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Entre as Cores do Destino

Capítulo 11 — As Pequenas Gentilezas

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🟡 Em breve

Uma semana havia se passado desde que Angel começou a trabalhar na Galeria Aurora.

A rotina ainda era nova.

Mas aos poucos ele estava encontrando seu lugar.

Os funcionários já haviam percebido algo.

Angel era extremamente dedicado.

Chegava cedo.

Organizava tudo com cuidado.

Estudava cada obra como se fosse um tesouro.

E nunca reclamava.

Mesmo quando sua perna doía.

Mas a dor existia.

Especialmente nos dias mais longos.

Como aquela quinta-feira.

A galeria estava preparando uma importante exposição internacional.

Todos trabalhavam sem parar.

Angel carregava documentos, verificava catálogos e ajudava na organização das obras.

Quando finalmente terminou uma tarefa, sentiu uma fisgada forte na perna.

Angel: — Ah…

A dor fez seu corpo vacilar.

Ele apoiou discretamente a mão na parede.

Tentando recuperar o equilíbrio.

Ninguém percebeu.

Ou pelo menos era o que ele pensava.

Do outro lado do salão, Minho observava.

Seu olhar permaneceu sobre Angel por alguns segundos.

Mais tempo do que deveria.

Minho: — Estranho…

Ele desviou os olhos imediatamente.

Tentando voltar ao trabalho.

Mas não conseguiu.

Porque alguns minutos depois viu Angel continuar andando normalmente.

Como se nada tivesse acontecido.

Como se estivesse acostumado a sentir dor.

E aquilo o incomodou.

Muito.

Na hora do almoço, Angel sentou sozinho na cafeteria da galeria.

Era algo comum.

Não porque as pessoas o excluíam.

Mas porque ele havia passado a vida inteira acostumado a ficar sozinho.

Estava abrindo sua marmita quando uma sombra apareceu sobre a mesa.

Joo: — Posso sentar?

Angel: — Claro.

Poucos segundos depois outra voz surgiu.

Yuna: — Eu também.

Angel levantou os olhos.

Angel: — Yuna?

A jovem sorriu.

Yuna: — Surpreso?

Angel: — Muito.

Yuna havia conseguido uma vaga temporária na galeria poucos dias antes.

E desde então o ambiente parecia mais alegre.

Ou mais caótico.

Dependendo do ponto de vista.

Joo: — Ela fala sem parar.

Yuna: — Você também.

Joo: — Mas eu sou charmoso.

Yuna: — Você é irritante.

Angel começou a rir.

Uma risada sincera.

E naquele momento…

Do outro lado do refeitório…

Minho observou.

Sem perceber.

Novamente.

O sorriso de Angel era bonito.

Muito bonito.

Algo raro.

Porque geralmente havia uma tristeza silenciosa escondida em seus olhos.

Mas naquele instante…

Ele parecia feliz.

E isso despertou algo estranho dentro de Minho.

Uma sensação de alívio.

Minho: — O que está acontecendo comigo?

Ele imediatamente voltou para seu escritório.

Tentando ignorar aquilo.

Mas os dias seguintes só pioraram a situação.

Ou melhor…

Melhoraram.

Porque Angel continuava surpreendendo todos.

Funcionários que inicialmente duvidavam dele começaram a elogiá-lo.

Sua inteligência.

Seu conhecimento artístico.

Sua educação.

Até alguns dos críticos mais severos começaram a mudar de opinião.

Exceto uma pessoa.

Sunwoo.

O gerente continuava observando Angel com desconfiança.

Naquela tarde, ele entrou no escritório de Minho.

Sunwoo: — Diretor.

Minho: — Sim?

Sunwoo: — Ainda acho que contratamos a pessoa errada.

Minho levantou os olhos dos documentos.

Minho: — Por quê?

Sunwoo: — Ele é muito sensível.

Minho: — Baseado em quê?

Sunwoo: — Ele é um ômega.

O silêncio tomou conta da sala.

Sunwoo imediatamente percebeu que havia cometido um erro.

Porque o olhar de Minho ficou gelado.

Minho: — Você tem algum problema com o trabalho dele?

Sunwoo: — Não.

Minho: — Alguma reclamação dos clientes?

Sunwoo: — Não.

Minho: — Alguma falha profissional?

Sunwoo: — Não.

Minho: — Então o problema não é ele.

Sunwoo ficou sem palavras.

Minho voltou a olhar seus documentos.

Mas sua voz continuou firme.

Minho: — Não quero ouvir esse tipo de comentário novamente.

Sunwoo engoliu em seco.

Sunwoo: — Entendido.

Quando saiu da sala, Minho permaneceu imóvel.

Pensativo.

Poucos meses atrás…

Talvez ele mesmo tivesse concordado com aquelas palavras.

Mas agora…

Não.

Porque agora conhecia Angel.

E sabia o quanto ele trabalhava.

O quanto se esforçava.

O quanto lutava.

Naquela noite, a galeria fechou mais tarde que o normal.

Angel foi um dos últimos a sair.

Sua perna estava doendo bastante.

Mas ele sorria.

Porque gostava daquele lugar.

Gostava do trabalho.

E pela primeira vez em muito tempo…

Sentia que pertencia a algum lugar.

Quando chegou à entrada da galeria, encontrou alguém parado próximo às portas.

Minho.

Os dois ficaram surpresos.

Angel: — Diretor Minho?

Minho: — Ainda está aqui?

Angel: — Estava terminando alguns relatórios.

Minho observou discretamente sua postura.

A forma como tentava esconder o cansaço.

Minho: — Não exagere.

Angel piscou.

Angel: — Desculpe?

Minho: — O trabalho continuará existindo amanhã.

Por um instante, os dois ficaram em silêncio.

Então um sorriso tímido apareceu no rosto de Angel.

Angel: — Vou me lembrar disso.

E pela primeira vez…

Um pequeno sorriso apareceu no rosto de Minho também.

Um sorriso que quase ninguém na galeria tinha o privilégio de ver.

E que fez o coração de Angel acelerar sem motivo aparente.

Capítulo 11 — As Pequenas Gentilezas
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Entre as Cores do Destino

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Em Seul, uma cidade onde o brilho das luzes esconde preconceitos silenciosos, Angel luta para encontrar seu lugar no mundo.

Órfão do amor de sua mãe desde o nascimento, Angel cresceu...

Chapters

  • Capítulo 15 — Ciúmes Inesperados
  • Capítulo 14 — O Guarda-Chuva
  • Capítulo 13 — Debaixo da Chuva
  • Capítulo 12 — A Dor Que Ninguém Via
  • Capítulo 11 — As Pequenas Gentilezas
  • Capítulo 10 — O Primeiro Dia
  • Capítulo 9 — Você Foi Contratado
  • Capítulo 8 — A Escolha de Minho
  • do Destino Capítulo 7 — A Primeira Impressão
  • Capítulo 6 — O Currículo Rejeitado
  • Capítulo 5 — O Homem Atrás da Galeria
  • Capítulo 4 — A Porta que se Abriu
  • Capítulo 4 — O Recomeço
  • Capítulo 3 — O Sonho das Cores
  • Capítulo 3 — Os Anos da Solidão
  • Capítulo 2 — O Primeiro Aroma
  • Capítulo 1 — As Cicatrizes de um Pequeno Anjo
 

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