Capítulo 13 — Pela primeira vez fora da torre
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Topázio;
Eu estava diante da janela.
Meus cabelos brancos estavam jogados para fora da torre, formando uma longa faixa que chegava até o chão.
Flynn estava ao meu lado.
Eu olhei para baixo.
A distância parecia muito maior agora que eu estava pensando em descer.
Rapunzel: — É muito alto.
Flynn: — É.
Olhei para ele.
Rapunzel: — Isso deveria me tranquilizar?
Flynn sorriu.
Flynn: — Não. Mas prefiro ser sincero.
Respirei fundo.
Pascal se aproximou e ficou olhando para mim.
Rapunzel: — Está tudo bem. Eu consigo.
Segurei meus cabelos com cuidado e comecei a descer pela janela.
Flynn foi logo atrás.
A cada metro que eu descia, meu coração batia mais forte.
Eu nunca tinha estado tão perto do chão.
Quando meus pés finalmente tocaram a terra, fiquei imóvel.
Olhei para baixo.
Depois para os meus pés.
Eu estava no chão.
De verdade.
Ajoelhei-me e toquei a grama.
Era diferente do que eu imaginava.
Peguei um pouco de terra entre os dedos.
Rapunzel: — Eu estou fora.
Flynn desceu logo depois.
Quando chegou ao chão, olhou para mim.
Flynn: — Você está bem?
Sorri.
Rapunzel: — Estou.
Levantei-me devagar.
Olhei para a torre.
Ela parecia ainda maior vista de baixo.
Rapunzel: — Eu nunca tinha visto ela daqui.
Flynn olhou para cima.
Flynn: — Eu também nunca tinha visto uma torre como essa.
Pascal desceu junto conosco.
Começou a caminhar pela grama.
Eu ri.
Rapunzel: — Pascal!
Ele voltou para perto de mim.
Comecei a andar.
Um passo.
Depois outro.
A sensação era estranha.
Eu podia ir para onde quisesse.
Não havia paredes.
Não havia teto.
Não havia ninguém dizendo para onde eu deveria ir.
Abri os braços.
Rapunzel: — É maravilhoso.
Flynn ficou me observando.
Flynn: — Você realmente nunca saiu daqui.
Balancei a cabeça.
Rapunzel: — Nunca.
Ele sorriu.
Flynn: — Então vamos aproveitar.
Comecei a andar mais rápido.
Depois corri alguns passos.
Meus cabelos enormes ficaram espalhados atrás de mim.
Eu ri.
Rapunzel: — Flynn!
Flynn: — O quê?
Rapunzel: — Eu estou correndo!
Ele riu.
Flynn: — Eu percebi.
Rapunzel: — Eu posso ir para qualquer lugar!
Flynn: — Tecnicamente, ainda precisamos chegar à cidade.
Parei.
Olhei para ele.
Rapunzel: — A cidade.
Flynn assentiu.
Flynn: — A cidade.
Meu sorriso aumentou.
Rapunzel: — Então vamos.
Ele começou a caminhar.
Eu fui atrás.
Depois de alguns passos, olhei para trás uma última vez.
A torre continuava escondida entre as árvores.
Por dezessete anos, aquele lugar havia sido meu mundo.
Agora eu estava deixando tudo para trás.
E Gothel ainda não sabia.
Pela primeira vez na minha vida, eu estava livre.
Flynn: — Vamos, loirinho.
Rapunzel: — Já estou indo!
Corri para alcançá-lo.
E juntos entramos na floresta.
Eu ainda não sabia que aquela caminhada me levaria até o reino.
Não sabia que veria as lanternas de perto.
E não sabia que, durante aquela viagem, descobriria a verdade sobre o meu passado.
Mas naquele momento eu só conseguia pensar em uma coisa:
eu finalmente estava vivendo.
Capítulo 13 — Pela primeira vez fora da torre
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TOPÁZIO como RAPONZEL
Em 1950, o príncipe Topázio, filho do Rei Augusto e da Rainha Helena, desaparece ainda bebê. Seus cabelos possuem um poder mágico capaz de curar e manter alguém jovem, fazendo com que Gothel o...