Capítulo 9 — O príncipe que nunca voltou
Topázio:
Enquanto eu estava sozinho na torre e Flynn começava a entrar na floresta, no palácio de Corona meus pais continuavam vivendo com a mesma dor.
Dezessete anos haviam passado.
Mas a ausência do príncipe ainda estava presente em todos os cantos do palácio.
Minha mãe, a rainha Helena, estava sentada diante de uma janela.
Em suas mãos, segurava uma pequena fotografia minha quando bebê.
Ela passou o dedo pelo meu rosto.
Helena: — Você já deve estar tão grande…
A porta se abriu.
Meu pai entrou no quarto.
Augusto: — Helena.
Ela olhou para ele.
Helena: — Eu estava olhando a foto dele.
Augusto se aproximou.
Augusto: — Posso ver?
Ela entregou a fotografia.
Meu pai ficou olhando para ela por alguns segundos.
Augusto: — Parece que foi ontem.
Helena: — Eu ainda consigo lembrar do choro dele.
Augusto: — Eu também.
Ela abaixou os olhos.
Helena: — Dezessete anos, Augusto.
Augusto: — Eu sei.
Helena: — E nós não sabemos onde nosso filho está.
Meu pai ficou em silêncio.
Depois devolveu a fotografia.
Augusto: — Nós vamos encontrá-lo.
Helena: — Você ainda acredita nisso?
Augusto: — Todos os dias.
Minha mãe respirou fundo.
Helena: — Às vezes eu tenho medo de que ele tenha crescido sem saber que nós o amamos.
Meu pai segurou a mão dela.
Augusto: — Então, quando encontrarmos nosso filho, vamos contar.
Helena: — E se ele não se lembrar de nós?
Augusto: — Não importa.
Ela olhou para ele.
Augusto: — Nós vamos conhecê-lo novamente.
Minha mãe sorriu entre as lágrimas.
Helena: — Eu só quero abraçá-lo.
Augusto: — Eu também.
Mais tarde, meu pai foi até a sala onde guardava os objetos que pertenciam a mim.
Havia brinquedos antigos.
Roupinhas.
A manta que me envolveu quando nasci.
E um pequeno quadro com o meu nome.
TOPÁZIO
Augusto passou os dedos pelas letras.
Augusto: — Seu nome continua aqui, filho.
Ele ficou alguns segundos parado.
Então ouviu passos.
O capitão da guarda entrou.
Capitão: — Majestade.
Augusto: — Alguma notícia?
O capitão balançou a cabeça.
Capitão: — Ainda não.
Meu pai respirou fundo.
Augusto: — Continuem procurando.
Capitão: — Sim, majestade.
Augusto: — Todas as regiões.
Capitão: — Até mesmo a floresta?
Augusto olhou para ele.
Augusto: — Principalmente a floresta.
O capitão assentiu.
Capitão: — Entendido.
Ele saiu.
Meu pai ficou sozinho.
Olhou novamente para o quadro.
Augusto: — Onde quer que você esteja, Topázio…
Ele engoliu em seco.
Augusto: — Eu não desisti de você.
Naquele mesmo momento, muito longe do palácio…
Eu estava na torre.
Não fazia ideia de que meus pais ainda procuravam por mim.
Não sabia que existia um palácio onde meu nome ainda era lembrado.
Eu apenas estava sentado perto da janela, olhando o céu.
Pascal estava ao meu lado.
Rapunzel: — Você acha que minha mãe já está voltando?
Pascal balançou a cabeça.
Rapunzel: — Ainda faltam dois dias.
Olhei novamente para a floresta.
Rapunzel: — Eu queria tanto saber o que existe lá fora.
Pascal me encarou.
Rapunzel: — Eu sei que prometi não sair.
Fiquei em silêncio por alguns segundos.
Rapunzel: — Mas olhar não faz mal.
Então ouvi um barulho distante.
Parei.
Olhei para Pascal.
Rapunzel: — Você ouviu?
Pascal também ficou atento.
O som vinha da floresta.
Alguém estava se aproximando.
Eu ainda não sabia quem era.
Mas, pela primeira vez em dezessete anos, outra pessoa estava chegando perto da minha torre.
E essa pessoa era Flynn Rider.
Capítulo 9 — O príncipe que nunca voltou
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TOPÁZIO como RAPONZEL
Em 1950, o príncipe Topázio, filho do Rei Augusto e da Rainha Helena, desaparece ainda bebê. Seus cabelos possuem um poder mágico capaz de curar e manter alguém jovem, fazendo com que Gothel o...