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WU: UM DESTINO NÃO REVELADO

CAPÍTULO 12

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🟡 Em breve

Pete, pálido da cabeça aos pés, estava deitado no sofá da casa. Depois de um tempo, tossiu e acordou assustado. Ao abrir os olhos, viu Niran sentado ao seu lado.

Pete não entendia como tinha voltado para casa. Sua última lembrança era estar em um ritual de despertar demoníaco no templo ao lado.

“Quando foi que eu voltei para casa?”, perguntou Pete.

“Faz um tempo. Jack, Tao, Thua e eu trouxemos você para cá.”

“E os outros?”

“Eles foram embora. Você ficou inconsciente… por cinco horas.”

Niran fez uma pausa antes de continuar.

“O demônio macaco de seis orelhas dentro de você é muito mais poderoso do que eu imaginava. E provavelmente já tomou posse do seu corpo muitas vezes antes.”

Então, Niran mostrou a Pete a gravação da cerimônia, filmada por Tong. Pete ficou chocado ao ver a si mesmo gritando, enfurecido e completamente fora de controle.

“Por que eu não consigo me lembrar de nada?”

“Isso acontece com você a vida toda, não é?”

Pete congelou.

“O que você quer dizer?”

“Desde quando você começou a esquecer momentos como esse?”

“Bem… desde…”

Pete interrompeu a própria fala. Seu olhar pousou sobre as fotografias do funeral de seus pais.

Sim… coisas assim aconteciam com ele desde a morte deles.

Havia momentos em que se esforçava tanto que acabava perdendo o controle e tudo saía dos trilhos. Só recuperava a consciência quando percebia que tinha feito algo terrível.

Niran observou Pete em silêncio, pensativo.

“Fei e Jia Hao disseram que usar você na cerimônia seria arriscado demais e sugeriram procurar outra solução. Mas eu acho que não tínhamos escolha.”

“O que você quer dizer com isso?”

“Quero dizer que preciso encontrar uma maneira de derrotar o macaco de seis orelhas.”

Niran falou com certa insegurança. Nem ele mesmo sabia por que se recusava a perder a esperança em Pete, ao contrário de todos os outros.


Pete abriu a porta de casa e encontrou Niran parado do lado de fora.

Ele carregava uma mochila e duas malas enormes. Ao olhar para o carro, Pete percebeu que havia ainda mais pertences lá dentro.

“O que você está fazendo aqui tão cedo?”

“Estou me mudando para cá.”

“O quêêêê?!”

Com uma expressão séria, Niran arrastou uma das malas para dentro da casa, enquanto Pete continuava completamente confuso.

“Você esqueceu que eu preciso treiná-lo para usar as habilidades do demônio? Vai ser mais conveniente se eu morar aqui.”

“Espera aí. Então você vai morar comigo sem nem me perguntar primeiro?”

“Por que está perguntando isso? Esta é a minha casa. Eu a comprei do seu tio.”

Niran pegou o celular e mostrou uma foto do contrato de compra e venda assinado pelo tio de Pete.

“Mas eu já tinha dado um sinal de um milhão de baht!”

“Uma casa avaliada em dez milhões e um sinal de apenas um milhão? Isso deve significar muito, não é?”

Furioso, Pete imediatamente ligou para o tio para esclarecer a situação.

Enquanto isso, Niran explorou todos os cômodos da casa até entrar no quarto de Pete.

Ele caminhou até a janela localizada no centro do quarto e abriu as cortinas, permitindo que a luz do sol inundasse o ambiente e o deixasse claro e arejado.

Parecia o quarto ideal.

Pouco tempo depois, Pete entrou.

“Você recuperou o dinheiro do sinal?”

“Ele disse que vai me transferir amanhã. Mas eu não quero o dinheiro. Eu quero comprar a casa.”

“Então você terá que comprá-la de mim. Mas eu vendo por trinta milhões.”

Niran fingiu pensar por um instante.

“Não, melhor cinquenta milhões. Quando este trabalho terminar, você poderá usar a parte do dinheiro que receber para comprar a casa. O que acha?”

“Isso não tem graça nenhuma, seu idiota. Esta é a minha casa.”

“Desculpe, mas os documentos não dizem isso. Eu vou ficar com este quarto. Tire todas as suas coisas daqui.”

Pete cerrou os punhos.

“Ei… você me irritou demais hoje.”

“Preciso mesmo lembrar você de que estamos prestes a selar um demônio, e de que eu sou o principal instrumento do ritual?”

“E daí?”

“Eu preciso preparar minha energia. Se não fizer isso, estaremos todos ferrados. Então preciso dormir em um lugar com boa energia, e este quarto é perfeito.”

“Nãooooo!”

Pete se jogou na cama e cobriu a cabeça com o cobertor. Niran, atônito, tentou puxar o cobertor de Pete, mas ele resistiu com todas as forças.

“Seu animal! Existem muitos outros quartos!”

“Eu vou ficar com este.”

“É o meu quarto!”

Os dois disputaram, mas nenhum deles estava disposto a ceder.


Niran usou fita adesiva para marcar o chão, dividindo o quarto entre ele e Pete, chegando até a dividir a janela em partes iguais. Ele percebeu que os pertences de Pete estavam empilhados do lado esquerdo, enquanto o lado direito permanecia vazio.

“Está satisfeito?”

Pete não estava satisfeito, mas sabia que não tinha outra escolha.

“Sim…”

“Agora, vamos começar o treinamento.”

“E o que eu devo fazer?”

Pete se levantou, pronto. Em sua mente, ele imaginava algo divertido, enquanto Niran o observava com atenção, curioso para saber qual seria a primeira coisa que ele faria.


Pete não entendia como aquilo podia ser chamado de “treinamento”. Niran ordenou que ele se agachasse como se estivesse sentado em uma cadeira invisível, mantivesse os braços estendidos para frente e permanecesse imóvel naquela posição. Sempre que Pete se mexia, Niran jogava uma bola de espuma nele.

“Eu mandei você ficar parado.”

“Pelo menos me explica por que eu tenho que fazer isso!” ele gritou.

“Pete.”

“Para usar poder demoníaco, o primeiro passo é ficar mais forte.”

Como algo tão ridículo poderia deixá-lo mais forte? Pete quis gritar isso, mas outra bola o atingiu antes que conseguisse falar.

Além de obrigá-lo a ficar naquela posição por horas, Niran também o fazia correr longas distâncias. Isso não deveria ser difícil para um ex-judoca como Pete, mas o problema era que não era uma corrida comum. Ele tinha que carregar sacos de areia dos dois lados do corpo, o que o obrigava a manter o equilíbrio durante todo o percurso.

“Mais devagar!”

Niran se aproximou de carro enquanto Pete tentava correr mais rápido para chegar logo à linha de chegada, embora os sacos não estivessem bem equilibrados.

“Hã?”

“Você tem que correr mais devagar.”

“Se eu correr mais devagar, vou demorar mais para chegar!”

“Se você não consegue manter o equilíbrio correndo, então ande.”

Depois de dizer isso, Niran foi embora de carro, deixando Pete balançando a cabeça de frustração.

Além disso, Niran interferia demais na vida pessoal de Pete, obrigando-o a acordar antes do amanhecer.

“A partir de agora, toda vez que o sol nascer, você deve acordar imediatamente.”

E também tinha a questão do cigarro.

“Não é permitido fumar no quarto e, a partir de agora, no máximo cinco cigarros por dia.”

Assim, todos os dias se tornaram absurdamente entediantes: acordar cedo, tentar a postura da cadeira invisível, correr com os sacos de areia, repetir o ciclo de novo e de novo — acordar cedo, postura, levar boladas quando se mexia, correr sem equilíbrio e recomeçar. Um ciclo sem fim.

Finalmente, Pete não aguentou mais.

Depois de sete dias de treinamento, ele fugiu para passar o tempo com Jack, Tao e Thua, até que Niran teve que ir procurá-lo.

Esse foi o ponto principal onde eu queria treinar o Pete. Não se tratava de força física, mas de força mental. Não importava quanto tempo ele conseguisse manter o equilíbrio na postura da cadeira invisível ou quão rápido conseguisse se estabilizar. Disciplina e a capacidade de manter a concentração mental na tarefa sem questioná-la eram os verdadeiros indicadores.

Na verdade, Niran já previa que uma situação como essa aconteceria, e ele aproveitaria isso como uma oportunidade para mostrar o quanto Pete realmente era fraco.

Ele só esperava que Pete entendesse isso por conta própria, porque, caso contrário, teria que admitir que Pete nunca seria capaz de controlar o demônio dentro de si.

Naquele dia, Pete passou o dia inteiro imerso em seus pensamentos. Na verdade, ele era inteligente o suficiente para entender desde o início a intenção de Niran: que aquilo tinha mais a ver com treinamento mental do que físico. Mas todos os dias ele fingia não entender e resistia a tudo, simplesmente porque se recusava a admitir o quão fraco tinha sido por tanto tempo.

Ele até havia permitido que demônios o possuíssem em várias ocasiões.

Seja por ter machucado o treinador acidentalmente, por ter sido expulso da associação de judô pelo treinador, ou até por ter tido uma discussão violenta com seu tio… o demônio podia ser culpado por tudo, mas sua fraqueza também tinha influência.

E agora, mesmo alguém tentando ajudá-lo a ficar mais forte, os demônios dentro dele continuavam tentando fazê-lo fugir e resistir.

Naquela noite, Niran já havia adormecido, enquanto Pete voltou ao quarto quase à meia-noite. Pete olhou para o rosto adormecido de Niran e finalmente decidiu admitir o quanto era fraco.

“Quando eu tinha quinze anos, fui competir na Coreia. Eu saí dois dias antes e depois meus pais viajaram para me ver. Minha irmãzinha também iria, mas ela ficou doente.”

Pete fez uma pausa por um momento e então expressou o que sentia no fundo do coração.

“A culpa foi minha por eles terem acabado assim?”

Niran abriu lentamente os olhos antes de responder a Pete.

“Você pode deixar sua vida se afogar nessa pergunta para sempre, mas nunca vai encontrar a resposta.”

A resposta era simples, mas o olhar nos olhos de Niran trouxe uma estranha sensação de conforto e segurança para Pete.

No dia seguinte, Pete acordou antes de Niran e começou a obedecer tudo o que ele dizia sem questionar, descobrindo que nem tudo era tão difícil quanto imaginava. Desde então, Pete parou de fumar.

CAPÍTULO 12
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WU: UM DESTINO NÃO REVELADO

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Pete é um jovem azarado que carrega consigo um fragmento de uma alma demoníaca e possui a capacidade de sentir Yao:...

Chapters

  • CAPÍTULO 13
  • CAPÍTULO 12
  • CAPÍTULO 11
  • CAPÍTULO 10
  • CAPÍTULO 10 - ESPECIAL
  • CAPÍTULO 9
  • CAPÍTULO 8
  • CAPÍTULO 7
  • CAPÍTULO 6
  • CAPÍTULO 5
  • CAPÍTULO 4
  • CAPÍTULO 3
  • CAPÍTULO 2
  • CAPÍTULO 1
 

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