Capítulo 17 — A entrada no reino
Topázio:
O reino estava cada vez mais perto.
Eu conseguia ouvir o movimento das pessoas antes mesmo de chegarmos às primeiras casas.
Carruagens passavam pela estrada, comerciantes conversavam e crianças corriam pelas ruas.
Eu olhava para tudo sem conseguir esconder o meu encantamento.
Rapunzel: — Tem tanta gente…
Flynn caminhava ao meu lado, ainda segurando uma parte dos meus cabelos.
Flynn: — Eu avisei.
Rapunzel: — Eu nunca imaginei que fosse assim.
Flynn: — Espere até chegar à praça.
Continuei andando.
Mas, assim que entramos na cidade, algumas pessoas começaram a olhar para mim.
Não era difícil entender o motivo.
Meus cabelos brancos, com mais de setenta metros, chamavam muita atenção.
Uma mulher parou para olhar.
Uma criança apontou.
Criança: — Mãe, olha o cabelo dele!
A mãe puxou a criança delicadamente.
Mãe: — Não aponte.
Fiquei um pouco envergonhado.
Rapunzel: — Todo mundo está olhando.
Flynn olhou para os meus cabelos.
Flynn: — Você esperava o quê?
Rapunzel: — Não sei.
Ele sorriu.
Flynn: — Relaxa, loirinho.
Rapunzel: — Você gosta de me chamar assim, não é?
Flynn: — Gosto.
Balancei a cabeça, mas acabei sorrindo.
Continuamos pela rua.
Eu olhava para as lojas, para as pessoas e para as carruagens.
Tudo parecia novo.
De repente, ouvi música.
Parei.
Rapunzel: — O que é isso?
Flynn: — Música.
Rapunzel: — Eu sei. Mas de onde vem?
Ele apontou para uma pequena praça.
Havia músicos tocando instrumentos.
Meus olhos se iluminaram.
Rapunzel: — Posso ir até lá?
Flynn olhou para mim.
Flynn: — Claro.
Fui até a praça.
Pascal veio atrás de mim.
Comecei a observar os músicos.
Um deles percebeu minha presença e sorriu.
Músico: — Gostou?
Rapunzel: — Muito.
Músico: — Nunca ouviu música assim?
Balancei a cabeça.
Rapunzel: — Não.
Flynn se aproximou.
Flynn: — Ele passou a vida numa torre.
O músico olhou para mim, surpreso.
Músico: — Sério?
Rapunzel: — Sério.
Ele sorriu.
Músico: — Então aproveite.
A música continuou.
Eu fiquei ali, completamente encantado.
Depois de alguns minutos, Flynn tocou meu ombro.
Flynn: — Precisamos ir.
Rapunzel: — Já?
Flynn: — Ainda temos que encontrar um lugar para passar a noite.
Olhei para ele.
Rapunzel: — Onde vamos ficar?
Flynn deu de ombros.
Flynn: — Ainda não pensei nessa parte.
Rapunzel: — Flynn!
Ele riu.
Flynn: — Calma. Eu vou resolver.
Continuamos andando.
Mas, quando passamos por uma rua mais movimentada, ouvi um som diferente.
Sinos.
Olhei para cima.
Naquele momento, vi algo que me fez parar completamente.
Ao longe, acima dos telhados, estava o castelo.
Meu coração disparou.
Eu não sabia por quê.
Apenas senti uma emoção estranha.
Como se aquele lugar me fosse familiar.
Rapunzel: — Flynn…
Flynn: — Sim?
Apontei para o castelo.
Rapunzel: — Quem mora ali?
Flynn: — O rei e a rainha.
Fiquei olhando.
Rapunzel: — Eles têm filhos?
Flynn ficou em silêncio por um instante.
Flynn: — Tinham.
Rapunzel: — Tinham?
Flynn: — Um príncipe.
Olhei para ele.
Rapunzel: — O que aconteceu com ele?
Flynn respondeu com simplicidade.
Flynn: — Desapareceu quando era bebê.
Senti um arrepio percorrer meu corpo.
Não sabia explicar por quê.
Apenas continuei olhando para o castelo.
Sem saber que o príncipe desaparecido era eu.
E que, naquele exato momento, eu estava a poucos quilômetros do lugar onde meus verdadeiros pais ainda esperavam pelo meu retorno.
Capítulo 17 — A entrada no reino
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TOPÁZIO como RAPONZEL
Em 1950, o príncipe Topázio, filho do Rei Augusto e da Rainha Helena, desaparece ainda bebê. Seus cabelos possuem um poder mágico capaz de curar e manter alguém jovem, fazendo com que Gothel o...