Capítulo 16 – Um Coração em Silêncio
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A vida em Atlântida voltava ao normal.
Os jardins de coral estavam novamente cheios de peixes coloridos, e as baleias cantavam ao longe.
Mas, para Max…
Nada era como antes.
Desde a noite da tempestade, o rosto do príncipe humano não saía de seus pensamentos.
Enquanto nadava pelos corredores do palácio, lembrava-se do momento em que segurou Harry em seus braços.
Do sorriso discreto que surgiu quando ele ouviu sua canção.
E da promessa silenciosa que parecia ter ficado entre os dois.
Sem perceber, Max começou a cantar.
Sua voz era leve e alegre, diferente dos dias anteriores.
A melodia espalhou-se por todo o palácio.
Os peixes saíam dos corais para acompanhá-lo.
Golfinhos nadavam ao lado das janelas.
Até as águas pareciam dançar no ritmo de sua voz.
Os criados sorriam ao ouvi-lo passar.
Criada: — O príncipe Max parece muito feliz hoje.
Guarda: — Faz tempo que não o vejo cantar assim.
Max atravessou os longos corredores do palácio sem perceber que todos o observavam.
Enquanto cantava, chegou à grande sala do trono.
No centro do salão estava o Rei Tritão, conversando com seus conselheiros.
Ao ouvir a voz do filho, ele interrompeu a reunião.
Max só percebeu quando a música terminou.
Olhou ao redor e viu todos olhando para ele.
Ficou um pouco envergonhado.
Max: — Desculpem… eu não queria interromper.
O Rei Tritão desceu alguns degraus do trono e aproximou-se do filho.
Sua expressão era séria, mas também curiosa.
Rei Tritão: — Max…
Max: — Sim, pai?
Rei Tritão: — Aconteceu alguma coisa?
Max piscou, surpreso.
Max: — Não.
O rei cruzou os braços.
Rei Tritão: — Tem certeza?
Max: — Tenho.
Nesse momento, os três irmãos de Max entraram no salão.
Calebe olhou para o irmão, depois para o pai.
Um sorriso divertido apareceu em seu rosto.
Calebe: — Acho que sei o que está acontecendo.
Todos voltaram a atenção para ele.
David: — O que foi?
Calebe deu uma risadinha.
Calebe: — Acho que o Max está apaixonado.
O salão inteiro ficou em silêncio.
Max arregalou os olhos.
Max: — O quê?!
Pietro levou a mão à boca para esconder o riso.
Pietro: — Agora que ele falou… faz sentido.
David concordou com um aceno.
David: — Ele não para de sorrir desde que voltou da tempestade.
Max sentiu o rosto esquentar.
Max: — Vocês estão imaginando coisas!
Calebe aproximou-se do irmão.
Calebe: — Então por que está cantando o tempo todo?
Max: — Porque… porque eu gosto de cantar!
Pietro riu.
Pietro: — Você sempre gostou. Mas nunca com esse sorriso.
O Rei Tritão observava tudo em silêncio.
Depois olhou diretamente para Max.
Rei Tritão: — Filho…
A voz do rei ficou mais suave.
Rei Tritão: — Existe alguém em seu coração?
Max congelou.
Por um instante, a imagem de Harry surgiu em sua mente.
Ele abaixou a cabeça rapidamente para esconder a expressão.
Max: — Não… não existe ninguém.
O Rei Tritão continuou olhando para o filho, sem dizer mais nada.
No fundo, percebeu que Max escondia alguma coisa.
Mas ainda não imaginava que o dono daquele coração era justamente um príncipe humano — filho de um reino que caçava sereias e tritões.
Capítulo 16 – Um Coração em Silêncio
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TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Em TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Ano: 1830
Em uma época de grandes reinos e expedições pelos mares, os humanos acreditam que sereias e tritões são criaturas perigosas. Em busca...