Capítulo 10 – A Tempestade
A música ainda ecoava pelo convés do navio.
Os marinheiros dançavam, brindavam e cantavam em volta de uma grande fogueira protegida por um recipiente de ferro.
Canecas eram erguidas ao alto.
Risadas preenchiam a noite.
A sereia capturada permanecia presa na gaiola, encolhida, observando o oceano em silêncio.
Harry permanecia afastado da festa, apoiado na amurada do navio.
O vento frio fazia seu uniforme balançar.
Ele olhava para o mar, sem conseguir esquecer o brilho azul que havia visto entre as rochas.
Nesse instante…
Uma rajada de vento muito mais forte atravessou o oceano.
As chamas da fogueira quase se apagaram.
As velas do navio estalaram com violência.
Um marinheiro olhou para o céu.
Seu sorriso desapareceu.
Marinheiro: — Capitão…
O capitão levantou a cabeça.
Nuvens negras cobriam rapidamente a lua.
O céu ficou completamente escuro.
Um trovão ecoou.
BOOOOM!
O mar começou a mudar.
As ondas ficaram maiores.
O vento aumentava a cada segundo.
Capitão: — Tempestade!
A música parou imediatamente.
Os marinheiros correram pelo convés.
Capitão: — Recolham as velas!
Marinheiro: — Sim, senhor!
Outro trovão iluminou o céu.
A chuva começou a cair com força.
As ondas batiam contra o casco do navio.
BOOOM!
O navio balançou violentamente.
Várias canecas caíram no chão.
Barris rolaram de um lado para o outro.
Alguns marinheiros perderam o equilíbrio.
Harry segurou-se em uma das cordas.
Harry: — Todos para seus postos!
Marinheiros: — Sim, Alteza!
No oceano…
Escondidos atrás das rochas, Max e seus amigos observavam tudo.
A água ao redor deles estava ficando cada vez mais agitada.
Azura nadava inquieta.
Azura: — Fiiii! Fiiii!
Linguado tremia.
Linguado: — Eu não gosto disso!
Mari olhava para o horizonte.
Mari: — Esta não será uma tempestade comum…
Max observava o navio sendo lançado de um lado para o outro pelas ondas gigantes.
Mesmo estando longe, conseguia ouvir os gritos dos marinheiros.
Max: — Eles estão em perigo…
Linguado virou-se rapidamente para ele.
Linguado: — Nem pense nisso!
Outra onda gigantesca atingiu o navio.
CRAAASH!
O mastro principal rachou.
Cordas se romperam.
Caixas e barris foram arrastados para o mar.
A gaiola onde a sereia estava presa deslizou alguns metros pelo convés.
Ela segurava as grades com todas as forças.
Harry correu em sua direção.
Harry: — Segurem essa gaiola!
Quatro marinheiros tentaram empurrá-la de volta, mas outra onda atingiu o navio.
BOOOOM!
O convés inclinou-se perigosamente.
Os homens foram arremessados ao chão.
Max arregalou os olhos.
Seu coração acelerou.
A tempestade estava apenas começando.
E, pela primeira vez, o destino de Max e Harry estava prestes a cruzar-se em meio à fúria do oceano.
Capítulo 10 – A Tempestade
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