Capítulo 337: Você é mais bonito sem nada vestido
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Nianxia esperou no pequeno pátio durante dois dias, mas Liangdong não voltou.
No terceiro dia, 28 de dezembro, Liangdong ainda não havia retornado.
Ela começou a ficar irritada. Então, foi ao Palácio Hengxing. Mas os porteiros a impediram de entrar.
— Como você ousa me impedir? — gritou Nianxia. — Eu sou a mãe do príncipe Liangdong! Você não tem direito de me barrar!
Os porteiros olhavam para frente, sem qualquer expressão, como se não conhecessem Nianxia.
Nianxia não desistiu. Tentou entrar empurrando os porteiros para o lado e gritou:
— Deixem-me entrar ou vou mandar meu filho puni-los!
Um porteiro a jogou contra o chão e apontou uma espada para ela:
— Você invadiu o Palácio Hengxing. Isso é crime capital…
Nianxia teve medo e voltou rastejando para o pequeno pátio. Mas não desistiu.
Retornou à porta do Palácio Hengxing e gritou alto:
— Liangdong, mamãe está aqui! Venha aqui com mamãe! Liangdong, mamãe está aqui! Venha! Estou aqui! Vou embora logo!
Ninguém respondeu.
Nianxia gritava ansiosa quando Fuqiu passou pelo corredor carregando uma bandeja de frutas.
— Fuqiu, sou Nianxia. Você poderia fazer um favor e trazer Liangdong para fora? Estou com saudades do meu filho.
Fuqiu continuou andando em direção ao palácio sem nem olhar para ela, como se não a escutasse.
Nianxia ficou tão irritada que seu corpo inteiro tremia.
— Sua desgraçada, já vamos ver! — resmungou.
O porteiro jogou a espada para ela de novo:
— Cala a boca! Ou eu te mato!
Nianxia ficou aterrorizada. Foi embora, mas estava incomodada por não ver Liangdong.
Quando a noite caiu, Liangdong ainda não tinha voltado. Ela ficou cada vez mais furiosa. Perder Liangdong significava perder tudo.
Passou a noite inteira preocupada. Levantou-se ao amanhecer para procurar por Liangdong.
Ao sair do pequeno pátio, viu os chefes da Secretaria de Vestuário e da Secretaria de Costura passando, seguidos por criadas que carregavam roupas novas e lindas, além de todo tipo de acessórios requintados.
Nianxia ficou maravilhada com aquelas roupas e adornos de luxo.
Sentiu inveja e ciúmes de Wu Ruo por ter coisas que ela não tinha.
Desejou poder pegar todas aquelas coisas bonitas e vesti-las no próprio corpo.
As criadas seguiram para o Palácio Hengxing sem nem olhar para ela.
Uma ideia surgiu na mente de Nianxia.
Ela seguiu as criadas pela fila, tentando se esconder para entrar no Palácio Hengxing.
Mas os olhos dos porteiros eram tão afiados que a reconheceram imediatamente.
O porteiro apontou a espada para ela e disse, sem expressão:
— Mais uma vez, eu te mato na hora.
Nianxia correu horrorizada e nunca mais teve coragem de voltar ao Palácio Hengxing.
— Idiota! — alguém disse de repente.
Assustada, Nianxia olhou e viu um eunuco varrendo o chão.
— Você… — começou a dizer.
Antes que pudesse continuar, o eunuco falou baixo:
— O Senhor te ordenou cuidar bem do príncipe Liangdong. Mas não mandou você matá-lo.
— Bem feito. Você o obrigou a se esconder para sempre no Palácio Hengxing, e ele tem muito medo de vir aqui.
— Ele é jovem demais para se lembrar das coisas. Talvez ele acabe esquecendo você como mãe. Se isso acontecer, o que você vai dizer para o Senhor?
A voz do eunuco ficou mais fria e dura. As pernas de Nianxia começaram a tremer.
— Eu… eu… porque o veneno…
Ela entrou em pânico, pois havia tentado muitas vezes envenenar as crianças, mas todas as tentativas falharam.
— Cala a boca! Você é uma grande idiota! Cuidado com o que fala! — o eunuco a interrompeu.
Nianxia tremeu e não teve coragem de emitir som algum.
— É melhor você fazer o possível para trazê-lo de volta. Vou contar ao Senhor. Talvez ele tenha um conselho — disse o eunuco, jogando o lixo na lixeira e indo embora, sem notar a pessoa que o seguia.
Desde que as criadas da Secretaria de Vestuário e da Secretaria de Costura foram ao Palácio Hengxing, o palácio estava cheio de risadas de crianças.
O pequeno pátio parecia ainda mais silencioso comparado a isso.
À noite, Hei Xuanyi finalmente terminou todo o trabalho e foi ao Palácio Hengxing jantar com as crianças e Wu Ruo.
Depois do jantar, todos tomaram banho juntos, encharcando-se dentro do balde.
Depois, as criadas da Secretaria de Vestuário os ajudaram a se vestir. As roupas eram tão pesadas que mal podiam respirar.
Wu Ruo contou silenciosamente e havia doze camadas. Ele deveria se sentir sortudo por ser homem; caso contrário, teria que usar um monte de adereços que poderiam esmagar seu pescoço.
Depois de vestido, ele se posicionou em frente ao espelho e se olhou.
O vestido longo até o chão conferia a ele elegância e charme.
Ele assentiu satisfeito:
— Eu fico muito mais bonito com essa roupa. Fizeram um ótimo trabalho. Agora confio em encantar o príncipe herdeiro.
As criadas riram.
— Você já me encantou há muito tempo — disse Hei Xuanyi, virando-se com um sorriso, pegando Wu Ruo no colo e sussurrando em seu ouvido:
— Você é mais bonito sem nada vestido.
Wu Ruo revirou os olhos.
Naquele momento, Hei Xin entrou e informou:
— Sua Alteza, o príncipe Liangdong está chorando e procurando a mãe. Fiz tudo o que pude para acalmá-lo, mas não funcionou.
O garoto ainda era pequeno demais para lembrar do medo que a mãe lhe causou alguns dias atrás. Sentia falta dela, que o criou.
Wu Ruo franziu a testa.
Hei Xuanyi sussurrou para Wu Ruo.
Wu Ruo assentiu com a cabeça:
— Vou ver o Liangdong.
Foi até o quarto de Eggie e disse às criadas que levassem Eggie e Xiaoxiao embora.
Logo, o choro parou de ser tão forte.
Wu Ruo saiu do quarto e pediu às criadas que vestissem Liangdong.
Quando as criadas voltaram ao quarto, Liangdong estava pulando animado sobre a cama.
Elas ficaram confusas, porque Liangdong havia chorado muito pouco antes. Agora parecia muito feliz.
Embora confusas, não tinham tempo para fofocar sobre aquilo.
Por volta das dez da noite, Hei Xuanyi vestiu uma capa roxa peluda e levou Wu Ruo e as crianças para fora do Palácio Hengxing.
Nianxia, que estava esperando do lado de fora, correu animada ao ver Liangdong, cuja mão estava segurada por Hei Xin.
— Liangdong. Liangdong! — chamou ela.
Hei Xuanyi e Wu Ruo franziram a testa.
O guarda que guiava o caminho a deteve.
— Liangdong, venha com a mamãe! — Nianxia gritou ansiosamente.
Os olhos de Liangdong estavam vazios, olhando para ela.
Nianxia ficou ainda mais aflita porque Liangdong parecia não reconhecê-la.
— Liangdong, eu sou sua mãe. Venha aqui.
O rosto do guarda principal escureceu e ele a empurrou para o lado.
Um dos guardas sacou a espada contra Nianxia e a brandiu, fazendo-a gritar de horror.
Bem antes da espada cortar o pescoço de Nianxia, alguém segurou a mão do guarda.
O guarda olhou para cima e viu Wu Ruo. Guardou a espada.
— Morra ou volte para o seu quarto! — Wu Ruo disse a Nianxia.
Ele parou o guarda porque as crianças não deveriam ver aquilo. E também porque Nianxia não deveria morrer tão facilmente.
O corpo de Nianxia tremeu ao olhar nos olhos frios e afiados de Wu Ruo.
Embora Wu Ruo não quisesse matá-la agora, isso não significava que não o faria depois.
— Vamos — disse Hei Xuanyi.
Wu Ruo assentiu e foi com Hei Xuanyi.
Liangdong perguntou a Hei Xin, olhando para Nianxia:
— Tio Xin, quem é ela? Por que ela me chama direto pelo meu nome?
Hei Xin olhou para Nianxia e sorriu:
— Ela é só uma louca. Você não precisa dar atenção a ela.
— Entendi — Liangdong assentiu, sem dizer mais nada.
— Liangdong, você… — Nianxia não podia acreditar que o filho não a reconhecia.
Mas se calou quando o guarda quase apontou a espada para ela.
Duvidou se deveria alcançá-los.
Só reagiu quando, agachada, os perdeu de vista.
Voltou para o quarto, distraída. Ao olhar para os brinquedos com que Liangdong costumava brincar, logo se encheu de raiva.
Correu até a mesa e varreu todos os brinquedos dela para o chão.
— Filho ingrato! Que desgraçado esquecer da própria mãe depois de viver confortavelmente no palácio!
— Graças a mim, você vive tão bem! Eu te criei por tantos anos! Sapo! Filho ingrato! Vou te esmagar até a morte! Vai para o inferno!
Nianxia pisoteou os brinquedos, descarregando sua raiva sobre os brinquedos quebrados.
A criada deu uma olhada no quarto e zombou, dizendo que Nianxia estava ficando louca. Depois, virou-se e ficou vigiando a porta.
Hei Xuanyi levou Wu Ruo e as crianças até o Imperador.
Hei Xuantang e os outros irmãos já esperavam há muito tempo.
Levantaram-se ao ver Hei Xuanyi.
— Irmão. Cunhado.
Hei Ziya apressou-se a pegar Xiaoxiao do ombro de Hei Xuanyi.
— Nosso Xiaoxiao cresceu muito mais alto e bonito! Sou seu maior fã, sabia?
Xiaoxiao sorriu timidamente, ainda mais fofo, especialmente porque usava um vestido roxo escuro.
Hei Ziya não resistiu e o beijou na bochecha.
— Queria poder te levar para casa e te fazer meu filho.
— Antes disso, o irmão vai te matar — resmungou Hei Xuanxu.
— Já está na hora. Não podemos fazer os oficiais esperarem muito — disse a rainha sorrindo.
— O Grande Mestre Espiritual já chegou? — perguntou Hei Xuanyi.
Assim que terminou de perguntar, um eunuco anunciou em voz alta:
— O Grande Mestre Espiritual está aqui.
O Grande Mestre Espiritual vestia roxo escuro, a cor da família real.
Mas seu estilo de vestir não seguia as regras reais.
Os padrões e acessórios eram, em sua maioria, esqueletos — símbolos dele, o Grande Mestre Espiritual.
— Saudações, Sua Majestade! Podemos agora ir para a terra — disse o Grande Mestre Espiritual, levando-os ao salão de sacrifícios para formar o transporte e chegar diretamente ao salão ancestral real.
Assim que saíram do transporte, um eunuco anunciou em voz alta:
— O Imperador, a rainha e o príncipe herdeiro!
O eunuco não mencionou o título de Wu Ruo porque ele ainda não havia sido oficialmente intitulado.
— O Imperador, a rainha e o príncipe herdeiro! — outro eunuco anunciou alto enquanto caminhavam para que mais pessoas soubessem da presença do Imperador.
De um lado ao outro, todos, do salão ancestral até a praça fora do pátio, sabiam que a família real estava ali.
Estava frio no inverno, e ainda nevava levemente.
Os oficiais na praça ficaram imóveis, sem medo do frio, e se ajoelharam diante do Imperador.
Capítulo 337: Você é mais bonito sem nada vestido
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Depois que Wu Ruo morreu, ele renasceu naqueles dias sombrios em que era o mais inútil e o mais gordo — justamente a versão de si mesmo que mais odiava.
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