Capítulo 203: Reino da Alma Morta (1)
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— Senhor! Senhor! — os do grande navio acenavam entusiasmados.
Hei Xuantang respondeu com igual empolgação:
— Hei Yin! Hei Shi!
— Tal mestre, tais guardas — comentou Wu Ruo.
Os que estavam no navio de Hei Xuantang gritavam com entusiasmo e calor, como uma forma de boas-vindas.
Já o navio de Hei Xuanyi permanecia em completo silêncio. Ninguém respondeu à embarcação que se aproximava, exceto Hei Xuantang.
— Os navios estão prestes a colidir — disse Hei Xuanyi, com seriedade.
Quando o outro navio se aproximou demais, Hei Xuantang gritou alto:
— Parem o navio! Parem! Parem agora mesmo!
Os que estavam no navio visitante estavam tão emocionados que não notaram a situação. Assim, os dois navios colidiram. A embarcação balançou violentamente. Guan Tong e os outros se assustaram com o impacto repentino.
Graças à formação de proteção, ninguém caiu dos navios.
— Senhor, vamos subir!
Os companheiros de Hei Xuantang subiram na grade do navio e estavam prestes a pular para a embarcação de Hei Xuanyi quando algo vibrou no mar. Todos congelaram no lugar.
Hei Xuantang olhou para baixo e disse:
— Irmão, o portão está prestes a se abrir.
— O portão já abriu? — Wu Ruo olhou para fora e viu as ondulações na superfície do mar. Os navios ainda tremiam.
Diante das embarcações, uma fenda começou a se abrir lentamente no mar, alargando-se até ser grande o suficiente para que um único navio passasse.
Hei Xuanyi levou Wu Ruo até a janela, e Hei Ye girou o navio, apontando a proa para a fenda. O navio de Hei Xuantang os seguiu.
— O Reino da Alma Morta fica embaixo do mar? — Wu Ruo se surpreendeu.
— Para ser mais exato, fica no subsolo.
Eggie correu até eles, animado, e disse:
— Papai! Paizinho! Me abraça! Quero ver!
Wu Ruo o pegou no colo e apontou para frente:
— Aquela é a entrada do clã do seu pai.
Os lábios de Hei Xuanyi se curvaram num leve sorriso ao ouvir a conversa entre seu filho e seu companheiro.
Assim que o grande navio entrou na fenda, afundou ainda mais no mar. Wu Ruo e Eggie viram vários tipos de peixes nas paredes de água, grandes e pequenos, de diferentes formas.
Wu Qianqing e Guan Tong ficaram maravilhados com a vista submarina deslumbrante que tinham diante dos olhos.
Eggie, curioso, apontou para um peixe rosa de quatro patas:
— Papai, o que é aquilo?
— Xuanyi, que peixe é esse? — Wu Ruo também não sabia identificar.
— Não sei. Há milhões de tipos de peixes no mar. É difícil lembrar de todos — respondeu Hei Xuanyi, com calma.
Eggie apontou para um peixe completamente azul e perguntou:
— Papai, e aquele?
— Também não sei — Wu Ruo limpou a baba no canto da boca de Eggie. — Não dizia que estava enjoado de tanto comer peixe? E agora tá babando de novo por peixe? Esquece o peixe. Olha pra frente.
A frente estava completamente escura. Era impossível saber onde estavam. Mas, depois de duas milhas descendo onde a luz do sol já não alcançava, a água do mar ficava cada vez mais escura.
Os peixes nas paredes de água brilhavam como lanternas, criando um espetáculo magnífico.
Ao descerem mais três milhas, os peixes começaram a parecer cada vez mais assustadores, com bocas cheias de dentes afiados e ferozes.
— Ainda quer comer peixe? — perguntou Wu Ruo, apontando para os peixes assustadores.
Eggie enterrou o rosto nos braços de Wu Ruo, sem coragem de olhar ao redor.
Wu Ruo achou graça. Eggie parecia mesmo assustado.
Ao chegarem a sete milhas de profundidade, a temperatura do mar caiu bastante. Colocando um manto, Wu Ruo perguntou:
— Já chegamos?
— Quase — disse Hei Xuanyi, apontando para um ponto mais abaixo. — Olha aquela luz vermelha. É ali que está o portão.
Wu Ruo olhou e viu a luz ficando cada vez mais intensa. Os companheiros de Hei Xuantang vibraram:
— Estamos em casa!
Os companheiros de Hei Xuanyi riram.
Wu Ruo estava ansioso, mas também animado. Não tinha certeza se a família de Xuanyi iria aceitá-lo ou não.
Pouco depois, o navio parou no solo.
Wu Ruo ficou impressionado com o portão de trinta metros de altura, ladeado por duas estátuas de pedra vermelha representando o deus do mar — era uma visão absolutamente magnífica.
Parecia uma entrada esculpida como um canal, conduzindo ao Reino da Alma Morta.
— Vamos! — gritou alguém.
— Vamos — disse Hei Xuanyi, fechando a janela.
Wu Ruo saiu do quarto segurando Eggie nos braços. De repente, o navio voltou a tremer violentamente, como se houvesse um terremoto.
A grande embarcação balançava de um lado para o outro. As pessoas podiam cair a qualquer momento.
Todos se assustaram.
— O que está acontecendo?
— Sem mais conversa! Vamos sair do navio! Corram para a entrada!
Logo, todos começaram a voar para fora do navio.
Hei Xuanyi pediu que Wu Ruo saísse primeiro com Eggie, pois ele iria verificar se Guan Tong e os outros já haviam deixado a embarcação.
Assim que Wu Ruo e Eggie pousaram, alguém gritou com urgência:
— A água tá vindo! Corram!
Wu Ruo olhou para o mar. A água estava subindo numa velocidade assustadora.
Tão rápido que ele só teve tempo de tirar uma arma mágica defensiva para proteger a si mesmo e a Eggie.
No instante em que a água os atingiu, tudo ao redor se tornou silêncio e escuridão.
Wu Ruo segurava Eggie com força e não fazia ideia de onde estavam sendo levados pela correnteza. Mas, felizmente, conseguiu mantê-los vivos com a barreira da arma mágica, evitando que se afogassem.
A arma mágica começou a ranger — já não aguentava mais a pressão da água.
Ele teve que procurar por outras armas mágicas em seu espaço de armazenamento.
No entanto, as que ele possuía serviam apenas para bloquear habilidades de cultivo em batalha, não para conter a força da água.
De repente, uma ideia cruzou a mente de Wu Ruo: ele poderia montar uma formação para deter a água.
Sem perder tempo, começou a estabelecer a formação antes que a arma mágica se quebrasse.
Algum tempo depois, a barreira da arma se despedaçou.
No mesmo instante, ele sentiu claramente a água pressionando sua formação com tamanha força que parecia prestes a rompê-la.
Como cultivador de nono nível, ele mal conseguia resistir à pressão.
O pior era sentir seu poder espiritual sendo drenado rapidamente.
— Eggie, feche os olhos e respire fundo — disse Wu Ruo.
Antes de guardar a formação, ele respirou fundo e prendeu a respiração.
A água turbulenta o golpeava de todos os lados, provocando dores intensas em seu corpo.
Mas uma única respiração profunda não duraria para sempre.
Depois de um quarto de tempo, o fôlego acabou.
Ele não conseguiu respirar de novo.
Logo perdeu a consciência.
No último momento antes de desmaiar, Wu Ruo se preocupou:
“Será que vamos morrer assim?”
— Papai! Papai!
Algum tempo depois, Wu Ruo ouviu a voz de Eggie, mas não conseguia enxergar nada.
— Papai, acorda! — gritou Eggie, desesperado.
Wu Ruo ficou aflito ao ouvir o grito do filho, mas não conseguia mover um músculo, como se estivesse amarrado. Nem mesmo abrir os olhos conseguia. Tentou várias vezes e falhou.
— Papai, fica comigo. Eu sou seu filho, Eggie. Você não pode me deixar assim!
Wu Ruo ficou angustiado. A voz de Eggie estava rouca de tanto gritar.
Com grande esforço, finalmente conseguiu abrir os olhos.
Mas, no instante em que o fez, se assustou com o rosto horrendo que estava bem diante dele.
Eggie se jogou sobre ele, emocionado.
Wu Ruo se aproximou, ainda confuso.
— Papai, você me assustou!
— Desculpa. Não quis te assustar — Wu Ruo tentou abraçar Eggie, mas estava sem forças.
Pegou um elixir de seu armazenamento e o tomou.
Assim que recuperou um pouco da energia, se levantou e segurou Eggie nos braços.
Então encarou com atenção a pessoa que parecia mais terrível que um fantasma:
— Quem é você?
O rosto da mulher estava coberto por rachaduras grotescas manchadas de sangue. A carne e a pele estavam levantadas em diversos pontos, dando um aspecto repulsivo.
Seu cabelo era cinza-escuro, os olhos completamente brancos. O nariz era achatado, e os dentes, amarelo-escuros, apareciam por entre os lábios.
Em outras palavras, ela já não podia mais ser considerada humana.
Eggie explicou:
— Papai, essa vovó foi quem salvou a gente.
Wu Ruo se sentiu aliviado e se desculpou:
— Me desculpa mesmo. Mas obrigado por nos salvar.
— Ah… Ur… — A anciã caminhou até Wu Ruo, emocionada, emitindo sons roucos enquanto lágrimas escorriam por seus olhos.
Acontece que ela era muda. Wu Ruo tentou acalmá-la:
— Sem pressa. Pode ir com calma. Tem algo que gostaria que eu soubesse?
— Ur… Ur… — A anciã o abraçou com força.
Wu Ruo realmente não conseguia entender o que ela tentava dizer.
— Você pode escrever? — perguntou.
Mas a anciã continuou a abraçá-lo e a chorar, como se não tivesse escutado. Na verdade, chorava até mais alto do que Eggie. Wu Ruo não teve coragem de afastá-la.
Finalmente, ela parou de chorar e o soltou. Secou as lágrimas e foi buscar água para Wu Ruo.
Wu Ruo bebeu a água e começou a observar o ambiente ao redor. O quarto era bem simples.
Só havia uma cama, um armário, uma mesa e uma cadeira.
Sobre a mesa, havia uma lamparina a óleo, que iluminava apenas o suficiente para que ele pudesse ver as pessoas e os objetos no cômodo.
— Onde estamos agora? — perguntou Wu Ruo, lembrando-se da inundação. — Você viu mais alguém além da gente?
A anciã balançou a cabeça negativamente e o fez deitar na cama, sugerindo que dormisse um pouco.
— Não estou com sono — Wu Ruo tentou se levantar, mas ela não permitiu. Então, acabou se deitando.
A anciã sorriu, embora o sorriso não fosse nada agradável. Em seguida, saiu do quarto com uma tigela nas mãos.
Assim que ela saiu, Wu Ruo se sentou e perguntou a Eggie:
— Eggie, você sabe onde estamos? Viu mais alguém quando acordou?
Eggie balançou a cabeça, com os olhos marejados:
— Quando eu acordei, a vovó tava fazendo de tudo pra trazer a gente pra cá.
Assim que Wu Ruo levantou o cobertor, percebeu que estava nu.
Rapidamente pegou roupas de seu espaço de armazenamento e se vestiu, assim como Eggie. Depois, saiu do quarto com Eggie nos braços.
Do lado de fora, havia um corredor completamente escuro.
Do outro lado, a anciã estava na cozinha, preparando algo.
Sem querer interrompê-la, Wu Ruo voltou ao quarto, pegou a lamparina a óleo e seguiu para a direita do corredor, com Eggie.
Capítulo 203: Reino da Alma Morta (1)
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Comeback of the Abandoned Wife
Depois que Wu Ruo morreu, ele renasceu naqueles dias sombrios em que era o mais inútil e o mais gordo — justamente a versão de si mesmo que mais odiava.
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