Capítulo 356: Guan Ce
Wu Ruo sentiu o poder espiritual próximo ao quarto enquanto estava deitado na cama.
Shen Song, Wu Zhu, Jixi e Hei Zihe tinham tomado os elixires espirituais supremos que compraram no mercado das cavernas e agora estavam gerando energia para ascender ao próximo nível. Os outros também.
Era uma grande oportunidade para eles meditarem na cama e praticarem seu poder espiritual no Vale das Quatro Estações, que estava cheio de poder espiritual. Só as crianças dormiam.
Na manhã seguinte, saíram de seus quartos com toda a energia restaurada. Shen Song, Jixi e Hei Zihe estavam tão animados que finalmente ascenderam ao nível nove.
— Eu esperava que levasse décadas, ou até uma eternidade, para chegar ao nível nove. Que surpresa! — Shen Song riu.
— Também me surpreende poder chegar ao nível nove tão rápido. Normalmente, levaria mais uma década — disse Hei Zihe.
Jixi não falou nada. Deslizava para cá e para lá, claramente feliz.
Yeji sorriu ao ver que Jixi estava contente.
Guan Zhen disse, saindo do quarto com Xiaoxiao nos braços:
— Isso significa que vocês estão conectados a este lugar.
— Você já está no nível oito? — perguntou Wu Ruo ao ver Wu Zhu sair.
Wu Zhu assentiu com um largo sorriso.
— As crianças podem tomar elixires espirituais supremos? — perguntou Hei Zihe, olhando para as crianças.
— Eles são muito jovens. Não precisam tomar elixires com tanta pressa.
— O mais importante agora é que aperfeiçoem suas habilidades básicas — disse Guan Zhen.
— Senhor, o café da manhã está pronto — o gerente Lu caminhou para o pátio dos fundos e avisou.
— Certo.
Depois do café, Guan Zhen foi falar com o chefe do clã e voltou rápido.
— O que ele disse? — Wu Ruo perguntou ansioso.
— Não disse nada além de que vocês podem ficar aqui. Podem ir a qualquer outro lugar, menos à entrada do mundo dos pré-imortais, que fica ao norte.
— Ele falou quando poderemos levantar a maldição? — Wu Ruo ficou irritado.
— Não, não falou. Também disse que você e as crianças podem estudar aqui — na verdade, Guan Zhen estava desesperado para levantar a maldição o quanto antes, para poder visitar Yingran.
— … — Wu Ruo.
— Você ordenaria que Qianchen levantasse a maldição de Jixi a nosso favor? — perguntou Yeji.
— É uma questão pessoal. Ele não vai intervir, nem ninguém daqui da aldeia.
— Então não vão reclamar se matarmos Qianchen?
— Não vão.
— Mas são do mesmo clã. Por que não ajudam os próprios? — Hei Xuanyi estava confuso.
— Qianchen pode prever e mudar o futuro, pois tem a capacidade de sonhar com o futuro, como o Filho Celestial.
— No entanto, mudar o futuro é proibido em nosso clã.
— Ele conhece bem a regra, mas a quebrou mesmo assim.
— Ninguém do clã o ajudaria. Além disso, a pessoa que ele quer prejudicar é um meio Oculto.
— Você pode matá-lo quando quiser. Mas lembre-se: não pode fazer nenhum mal a este lugar — explicou Guan Zhen friamente.
Guan Zhen teria matado Qianchen há muito tempo se ele não fosse do mesmo clã.
— Certo — Yeji assentiu.
— Se ficarem entediados, podem sair e explorar a aldeia.
Wu Ruo e os outros trocaram olhares e saíram da casa de Guan Zhen.
— Senhor, o tempo está acabando. Não podemos ficar aqui por muito tempo — disse Shen Song ansioso.
— As frutas só duram um ano, e já passou um mês.
Hei Junxing franziu a testa.
— Deve haver uma razão para o chefe nos pedir para ficar. Vamos esperar para ver.
— Concordo. Não é tão simples assim ficar aqui — disse Hei Xuanyi.
— Em vez de continuarmos perguntando o porquê, que tal explorarmos o Vale das Quatro Estações? Talvez não tenhamos outra chance de voltar aqui no futuro — sugeriu You Ye.
— Você tem razão — Wu Zhu concordou.
Como não podiam tirar a maldição nem encontrar o Filho Celestial, Wu Ruo e os outros decidiram fazer um passeio pelo Vale das Quatro Estações, como You Ye sugeriu.
Como não conheciam bem o Vale, não foram muito longe. Apenas andavam pelos arredores onde estavam os aldeões.
A população do vale era numerosa, basicamente do tamanho de um pequeno reino. Eram hospitaleiros e gentis.
Wu Ruo e os outros eram convidados a se sentar nas casas dos aldeões sempre que passavam por ali.
Finalmente, Wu Ruo e os demais foram para a escola que Guan Zhen mencionara.
Os aldeões de bom coração lhes falaram sobre a escola. Ela estava aberta para dois tipos de estudantes.
Um era para os estudantes que herdaram a habilidade dos imortais, como Wu Ruo, que nasceram com certas habilidades secretas na mente.
Mas eram poucos, talvez algumas dezenas ou centenas.
Eles eram muito respeitados pelos estudantes comuns, e até por toda a escola.
Esses estudantes tinham muito para aprender na escola, pois eram o futuro do Clã Oculto devido às habilidades com as quais nasceram.
Precisavam aprender técnicas de fabricação de elixir e de armas mágicas, além das habilidades de cultivo.
Wu Ruo e os outros passearam pela escola e perceberam que ela não era inferior a qualquer escola do Reino da Alma Morta ou do Reino Tianxing.
Havia muitos livros, grande quantidade de materiais e os melhores fornos de elixir do mundo.
Xiaoxiao olhava em volta da escola com grande expectativa. Wu Ruo desejava que Xiaoxiao pudesse ficar ali por alguns dias para memorizar tudo o que estivesse nos livros.
— Ruo, uma garota está te olhando — disse Hei Junxing.
— Quem? — perguntou Wu Ruo.
Hei Junxing apontou para a garota de branco que estava ensinando aos estudantes habilidades de cultivo.
— Ela está ali.
Todos olharam para a garota, que se virou e focou na lição.
Embora Wu Ruo não tenha visto seu rosto, tinha quase certeza de que não a conhecia.
— Você a conhece? — perguntou Wu Zhu em voz baixa.
— Não, não a conheço. Mas suponho que possa ser a irmã mais velha de Qianchen.
O rosto de Yeji ficou sério.
— Não seja impulsiva! — You Ye advertiu Yeji.
— Eu sei. Não vou fazer nada — Yeji assentiu.
— Ela se parece com Qianchen. Pode ser a irmã mais velha dele — disse Hei Junxing.
— Não estamos familiarizados com este lugar. E não é nosso lar. Melhor não fazermos nada — disse Hei Xuanyi.
— Sim. Vamos explorar outros lugares — disse Wu Ruo, olhando para a garota de branco.
À tarde, quando voltaram para a casa de Guan Zhen, viram um homem vestido de branco em pé sob a árvore de fênix do lado de fora.
O homem de branco estava de frente para eles, olhando silenciosamente para o horizonte.
Ao ouvir passos e vozes, ele se virou.
Naquele momento, o ar pareceu congelar e o tempo parou, devido à sua beleza impressionante.
Era como um imortal que não pertencia a este mundo, tão precioso que parecia um anjo voando.
— Aqui está — Hei Zihe correu animada até o homem e disse a Hei Xuanyi e Wu Ruo: — Ele é o homem de quem eu estava falando.
O homem se surpreendeu um pouco e assentiu levemente para Wu Ruo e os outros como um cumprimento formal.
— Ele tem bom gosto para um homem — Wu Ruo comentou com Hei Xuanyi.
Hei Xuanyi também aprovou a escolha da irmã. Aquele homem era um bom partido para ela.
Hei Zihe era extrovertida e deslumbrante, e o homem bastante gentil. Poderiam se completar.
— Eu… — O homem olhou para a garota à sua frente, mas foi interrompido antes de dizer algo.
— Vamos entrar e conversar. Qual é o seu nome? Pelo menos você tem um nome, certo? — disse ele.
— Guan Ce — Guan Ce entrou no corredor após Hei Zihe.
Os demais decidiram ir para o pátio dos fundos, deixando os dois sozinhos.
— Seu sobrenome também é Guan? Guan Ce, bom nome — Hei Zihe serviu uma xícara de chá para Guan Ce.
— Obrigado — Guan Ce tomou um gole de chá e tirou o colar de Hei Zihe do seu espaço de armazenamento, entregando-o a ela. — Sobre isso…
— Não é um colar lindo? — Hei Zihe sorriu, pegando o colar. — Na verdade, não é um colar. É uma pulseira masculina. Minha mãe me disse uma vez que eu deveria dar esta pulseira para o homem que eu amo e colocá-la nele se eu o encontrasse.
— Você costuma interromper os outros assim? — Guan Ce franziu a testa.
— Eu te interrompi porque senti que você estava aqui para me rejeitar. Se eu pudesse passar um pouco mais de tempo com você, faria qualquer coisa — disse Hei Zihe, sorrindo.
Guan Ce não gostava de ser interrompido o tempo todo. Mas parou de ficar irritado porque Hei Zihe fora sincera com ele.
Hei Zihe pegou o colar de volta e devolveu o pingente de jade vermelho.
— Você pode ficar aqui para tomar uma xícara de chá?
Guan Ce pegou o pingente, hesitou um pouco, mas assentiu.
Hei Zihe sorriu alegremente e serviu uma xícara de chá.
— O chá está quente. Cuidado.
Guan Ce pegou a xícara e soprou o chá.
Hei Zihe o achou atraente mesmo só por ele estar soprando o chá para esfriar. Era por isso que ela estava apaixonada por ele.
Sorrindo, com as duas mãos no queixo, disse:
— Deixe-me me apresentar melhor.
— Meu nome é Hei Zihe. Sou princesa do Reino da Alma Morta.
— Vim de longe com meu irmão para buscar uma solução para levantar a maldição. Amo ouro porque é tão brilhante e deslumbrante quanto o sol.
— Como você deve saber, meu reino está amaldiçoado para que nosso povo não possa se expor ao sol.
— Comecei a gostar de ouro quando me disseram que a luz do sol era tão brilhante quanto ouro à luz de velas. Olhe para mim. Eu uso muito ouro em toda minha roupa.
Guan Ce não disse nada, mas olhou para a roupa dela enquanto falava. De fato, suas roupas tinham muitos bordados de flocos de ouro, que brilhavam especialmente sob a luz.
Ele costumava ver gente vestida de ouro, mas nenhuma tão bonita aos seus olhos.
Mas ela era diferente. Ela brilhava como ouro, até mais que ouro, como se tivesse nascido assim.
Hei Zihe se virou.
— Como estou? Bonita? Embora você não demonstre muita expressão facial, posso dizer que não odeia meu estilo porque está me olhando. Isso é um bom sinal. Eu estava preocupada que você não gostasse do meu estilo.
— … — Guan Ce.
Hei Zihe sentou e continuou:
— Tenho cinco irmãos na família e sou a segunda filha. Meu nível de poder espiritual estava perto do nível oito.
— Graças ao elixir espiritual supremo que comprei na sua aldeia, subi para o nível nove na noite passada.
— Você sabe que as coisas que vende aqui são bem baratas, e os aldeões são poderosos.
— Nós demos uma volta por aqui e descobrimos que a maioria dos aldeões está no nível nove.
— Pena que não seja o Reino da Alma Morta, senão eu te convidaria para minha casa para experimentar o bolo de ginkgo dourado que meu chef faz.
— É meu bolo favorito. Tem a cor do ginkgo e é maravilhoso. Garanto que você vai gostar.
Hei Zihe não serviu outra xícara de chá para Guan Ce porque não queria pressioná-lo demais.
— Guan Ce, onde você mora?
— Na casa na encosta dos fundos — Guan Ce respondeu, deixando a xícara de chá.
— É bem perto daqui. Com certeza vou te visitar.
— Acho melhor eu ir agora — Guan Ce levantou-se e disse.
— Por que você não fica para jantar conosco?
— Não, obrigado.
— Eu vou te acompanhar — Hei Zihe o levou para fora.
Guan Zhen, que saiu do pátio dos fundos e os viu, sorriu ao vê-los.
Guan Ce saiu da casa e depois voou em direção à encosta.
Hei Zihe gritou na direção em que ele foi:
— Guan Ce, sabe de uma coisa? Adoro como você voa e toma chá!
— … — Guan Ce quase caiu do céu.
Wu Ruo e os outros ouviram o grito de Hei Zihe com sua super audição enquanto conversavam no pátio dos fundos. Todos caíram na risada.
Capítulo 356: Guan Ce
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Comeback of the Abandoned Wife
Depois que Wu Ruo morreu, ele renasceu naqueles dias sombrios em que era o mais inútil e o mais gordo — justamente a versão de si mesmo que mais odiava.
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