Capítulo 3 – O Primeiro Sangue
O coração de Max disparou.
Os dois jovens tritões presos na enorme rede lutavam desesperadamente para escapar.
As correntes de ferro apertavam suas caudas a cada movimento.
Na superfície, os marinheiros puxavam a rede com toda a força.
Marinheiro: — Mais rápido!
Outro marinheiro: — Eles não podem escapar!
Max apertou os punhos.
Max: — Eu preciso ajudá-los…
Ele sabia que estava sozinho.
Sabia também que seu pai havia proibido qualquer aproximação dos navios humanos.
Mas não podia abandonar aqueles tritões.
Respirando fundo, Max nadou rapidamente até a rede.
Escondido pela espuma do mar, segurou as correntes com as duas mãos.
Tentou puxá-las.
Não conseguiu.
As correntes eram grossas demais.
Um dos tritões olhou para ele.
Tritão: — Príncipe Max… vá embora!
Outro Tritão: — Eles vão matar você!
Max balançou a cabeça.
Max: — Não vou deixar vocês aqui.
Ele encontrou uma parte enfraquecida da rede e começou a rasgá-la com toda a força.
As fibras começaram a ceder.
Lentamente…
Uma abertura apareceu.
Max: — Agora! Saiam!
Os dois tritões conseguiram escapar pela abertura e mergulharam para as profundezas.
No convés do navio, um marinheiro percebeu o movimento.
Marinheiro: — Tem outro!
Harry virou-se imediatamente.
Harry: — Onde?
O marinheiro apontou para a água.
Por um breve instante, Harry viu apenas um reflexo azul desaparecendo entre as ondas.
Harry: — Atirem!
Três arpões foram lançados.
Max ouviu o som cortando a água.
Virou rapidamente para fugir.
O primeiro passou ao seu lado.
O segundo atingiu uma rocha.
Mas o terceiro…
CRACK!
A ponta de aço rasgou parte de sua cauda.
Max: — Aah!
Uma dor intensa atravessou seu corpo.
Escamas azuis desprenderam-se na água.
O sangue começou a se espalhar pelo oceano.
Max segurou a própria cauda, tentando conter a dor.
Na superfície, Harry observava a mancha vermelha surgindo na água.
Seu olhar ficou sério.
Harry: — Eu o acertei?
Capitão: — Continue procurando! Ele não deve estar longe!
Os marinheiros prepararam novas redes.
Mesmo ferido, Max reuniu forças.
Com um último impulso, desapareceu entre os recifes.
Algum tempo depois…
Nas profundezas do oceano…
Max nadava cada vez mais devagar.
Sua cauda ardia.
O sangue continuava deixando um rastro vermelho atrás dele.
Sua visão começou a ficar embaçada.
Antes que pudesse continuar…
Alguém o segurou.
Era Pietro.
Pietro: — Max!
Logo atrás vieram David e Calebe.
Os três ficaram horrorizados ao ver o ferimento.
David: — Ele está sangrando!
Calebe: — Precisamos levá-lo ao palácio!
Pietro colocou um dos braços de Max sobre seus ombros.
Pietro: — Aguente firme!
Mesmo com muita dor, Max olhou uma última vez para a superfície.
Lá em cima, o navio humano ainda cruzava o mar.
Sem saber, o jovem príncipe Harry havia ferido justamente o príncipe dos tritões.
E aquele seria apenas o começo da história que mudaria o destino dos dois mundos.
Capítulo 3 – O Primeiro Sangue
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TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
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