aqueles que conheciam Wu Ruo se espantaram e viram Wu Shunren, que estava furioso.
Wu Shunren gritou para a multidão:
— Wu Ruo, vai pro inferno! Quero te ver! Apareça! Você é um membro da Família Wu! Não pode fugir disso! Deviam te mandar pra um bordel como prostituta. Você faria sucesso por lá, os homens iriam adorar te foder! Hahahaha!
Wu Chenzi, até então silencioso, ergueu os olhos ao ouvir o nome de Wu Ruo. Gritou com a voz rouca, tomado de ódio:
— Wu Ruo, vou te caçar mesmo depois de morto!
Ele havia planejado por anos tomar o poder, mas não conquistou nada — tudo por causa de Wu Ruo.
Lembrou-se do presságio mencionado por Wu Bufang, o que destruiria a Família Wu na Capital Imperial. Agora que pensava nisso, o pior presságio… era Wu Ruo.
Wu Chenzi gritou como um galo moribundo, liberando sua raiva e sua última esperança antes da morte. Já não se parecia em nada com o antigo e orgulhoso primeiro-ministro.
Ling Mohan, que estava sentado atrás do biombo do general Ren, saiu e perguntou:
— Wu Ruo? Onde ele está? Onde ele está?
Certa vez, ele saíra para encontrar Wu Ruo enquanto investigava o caso da Família Wu. Mas a Mansão Hei estava trancada.
Dentro da casa, havia uma pilha de cadáveres no grande pátio. Todos os pertences e objetos de valor haviam sido levados. Estava claro que não pretendiam voltar tão cedo.
Também enviou pessoas para procurá-los, mas não encontrou qualquer rastro.
Ling Zisheng alcançou Ling Mohan e alertou:
— Primo, não caia numa armadilha. Isso pode ser uma isca pra te atrair.
Ling Mohan vasculhou a multidão com os olhos, mas não encontrou sinal de Wu Ruo.
O general Ren se adiantou:
— Alteza, já está na hora. Prepare-se para o que vier a seguir.
— Envie homens para procurá-lo — ordenou Ling Mohan a Ling Zisheng.
— Sim, senhor — respondeu Zisheng.
— Envie ainda mais gente. Quero agradecê-lo pessoalmente.
Ling Mohan estava ansioso para ver Wu Ruo. Queria dizer-lhe pessoalmente que havia cumprido sua promessa.
Havia punido as nove linhas da Família Wu, até mesmo os que estavam fora, em treinamento.
Além disso, queria que Wu Ruo estivesse presente em sua cerimônia de coroação.
Ling Zisheng enviou um esquadrão para procurar Wu Ruo.
Ling Mohan então ordenou ao general Ren que iniciasse a execução antes que algo mais acontecesse.
O carrasco ergueu a imensa espada em direção aos prisioneiros, aguardando a ordem.
Toda a Família Wu começou a gemer em desespero — uma cena comovente de se ver.
Muitos cidadãos taparam os olhos, pois era difícil demais assistir. Mas mesmo sem ver, ouviram o nome de Wu Ruo.
Milhares de cabeças foram decepadas num único instante. Uma família de mais de cem anos foi destruída ali.
A Família Wu se tornou um tabu no país de Tianxing — um nome que jamais seria mencionado de novo.
Com o tempo, cairia no esquecimento.
O general Ren apertou os punhos ao olhar para o cadáver de Wu Chenzi. Finalmente, havia vingado sua esposa.
Em um prédio alto, na diagonal oposta ao palco da execução, um grupo observava a cena. Entre eles estava Wu Ruo.
Depois de saírem do palácio imperial naquele dia, haviam deixado a Capital Imperial, mas não foram muito longe.
Permaneceram em uma pequena vila, aguardando o dia da execução.
Wu Ruo finalmente sentiu alívio ao ver Wu Chenzi ser decapitado com os próprios olhos.
Virou-se e abraçou o homem ao seu lado, dizendo em silêncio ao Hei Xuanyi de sua vida passada:
— Xuanyi, está vendo? O homem que nos separou finalmente morreu.
Hei Xuanyi olhou para Wu Ruo e perguntou:
— Agora que Wu Chenzi está morto, o que você quer fazer? Vai ficar aqui mais alguns dias ou quer ir embora?
— Estou com saudade dos meus pais.
— Vamos agora.
— Mas… não consigo andar agora. Me carregue — disse Wu Ruo, manhoso, algo que raramente fazia.
Hei Xuanyi sorriu, encantado, e o tomou nos braços. Saltou e voou para fora da capital.
Sete dias depois, na cerimônia de posse do novo imperador, o imperador estava em pé ao lado de seu trono, com um luxuoso manto dourado estampado com dragões.
Enquanto olhava para os oficiais presentes, não pôde evitar sentir falta daquele grande homem gordo que um dia lhe salvara a vida.
Wu Ruo espirrou e esfregou o nariz:
— Quem tá com saudade de mim?
— Você espirrou porque está resfriado. Beba o remédio — disse Hei Xuanyi, segurando uma tigela de ervas medicinais.
— Você disse que ia me tratar ainda melhor daqui em diante — retrucou Wu Ruo, cheirando a forte e amarga medicina.
— …
— E agora me obriga a tomar esse negócio horrível. Isso é te tratar bem?
— …
— Você não me valoriza. Desde que chegamos nessa vila, me trancou dentro de casa e nunca me deixou sair!
Hei Xin tapou a boca para não rir atrás deles. Nunca imaginou que Wu Ruo tivesse tanto medo de medicina amarga.
Hei Xuanyi o segurou nos braços e o alimentou, consolando-o:
— Eu te deixo sair assim que beber. Mas só por uma hora.
— Feito — Wu Ruo tomou a tigela de uma vez e disse: — Pronto. Vamos lá fora. Estou entediado demais aqui dentro.
Hei Xuanyi o colocou no chão, entregou-lhe uma botija quente, colocou um manto por cima dele e se certificou de que Wu Ruo estava bem protegido antes de saírem.
— Lá fora é bem melhor — disse Wu Ruo, respirando fundo.
Wu Xi ficou radiante ao vê-lo sair:
— Ruo, você já está recuperado?
— Sim. Estou bem agora. Foi só um resfriado — respondeu Wu Ruo com um sorriso.
— Só um resfriado? Tem certeza? Você desmaiou! E ainda diz que foi só isso? A gente ficou apavorado quando viu o Xuanyi te carregando.
— … — Wu Ruo permaneceu em silêncio.
Ele havia adoecido, talvez por finalmente ter se libertado do peso que carregava havia tanto tempo.
Claro! Aqui está a tradução completa e fiel do trecho solicitado, em português brasileiro atualizado, com travessões para os diálogos e aspas para os pensamentos:
—
Wu Ruo mudou de assunto e disse:
— Xuanyi, onde está seu navio? Quero dar uma olhada.
Wu Xi respondeu com entusiasmo, apontando para o enorme navio à distância:
— Está ali. O navio do Xuanyi é enorme e lindo. E cada quarto é bem mobiliado e confortável. Mal posso esperar para embarcar.
— Quando vamos partir? — Wu Ruo se virou para Hei Xuanyi e perguntou.
— Em meio mês, podemos partir — respondeu Hei Xuanyi, apertando melhor a capa sobre ele.
Wu Ruo fez alguns cálculos e não pôde evitar perguntar:
— Não vamos agora? Estamos esperando alguém?
— O portão do nosso clã só poderá ser aberto até lá — explicou Hei Xuanyi.
— Isso é novidade. Quando ele se fecha?
— Costumava haver um padrão. O portão geralmente se abria antes de cada véspera de ano-novo e se fechava por volta de maio. No entanto, as coisas mudaram no ano anterior ao retrasado. A data agora não é fixa. Por isso, não sei quando vai se fechar ou se abrir novamente.
— Não é inconveniente entrar e sair? Nesse caso, você não pode fazer planos com antecedência.
Hei Xuanyi não disse uma palavra.
Wu Ruo saiu de casa e viu muitos aldeões vestidos de forma estranha. Eles tinham um monte de peixinhos pendurados na cintura e no pescoço, que pareciam ser os enfeites característicos do povo deles. Também cheiravam a peixe, um odor que podia fazer estranhos franzirem o cenho ou se afastarem.
As moças da vila coraram ao ver Wu Ruo e Hei Xuanyi. Se esconderam em suas casas de tanta vergonha por vê-los.
— As garotas gostam de vocês dois. Talvez vejam vocês como seus futuros maridos — disse Wu Xi, rindo.
— … — Hei Xuanyi e Wu Ruo.
— Se perguntarem, diga que estamos casados — Wu Ruo sussurrou para Wu Xi.
— Não se preocupe. Não vou deixar que tirem o Xuanyi de você — brincou Wu Xi.
— Diga que esse homem é meu — declarou Wu Ruo com orgulho, segurando a mão de Hei Xuanyi.
Hei Xuanyi sorriu.
— Não é fácil andar na areia. Meus pés estão afundando — comentou Wu Ruo, sentindo a areia sob os pés.
— Irmão, está ventando na praia. Você deve se proteger para não pegar outro resfriado. Não vou subir no navio com você porque vou procurar o Eggie.
— Entendi — disse Wu Ruo, animado enquanto caminhavam em direção ao navio. — Xuanyi, seu navio é enorme!
O navio tinha cerca de sete metros de altura do nível do mar até o convés. Do piso superior até o nível do mar, poderia ter mais de trinta metros de altura, o que era gigantesco. Havia uma enorme escultura de madeira na proa que parecia uma serpente misturada com um peixe.
— Xuanyi, imagino que a capacidade desse navio possa ser de pelo menos uma população com mais de dez mil pessoas.
— Sim — respondeu Hei Xuanyi, segurando-o. — Está ventando demais lá em cima. Espere até melhorar.
— Tudo bem — Wu Ruo olhou para o alto e viu muita gente andando pelo navio. — Vejo muita gente a bordo.
— Eles trabalham para mim. Trouxe muita gente pra cá. Naquela época, não os levei para a cidade. Eles ficaram aqui para cuidar do navio.
— Quantos são? — perguntou Wu Ruo.
— Cerca de cinco mil.
— Tanta gente!
— Trouxe esse tanto por precaução. Está ventando demais aqui. Vamos andar em outro lugar — disse Hei Xuanyi, levando Wu Ruo para a praia.
Quando Wu Ruo se virou, viu Wu Zhu sendo abordado por uma moça alta.
— Aquela garota está paquerando meu irmão?
— É nossa cunhada.
— … — Wu Ruo.
— Ela está aqui há dois dias, mas seu irmão se recusa a recebê-la.
Enquanto Wu Ruo hesitava se devia continuar andando, Wu Zhu o viu e correu em sua direção como se ele fosse um salvador.
— Ruo, você ainda não está totalmente recuperado. Por que saiu?
You Ye apareceu e lançou um olhar atravessado para Wu Ruo, como se o culpasse por ter sabotado o momento a sós que estava tendo com Wu Zhu.
Wu Ruo disse:
— Irmão, olha só, ele está me olhando torto! Você tem que dar uma lição nele. Minha mãe tem um livro que ensina como ser uma esposa obediente. Você devia pegar emprestado esse livro com a mamãe e fazer ele decorar. E ele não poderá te ver até que memorize cada palavra do livro.
Wu Ruo estava claramente interpretando o papel de vítima na frente da família.
Wu Zhu assentiu, obviamente aprovando uma ideia tão genial. Mal podia esperar pelo dia em que You Ye, um homem de verdade, recitasse um livro sobre como ser uma boa esposa.
— Excelente! — disse ele.
— … — You Ye.
— Ainda se lembra do que eu disse da última vez? — Wu Zhu perguntou a You Ye.
Capítulo 200: Rumo ao Reino da Alma Morta (1)
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Comeback of the Abandoned Wife
Depois que Wu Ruo morreu, ele renasceu naqueles dias sombrios em que era o mais inútil e o mais gordo — justamente a versão de si mesmo que mais odiava.
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