Capítulo 23 — A lanterna que brilhou
Topázio:
As lanternas continuavam subindo pelo céu.
Eu não conseguia tirar os olhos delas.
Rapunzel: — Flynn, eu queria tanto tocar uma delas.
Flynn olhou para mim.
Flynn: — Então vamos tentar.
Rapunzel: — Como?
Ele apontou para uma pequena embarcação que estava próxima do rio.
Flynn: — Venha comigo.
Segui Flynn até a margem.
Pascal veio logo atrás.
Entramos na pequena embarcação e começamos a nos afastar da praça.
Eu olhava para todos os lados, encantado.
Rapunzel: — Eu nunca andei de barco.
Flynn: — Hoje você está fazendo muita coisa pela primeira vez.
Rapunzel: — É verdade.
O barco avançou tranquilamente pelo rio.
As lanternas passavam sobre nossas cabeças.
Algumas estavam tão baixas que eu conseguia quase tocá-las.
Estendi a mão.
Rapunzel: — Está tão perto…
Flynn apontou para uma delas.
Flynn: — Essa.
A lanterna desceu lentamente em nossa direção.
Eu me levantei.
Flynn: — Cuidado.
Estendi as mãos.
A lanterna ficou diante de mim.
Segurei-a delicadamente.
No instante em que meus dedos tocaram o papel da lanterna…
Uma luz intensa surgiu dentro dela.
A chama brilhou muito mais forte.
Eu arregalei os olhos.
Rapunzel: — Flynn…
Ele ficou olhando, surpreso.
Flynn: — Eu vi.
A luz aumentou por alguns segundos e depois voltou ao brilho normal.
Olhei para minhas mãos.
Rapunzel: — Isso aconteceu por minha causa?
Flynn não respondeu imediatamente.
Flynn: — Não sei.
Aproximei a mão novamente.
A lanterna brilhou outra vez.
Meu coração disparou.
Rapunzel: — Ela está reagindo a mim.
Pascal se aproximou.
Flynn observava atentamente.
Flynn: — Talvez seus cabelos não sejam a única coisa mágica em você.
Olhei para ele.
Rapunzel: — Você acha?
Flynn: — Eu não sei o que pensar.
Continuei segurando a lanterna.
A luz refletia nos meus cabelos brancos e nas flores da trança.
Por alguns segundos, tudo parecia silencioso.
Rapunzel: — É como se ela me conhecesse.
Flynn sorriu de leve.
Flynn: — Talvez seja exatamente isso.
Soltei a lanterna.
Ela começou a subir novamente.
Fiquei olhando enquanto ela se afastava.
Rapunzel: — Foi lindo.
Flynn: — Foi.
Olhei para ele.
Rapunzel: — Você viu como ela brilhou?
Flynn: — Vi.
Ele ficou alguns segundos em silêncio.
Flynn: — Acho que existe muita coisa sobre você que ainda não sabe.
Aquelas palavras ficaram na minha cabeça.
Eu olhei para o céu.
As lanternas continuavam subindo.
E, sem que eu soubesse, aquela luz havia despertado uma magia que estava ligada à minha verdadeira origem.
Uma origem que, durante dezessete anos, Gothel havia feito de tudo para esconder.
Capítulo 23 — A lanterna que brilhou
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TOPÁZIO como RAPONZEL
Em 1950, o príncipe Topázio, filho do Rei Augusto e da Rainha Helena, desaparece ainda bebê. Seus cabelos possuem um poder mágico capaz de curar e manter alguém jovem, fazendo com que Gothel o...