Capítulo 11 — Um acordo inesperado
Topázio:
Eu ainda estava segurando a escova diante de Flynn.
Ele tinha acabado de entrar pela minha janela e parecia muito tranquilo para alguém que estava fugindo dos guardas.
Pascal continuava olhando para ele com desconfiança.
Rapunzel: — Você precisa ir embora.
Flynn olhou para a janela.
Depois para mim.
Flynn: — Eu iria, mas os guardas estão lá fora.
Rapunzel: — Então espere eles irem embora.
Flynn: — Essa era exatamente a minha ideia.
Ele caminhou alguns passos pela torre.
Eu o acompanhei com os olhos.
Rapunzel: — Não mexa nas minhas coisas.
Flynn parou.
Flynn: — Eu não estava mexendo.
Rapunzel: — Estava olhando.
Flynn: — Olhar não é crime.
Rapunzel: — Para alguém que acabou de invadir uma casa, você parece muito tranquilo.
Flynn sorriu.
Flynn: — Você fala bastante.
Rapunzel: — E você entrou na minha torre.
Ele soltou uma pequena risada.
Flynn: — Justo.
Fiquei observando a bolsa que ele carregava.
Alguma coisa dentro dela parecia pesada.
Rapunzel: — O que tem aí?
Flynn imediatamente segurou a bolsa.
Flynn: — Nada que interesse a você.
Rapunzel: — Então por que está escondendo?
Flynn: — Porque é meu.
Rapunzel: — Você roubou?
Ele ficou em silêncio.
Isso foi resposta suficiente.
Rapunzel: — Você roubou.
Flynn: — Talvez.
Rapunzel: — O que você roubou?
Flynn abriu a boca para responder, mas ouviu um barulho distante.
Cavalos.
Ele foi até a janela.
Lá embaixo, alguns guardas passavam pela floresta.
Flynn se abaixou rapidamente.
Flynn: — Eles ainda estão procurando.
Olhei para os guardas.
Depois olhei para ele.
Eu sabia que podia simplesmente mandá-lo embora.
Mas ele provavelmente seria capturado.
E eu tinha uma pergunta que não conseguia tirar da cabeça.
Rapunzel: — Você conhece o reino?
Flynn me olhou.
Flynn: — Conheço.
Rapunzel: — Conhece a cidade?
Flynn: — Conheço muito bem.
Me aproximei.
Rapunzel: — Como ela é?
Flynn percebeu meu entusiasmo.
Flynn: — É barulhenta.
Rapunzel: — Só isso?
Flynn: — Tem lojas, mercados, música, pessoas por todos os lados…
Eu sorri.
Rapunzel: — Parece incrível.
Flynn me observou por alguns segundos.
Flynn: — Você nunca esteve lá?
Balancei a cabeça.
Rapunzel: — Nunca saí daqui.
Ele olhou ao redor da torre.
Flynn: — Você está falando sério?
Rapunzel: — Estou.
Flynn: — Nem uma vez?
Rapunzel: — Nem uma.
Flynn ficou em silêncio.
Eu respirei fundo.
Rapunzel: — Todos os anos, no meu aniversário, aparecem lanternas no céu.
Flynn: — Lanternas?
Rapunzel: — Sim. Muitas. Eu sempre vejo daqui.
Flynn: — E você nunca foi vê-las de perto?
Rapunzel: — Não.
Baixei os olhos.
Rapunzel: — Eu queria muito.
Flynn se encostou perto da janela.
Flynn: — Quando é seu aniversário?
Rapunzel: — Daqui a poucos dias.
Ele pensou por um instante.
Flynn: — Então talvez você possa vê-las.
Olhei para ele.
Rapunzel: — Como?
Flynn apontou para si mesmo.
Flynn: — Eu conheço o caminho.
Fiquei surpreso.
Rapunzel: — Você me levaria?
Flynn: — Talvez.
Rapunzel: — Por quê?
Ele sorriu.
Flynn: — Porque preciso de um favor seu.
Rapunzel: — Que favor?
Flynn colocou a bolsa sobre a mesa.
Flynn: — Eu preciso esconder uma coisa.
Olhei para a bolsa.
Rapunzel: — A coroa?
Ele ficou imóvel.
Flynn: — Como você sabe?
Rapunzel: — Você acabou de entregar.
Flynn soltou um suspiro.
Flynn: — Certo.
Ele abriu a bolsa.
Dentro estava uma bela coroa.
Fiquei olhando.
Rapunzel: — Isso pertence ao rei?
Flynn: — Pertence.
Rapunzel: — Você roubou do palácio?
Flynn: — Sim.
Rapunzel: — Então você é realmente um ladrão.
Flynn: — Já estava começando a aceitar essa conclusão.
Olhei para a coroa.
Depois para ele.
Rapunzel: — Se eu esconder a coroa, você me leva para ver as lanternas?
Flynn sorriu.
Flynn: — Temos um acordo, loirinho.
Franzi a testa.
Rapunzel: — Ainda não gosto desse apelido.
Flynn: — Você vai se acostumar.
Peguei a coroa.
Naquele instante, eu não sabia que estava segurando algo pertencente à minha própria família.
Não sabia que o símbolo que estava em minhas mãos era da mesma família que ainda procurava por mim.
Eu só sabia de uma coisa.
Pela primeira vez, alguém estava me oferecendo a chance de sair da torre.
E eu não pretendia desperdiçá-la.
Capítulo 11 — Um acordo inesperado
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TOPÁZIO como RAPONZEL
Em 1950, o príncipe Topázio, filho do Rei Augusto e da Rainha Helena, desaparece ainda bebê. Seus cabelos possuem um poder mágico capaz de curar e manter alguém jovem, fazendo com que Gothel o...