Capítulo 2 – O Canto do Príncipe do Mar
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A notícia do ataque dos humanos espalhou medo por todo o Reino de Atlântida.
As mães mantinham seus filhos perto de casa. Os guardas reforçavam as fronteiras do reino, enquanto grupos de patrulha vigiavam qualquer movimento vindo da superfície.
Mesmo assim, Max não conseguia tirar os humanos da cabeça.
Ele caminhava lentamente pelos jardins de corais, olhando para cima, onde os raios do sol atravessavam o oceano.
Max: — Será que todos eles são iguais…?
Uma voz interrompeu seus pensamentos.
Calebe: — Você ainda está pensando na superfície?
Max virou-se.
Seus três irmãos estavam atrás dele.
David: — Pai proibiu qualquer aproximação.
Pietro: — Depois do que aconteceu hoje, ninguém deveria pensar em subir.
Max suspirou.
Max: — Eu sei… mas queria entender por que existe tanto ódio entre nós.
Calebe colocou a mão em seu ombro.
Calebe: — Porque eles nos caçam.
David: — Para eles, somos monstros.
Pietro: — E monstros não recebem misericórdia.
Max permaneceu em silêncio.
No salão do trono…
O Rei Tritão conversava com seus generais.
Um enorme mapa do oceano estava aberto diante deles.
General Orion: — Majestade, encontramos mais armadilhas humanas próximas aos recifes.
O rei fechou o punho.
Rei Tritão: — Destruam todas.
General Orion: — Sim, Majestade.
Outro guarda entrou apressado.
Guarda: — Os navios humanos estão aumentando o número de expedições.
O rei respirou profundamente.
Rei Tritão: — Então a guerra está mais próxima do que eu imaginava.
Enquanto isso…
Max havia escapado discretamente do palácio.
Nadou até um antigo rochedo escondido entre jardins de algas, um lugar onde costumava ficar sozinho.
Sentou-se sobre uma pedra.
Fechou os olhos.
Então começou a cantar.
Sua voz era suave como a maré.
Cada nota parecia misturar-se às correntes do oceano.
As águas ficaram cristalinas.
Centenas de pequenos peixes aproximaram-se.
Golfinhos começaram a girar ao redor dele.
Uma enorme baleia surgiu das profundezas apenas para ouvir aquela melodia.
Até as águas pareciam brilhar mais intensamente.
Os animais do mar conheciam aquela voz.
Era a voz do príncipe mais jovem de Atlântida.
A voz que acalmava tempestades.
A voz capaz de transformar medo em esperança.
Quando terminou de cantar, uma pequena tartaruga aproximou-se dele e encostou a cabeça em sua mão.
Max sorriu.
Max: — Você também gosta de música, não é?
A tartaruga permaneceu ao seu lado.
Por alguns instantes, tudo parecia em paz.
Mas essa paz foi interrompida.
Ao longe…
Um som metálico ecoou pela água.
Clang… Clang…
Max franziu a testa.
Era o som de correntes.
Logo depois, ouviu gritos desesperados.
Sereia: — Socorro!
Sereio: — Eles nos encontraram!
Max arregalou os olhos.
Sem pensar duas vezes, nadou na direção dos gritos.
Quando chegou, seu coração quase parou.
Uma rede gigantesca prendia dois jovens tritões.
Na superfície, um navio humano puxava a rede lentamente.
Os marinheiros comemoravam.
Marinheiro: — Conseguimos!
Outro marinheiro: — O capitão vai pagar uma fortuna por eles!
Os dois tritões tentavam escapar.
Quanto mais se moviam, mais as correntes apertavam suas caudas.
Max escondeu-se atrás de uma pedra.
Seu coração batia acelerado.
Era a primeira vez que via uma captura acontecendo tão de perto.
Ele percebeu que aqueles humanos não estavam caçando para se defender.
Estavam caçando por ganância.
E, sem imaginar, entre os homens que comandavam aquela expedição estava o jovem Príncipe Harry, observando tudo do convés.
O destino dos dois estava cada vez mais próximo de se cruzar.
Capítulo 2 – O Canto do Príncipe do Mar
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TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Em TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Ano: 1830
Em uma época de grandes reinos e expedições pelos mares, os humanos acreditam que sereias e tritões são criaturas perigosas. Em busca...