Capítulo 14 — O caminho para o reino
Topázio:
Eu ainda não conseguia acreditar que estava fora da torre.
Cada passo pela floresta parecia uma descoberta.
Eu parava para olhar as árvores, as flores, os pássaros e até os pequenos animais que apareciam pelo caminho.
Pascal seguia perto de mim.
Flynn caminhava alguns metros à frente.
Rapunzel: — Flynn!
Ele olhou para trás.
Flynn: — O que foi, loirinho?
Rapunzel: — Espera.
Ele parou.
Apontei para algumas flores.
Rapunzel: — Eu nunca tinha visto essas.
Flynn olhou para elas.
Flynn: — São flores.
Rapunzel: — Eu sei que são flores. Quero saber o nome.
Ele se aproximou.
Flynn: — Não faço ideia.
Olhei para ele, decepcionado.
Rapunzel: — Você disse que conhece o mundo.
Flynn: — Conheço algumas partes.
Sorri.
Rapunzel: — Então não conhece tudo.
Flynn: — Não.
Ele começou a andar novamente.
Flynn: — E você parece estar fazendo questão de conhecer tudo em um único dia.
Corri para alcançá-lo.
Rapunzel: — Talvez eu esteja.
Depois de algum tempo, chegamos a uma pequena estrada.
Eu parei.
Havia marcas de rodas no chão.
Rapunzel: — O que é isso?
Flynn: — Uma estrada.
Rapunzel: — Pessoas passam por aqui?
Flynn: — Sim.
Meus olhos se iluminaram.
Rapunzel: — Então estamos perto de outras pessoas?
Flynn: — Estamos.
Olhei ao redor.
Pela primeira vez, percebi que a floresta estava ficando para trás.
Meu coração começou a bater mais rápido.
Rapunzel: — Flynn…
Flynn: — Sim?
Rapunzel: — Estou com medo.
Ele parou.
Flynn: — De quê?
Rapunzel: — De tudo.
Ele ficou alguns segundos em silêncio.
Depois falou com calma.
Flynn: — Você não precisa conhecer tudo de uma vez.
Olhei para ele.
Flynn: — Só precisa dar o próximo passo.
Respirei fundo.
Rapunzel: — Está bem.
Continuei caminhando.
Pouco depois, ouvimos o som de uma carroça.
Uma família passou pela estrada.
Eu fiquei olhando.
Uma criança acenou para mim.
Eu acenei de volta.
Sorri sem perceber.
Rapunzel: — Ela falou comigo.
Flynn riu.
Flynn: — Ela só acenou.
Rapunzel: — Mesmo assim.
Ele balançou a cabeça.
Flynn: — Você realmente ficou muito tempo naquela torre.
Rapunzel: — Dezessete anos.
Flynn parou de sorrir.
Olhou para mim.
Flynn: — Dezessete?
Assenti.
Rapunzel: — Minha vida inteira.
Ele ficou pensativo.
Flynn: — E sua mãe nunca deixou você sair?
Rapunzel: — Nunca.
Flynn: — Por quê?
Baixei os olhos.
Rapunzel: — Ela diz que o mundo é perigoso.
Flynn olhou para a estrada.
Flynn: — Às vezes ela tem razão.
Rapunzel: — Mas eu quero decidir por mim mesmo.
Flynn olhou para mim novamente.
Flynn: — Isso eu entendo.
Continuamos caminhando.
Ao longe, finalmente consegui enxergar algo que nunca tinha visto de perto.
Torres.
Casas.
Pessoas.
O reino.
Parei completamente.
Rapunzel: — É aquilo?
Flynn sorriu.
Flynn: — É.
Meu coração disparou.
Rapunzel: — O reino?
Flynn: — O reino.
Fiquei olhando para aquela paisagem.
Era muito maior do que eu havia imaginado.
Eu não sabia que aquele lugar guardava uma história ligada diretamente a mim.
Não sabia que aquelas pessoas eram meus súditos.
Não sabia que, naquele mesmo reino, existia um palácio onde meus pais ainda guardavam meu retrato.
Para mim, era apenas um lugar novo.
Um lugar que eu finalmente poderia conhecer.
Flynn colocou as mãos nos bolsos.
Flynn: — Preparado, loirinho?
Olhei para ele e sorri.
Rapunzel: — Mais do que nunca.
E seguimos em direção ao reino.
Capítulo 14 — O caminho para o reino
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TOPÁZIO como RAPONZEL
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