Capítulo 341: O Duque Li na prisão
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— É bem provável — Hei Xuanyi adoraria ver aquela mulher levar o Filho Celestial de volta para os Ocultos. Se fosse esse o caso, o Filho Celestial não apareceria mais para ferir Wu Ruo.
— Irmão, Ruo, vocês estão bem? — Hei Xuantang e os outros correram até eles, preocupados.
O coração de Wu Ruo se aqueceu com o quanto sua família se importava com ele.
— Estamos bem. E vocês? Estão bem?
— Estamos sim — Hei Xuanxu olhou para o céu. — O amanhecer está chegando. É melhor levarmos os feridos de volta para a cidade subterrânea.
Hei Xuanyi assentiu e deu a ordem.
Wu Ruo olhou ao redor e viu que a praça estava tomada por cadáveres e sangue.
Os feridos choravam de dor.
No centro da praça havia um enorme buraco, e dentro dele, um monte de braços e pernas decepados.
Os soldados que não estavam feridos levaram os feridos e os membros mutilados de volta à cidade subterrânea.
Os oficiais retornaram à cidade subterrânea para receber as próximas instruções do imperador.
Estavam ocupados demais com suas tarefas para perceberem as duas figuras paradas em cima da grande árvore do lado de fora do portão quadrado.
Um homem vestindo roxo usava uma máscara da mesma cor. O outro usava uma máscara branca e uma capa preta. Seus olhos duplos eram assustadores na escuridão.
— Jushu, você viu aquilo? Viu? — Jiyu estava visivelmente empolgado, agarrando o braço de Jushu. Mal conseguia conter sua excitação.
— Eu vi, com muita clareza — respondeu Jushu respeitosamente.
— Tenho certeza de que os dois dragões d’água e o Relâmpago Trovejante de Wu Ruo não são técnicas de cultivo do nosso mundo.
Isso significa que o mundo pré-imortal existe. Mas os Ocultos não sabem onde ele fica.
— Concordo com você. Os Ocultos não sabem onde fica o mundo pré-imortal.
— Temos alguém rastreando o homem de branco? — perguntou Jiyu.
— Não — Jushu respondeu, mesmo recebendo um olhar fulminante de seu senhor. — O homem de branco e a mulher que o carregava não são pessoas comuns.
Se tentarmos rastreá-los, eles perceberão. Parece mais prudente esperarmos pelo retorno deles.
— Você tem razão. Mande alguém vigiar Wu Ruo — Jiyu saltou da árvore. — Vamos.
— Sim.
O silêncio voltou após a partida deles.
Mas a praça diante do segundo portão do palácio imperial, na cidade subterrânea, estava cheia, pois todos os médicos imperiais haviam sido designados para cuidar dos soldados feridos.
Wu Ruo juntou-se aos médicos para ajudar no atendimento.
— Papai! — Eggie e Xiaoxiao correram até Wu Ruo. Eggie carregava o garotinho nos braços.
Wu Ruo sentiu um enorme alívio ao ver que seus filhos estavam a salvo. Ele os abraçou.
— Vocês não estão machucados, estão?
Eggie e Xiaoxiao balançaram a cabeça.
Eggie então arrumou o cabelo bagunçado de Wu Ruo.
— E você? Não está machucado?
— Não — respondeu Wu Ruo, com o coração completamente derretido pelos filhos.
As pessoas ao redor sorriam, tocadas com o quanto Wu Ruo e seus filhos se preocupavam uns com os outros.
A dor dos feridos parecia amenizada pelo sorriso radiante das crianças.
— Os príncipes amam tanto a princesa herdeira. Tomara que possam ser felizes para sempre!
Mas nem todos compartilhavam daquele sentimento.
O Duque Li, observando de longe, teve um mau pressentimento ao ver Eggie e Xiaoxiao ali, sãos e salvos.
— Tio, você não parece bem. Está ferido? — Lou Qingluo se aproximou, preocupada.
— Estou bem — o Duque Li balançou a cabeça.
— Vou levá-lo para casa. Deveria descansar — insistiu Lou Qingluo.
O Duque Li lançou um olhar ao redor. Os soldados com ferimentos leves já estavam bem após tomarem remédio, e os mais gravemente feridos haviam sido levados ao hospital imperial.
Cada vez mais soldados iam embora. Restavam apenas algumas centenas de pessoas na praça.
— Vamos.
— Duque Li, por favor, permaneça — disse de repente uma voz masculina.
O Duque Li e Lou Qingluo se viraram e viram o capitão da guarda vindo em sua direção, seguido por um esquadrão de soldados.
Aquilo não era um bom sinal. O coração do Duque Li afundou.
— Duque Li, por favor, venha conosco.
— Para quê? — perguntou o Duque Li, tentando manter a compostura.
— Você saberá — respondeu o capitão.
— Só irei com vocês se me disserem o motivo.
O capitão se virou para um de seus homens:
— Traga-o.
Dois guardas vieram pela retaguarda, conduzindo um homem ferido.
O coração do Duque Li afundou quando viu de quem se tratava — era o assassino que ele havia mandado para matar Eggie e Xiaoxiao. Seu nome era Tao Jun.
— Quem deu a ordem? Por que tentou assassinar os dois príncipes? — o capitão perguntou a Tao Jun.
Tao Jun conseguiu erguer a cabeça e passou os olhos pelo capitão, pelo Duque Li e por Lou Qingluo. Em seguida, olhou para longe, com um olhar vazio, como se estivesse sem alma.
O Duque Li e Lou Qingluo perceberam que ele estava olhando para algo atrás deles.
Viraram-se e viram um grupo de soldados feridos… e também Wu Ruo.
— Responda! — o capitão empurrou Tao Jun.
Tao Jun recobrou a consciência e olhou diretamente para o Duque Li. Então apontou o dedo e disse:
— Foi ele. Ele nos mandou matar os príncipes.
Os demais se surpreenderam com a confissão, pois era difícil acreditar que o Duque Li fosse o mandante por trás da tentativa de assassinato.
Isso também pegou Lou Qingluo de surpresa.
O Duque Li entrou em pânico:
— Isso é um absurdo! Eu nem conheço você. Mesmo que conhecesse, não teria motivo algum para matar os príncipes!
Ele não conseguia entender por que Tao Jun o havia traído, já que o havia treinado tão bem.
— Meu tio não tem razão nenhuma para matar os príncipes. Ele não ganharia nada com isso — defendeu Lou Qingluo.
— Você deve vir conosco, aconteça o que acontecer. Descobriremos a verdade — disse o líder.
Enquanto todos olhavam para ele, o Duque Li hesitou, mas ainda assim respondeu:
— Certo. Irei com vocês.
O líder suspirou, aliviado.
Depois que partiram, as pessoas começaram a comentar entre si:
— Eu não acho que o Duque Li faria mal aos príncipes.
— Nem eu. O Duque Li nem faz parte da família imperial. A morte dos príncipes não traria nenhum benefício pra ele.
Lou Qingluo franziu a testa e vasculhou a praça com os olhos, até que finalmente pousou o olhar sobre Wu Ruo, não muito distante dali.
Coincidentemente, Wu Ruo também o observava. Seus olhares se encontraram. Wu Ruo sorriu para ele e então voltou a conversar tranquilamente com seus filhos.
Lou Qingluo ficou irritado com a calma de Wu Ruo. Ele alcançou os guardas.
O Duque Li foi levado ao Ministério Penal.
Lou Qingluo foi barrado na porta.
O Duque Li se deteve e rugiu quando o conduziram até uma cela:
— Eu não sou um criminoso! Por que estão me levando para uma prisão?
— Duque Li, vamos levá-lo para encontrar alguém aqui. Não se preocupe — respondeu o líder, com educação.
A raiva do Duque Li só aumentava, e ele até cogitou fugir.
Na primeira cela, havia um homem de meia-idade preso. Embora sua aparência fosse comum, havia uma dureza sutil em seus olhos gentis. Sua barba descia até o peito.
No momento em que viu o Duque Li, ele se mostrou um pouco surpreso, mas rapidamente abaixou a cabeça, como se não o conhecesse.
— Duque Li, o senhor o conhece? — perguntou o líder, apontando para o homem de meia-idade na cela.
O Duque Li balançou a cabeça sem hesitar, mas estava profundamente chocado, pois aquele homem era Yan He, o chefe do Pavilhão Wuxuan. Quando ele foi capturado?
O líder o levou até a segunda cela. Para sua surpresa, estavam ali o Oficial Huai, ministro do Ministério Penal, e o Oficial Xu, vice-ministro do mesmo ministério.
O coração do Duque Li afundou ainda mais. Embora ninguém soubesse da profunda relação que ele mantinha com o Oficial Huai e o Oficial Xu, na verdade, ele já havia compartilhado inúmeras refeições com eles e gastado milhões de taéis de prata em subornos.
Quando viram o líder dos guardas, o Oficial Huai e o Oficial Xu correram até a grade da cela:
— Senhor, por que o príncipe herdeiro nos prendeu? — perguntaram.
— Estes são o Oficial Huai e o Oficial Xu. Duque Li, creio que já os conhece. Não preciso apresentá-los — disse o líder ao Duque Li.
Os dois oficiais estavam prestes a desmaiar de tanto medo, pois já imaginavam o que havia acontecido ao ver o Duque Li naquela prisão.
O Duque Li ainda estava de pé, mas não estava em condição melhor do que os dois.
O príncipe herdeiro com certeza já encontrou provas de que subornei os dois, pensou ele assim que os viu.
Ele costumava comprar os funcionários para encobrir as pistas que levavam ao Pavilhão Wuxuan.
A terceira e a quinta cela eram grandes o bastante para acomodar mais de cem prisioneiros.
A maioria deles era do Pavilhão Wuxuan, e o restante era composto por seus soldados bem treinados, infiltrados entre as antigas famílias influentes. Quando viram o Duque Li, também abaixaram a cabeça.
O líder não se deu ao trabalho de perguntar se ele os conhecia. Levou-o direto à sexta cela, onde estavam encarcerados um eunuco de baixo escalão e um guarda.
O Duque Li não conseguiu evitar o pânico neste momento.
O eunuco tremeu de medo ao vê-lo. Correu até o líder, ajoelhou-se e implorou:
— Senhor, eu sou apenas um humilde eunuco! Passo os dias e noites limpando. Posso saber que mal cometi para ser jogado na prisão?
Era o mesmo eunuco que havia conversado com Nianxia na noite anterior.
Depois de falar com Nianxia, ele aproveitou a oportunidade para enviar uma mensagem ao guarda que vigiava o portão do palácio — o mesmo que estava agora naquela cela com ele.
Mas assim que retornou ao seu quarto, foi levado à prisão.
O líder não respondeu à sua pergunta. Em vez disso, virou-se para o Duque Li:
— O senhor os conhece?
— Sou um duque. Raramente vou ao palácio. Como poderia conhecê-los? — respondeu o Duque Li, sério.
Sem dizer mais nada, o líder o retirou da cela.
O Duque Li soltou um longo suspiro. Mas seu coração afundou novamente quando o líder o conduziu até o tribunal do Ministério Penal.
— Por que está me levando para cá? Por que não posso voltar pra casa?
O líder apenas fez um gesto de por favor com a mão.
— Logo saberá por quê.
Capítulo 341: O Duque Li na prisão
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Depois que Wu Ruo morreu, ele renasceu naqueles dias sombrios em que era o mais inútil e o mais gordo — justamente a versão de si mesmo que mais odiava.
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