Capítulo 7 – O Esconderijo Secreto
Três dias haviam se passado desde o acidente.
A ferida na cauda de Max ainda doía, mas o jovem príncipe já conseguia nadar novamente, embora com um pouco de dificuldade.
Os guardas reais vigiavam todas as entradas do palácio.
O Rei Tritão havia deixado uma ordem clara.
Rei Tritão: — Não deixem o príncipe sair sozinho em hipótese alguma.
Mesmo assim…
Max conhecia um caminho que ninguém mais conhecia.
Uma antiga passagem escondida atrás de uma cachoeira de algas.
Era o seu esconderijo secreto.
Ali, um jardim de corais coloridos iluminava toda a caverna. Raios de sol atravessavam uma abertura nas pedras, fazendo a água brilhar como milhares de diamantes.
Era o lugar onde Max costumava sonhar com a superfície.
Assim que entrou, um assobio alegre ecoou pela caverna.
Um golfinho azul nadou rapidamente em sua direção.
Azura: — Fiiiiii!
O golfinho deu uma volta completa ao redor de Max antes de encostar o focinho em seu rosto.
Max sorriu e fez carinho em sua cabeça.
Max: — Também senti sua falta, Azura.
Logo depois, um pequeno peixe amarelo e azul saiu de trás de um coral.
Era Linguado, o mais medroso dos amigos de Max.
Linguado: — Max! Você demorou muito! Eu fiquei preocupado!
Max riu.
Max: — Desculpe… meu pai praticamente me prendeu no palácio.
Antes que Linguado respondesse, uma enorme tartaruga apareceu calmamente.
Era Mari.
Ela era mais velha que todos os outros e sempre falava com tranquilidade.
Mari: — O importante é que você está vivo, meu pequeno príncipe.
Max abraçou delicadamente o pescoço da tartaruga.
Max: — Obrigado por se preocuparem comigo.
Azura olhou para a cauda de Max e emitiu um som triste.
O curativo ainda cobria parte das escamas arrancadas pelo arpão.
Azura: — Fiiii…
Linguado abaixou a cabeça.
Linguado: — Ainda dói?
Max sorriu para tranquilizá-los.
Max: — Um pouco… mas vai passar.
Mari aproximou-se.
Mari: — Você arriscou sua vida para salvar outros.
Isso demonstra coragem.
Mas também exige sabedoria.
Max suspirou.
Max: — Eu só não podia ficar parado.
Os quatro permaneceram em silêncio por alguns instantes.
Então Max olhou para a abertura da caverna, de onde era possível enxergar, ao longe, o brilho da superfície.
Max: — Será que todos os humanos são realmente cruéis?
Linguado arregalou os olhos.
Linguado: — Claro que são!
Azura balançou a cabeça concordando.
Mari, porém, respondeu com calma.
Mari: — Existem mares calmos e mares revoltos. Talvez aconteça o mesmo com os corações humanos.
Max ficou pensativo.
As palavras da velha tartaruga tocaram seu coração.
Naquele instante, um pequeno barco passou pela superfície, projetando sua sombra sobre a água.
Max levantou o olhar, curioso.
Sem saber, aquele era apenas um dos muitos sinais de que seu destino estava cada vez mais próximo de se cruzar com o do jovem príncipe Harry.
Capítulo 7 – O Esconderijo Secreto
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TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Em TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
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