file_00000000b5f8720e935a0228ff3833ca

Entre as Cores do Destino

Capítulo 12 — A Dor Que Ninguém Via

  1. Home
  2. All Mangas
  3. Entre as Cores do Destino
  4. Capítulo 12 — A Dor Que Ninguém Via
Anterior
🟡 Em breve

Os dias continuavam passando na Galeria Aurora.

Angel estava cada vez mais adaptado ao trabalho.

Os funcionários começaram a respeitá-lo.

Os clientes gostavam dele.

E Joo vivia dizendo que a galeria parecia mais alegre desde sua chegada.

Mas havia uma coisa que ninguém percebia.

Ou pelo menos…

Quase ninguém.

A dor.

Angel sempre sorria.

Sempre dizia que estava tudo bem.

Sempre respondia que conseguia continuar.

Mas sua perna ainda doía.

Muito.

Naquela semana a galeria estava preparando uma grande exposição.

O trabalho havia dobrado.

Todos estavam ocupados.

Angel também.

Durante horas ficou organizando documentos, verificando obras e caminhando de um setor para outro.

No começo conseguiu ignorar o desconforto.

Depois veio a dor.

E então a dor ficou mais forte.

Cada passo parecia mais pesado que o anterior.

Mas ele continuou.

Como sempre fazia.

Porque estava acostumado.

Desde criança.

Acostumado a suportar.

Acostumado a fingir.

Acostumado a não preocupar ninguém.

No final da tarde, Angel carregava uma caixa de catálogos quando uma fisgada atravessou sua perna.

Angel: — Ah…

Seu corpo vacilou.

Por pouco não deixou a caixa cair.

Conseguiu se apoiar numa mesa próxima.

Respirando fundo.

A dor era tão intensa que lágrimas surgiram em seus olhos.

Mas ele rapidamente as enxugou.

Angel: — Só mais um pouco…

Pensou que estava sozinho.

Não estava.

Do outro lado do corredor…

Minho havia acabado de sair de uma reunião.

E viu tudo.

Viu Angel perder o equilíbrio.

Viu sua expressão de dor.

Viu o esforço que fazia para permanecer de pé.

O coração do alfa apertou de forma inesperada.

Porque aquela não era uma dor passageira.

Era uma dor que Angel conhecia bem demais.

E mesmo assim continuava trabalhando.

Minho observou enquanto ele voltava a caminhar.

Mais devagar.

Tentando esconder o sofrimento.

Minho: — Teimoso…

Murmurou para si mesmo.

Naquela noite…

A maioria dos funcionários já havia ido embora.

Angel continuava terminando alguns relatórios.

A galeria estava silenciosa.

As luzes pareciam mais suaves.

Mas sua perna estava piorando.

Muito pior.

Ele tentou se levantar da cadeira.

E uma pontada forte atravessou sua perna.

O jovem fechou os olhos imediatamente.

Angel: — Não agora…

Sua voz saiu quase como um sussurro.

Tentou dar um passo.

Outro.

E então precisou se apoiar na mesa.

A respiração estava acelerada.

A dor estava forte demais.

Foi nesse momento que ouviu uma voz atrás de si.

Minho: — Angel.

O jovem se assustou.

Virou-se rapidamente.

Angel: — Diretor Minho.

Mas ao tentar endireitar a postura…

Vacilou novamente.

Minho aproximou-se.

Seu olhar estava sério.

Muito sério.

Minho: — Está sentindo dor.

Não era uma pergunta.

Era uma afirmação.

Angel desviou os olhos.

Angel: — Estou bem.

Minho permaneceu em silêncio.

Minho: — Você acabou de quase cair.

Angel ficou sem resposta.

Minho: — Quantas vezes isso aconteceu hoje?

O jovem apertou os dedos.

Angel: — Não é nada importante.

Minho sentiu uma estranha irritação.

Não com Angel.

Mas com a situação.

Porque era evidente que ele estava sofrendo.

E mesmo assim insistia em fingir que não.

Minho: — Por que sempre faz isso?

Angel piscou.

Angel: — Isso o quê?

Minho: — Finge que está tudo bem.

O silêncio caiu entre eles.

Por alguns segundos.

Longos segundos.

Então Angel sorriu.

Mas era um sorriso triste.

Angel: — Porque as pessoas se cansam.

Minho franziu a testa.

Angel: — Se eu reclamar demais.

Seus olhos baixaram.

Angel: — Se eu demonstrar fraqueza.

Sua voz ficou mais baixa.

Angel: — As pessoas acabam se cansando.

Minho ficou imóvel.

Porque aquelas palavras carregavam anos de sofrimento.

Anos de rejeição.

Anos ouvindo que era um problema.

Que era um peso.

Que era diferente.

O coração de Minho apertou.

Mais do que deveria.

Muito mais.

Então, pela primeira vez…

Sua voz ficou gentil.

Minho: — Eu não estou cansado.

Angel levantou os olhos.

Surpreso.

Os dois permaneceram em silêncio.

O mundo parecia distante naquele momento.

Minho: — Você deveria ir para casa.

Angel sorriu de leve.

Angel: — Ainda tenho trabalho.

Minho: — O trabalho pode esperar.

Angel: — Diretor…

Minho: — Isso é uma ordem.

Angel acabou rindo.

Uma risada pequena.

E Minho sentiu seu coração aquecer ao ouvi-la.

Algo que não acontecia havia muitos anos.

Enquanto observava Angel guardar suas coisas…

Uma única certeza surgiu dentro dele.

Ele não gostava de vê-lo sofrer.

E isso já estava se tornando perigoso.

Capítulo 12 — A Dor Que Ninguém Via
Fonts
Text size
AA
Background

Entre as Cores do Destino

144 Views 0 Subscribers

Em Seul, uma cidade onde o brilho das luzes esconde preconceitos silenciosos, Angel luta para encontrar seu lugar no mundo.

Órfão do amor de sua mãe desde o nascimento, Angel cresceu...

Chapters

  • Capítulo 15 — Ciúmes Inesperados
  • Capítulo 14 — O Guarda-Chuva
  • Capítulo 13 — Debaixo da Chuva
  • Capítulo 12 — A Dor Que Ninguém Via
  • Capítulo 11 — As Pequenas Gentilezas
  • Capítulo 10 — O Primeiro Dia
  • Capítulo 9 — Você Foi Contratado
  • Capítulo 8 — A Escolha de Minho
  • do Destino Capítulo 7 — A Primeira Impressão
  • Capítulo 6 — O Currículo Rejeitado
  • Capítulo 5 — O Homem Atrás da Galeria
  • Capítulo 4 — A Porta que se Abriu
  • Capítulo 4 — O Recomeço
  • Capítulo 3 — O Sonho das Cores
  • Capítulo 3 — Os Anos da Solidão
  • Capítulo 2 — O Primeiro Aroma
  • Capítulo 1 — As Cicatrizes de um Pequeno Anjo
 

Login

Perdeu sua senha?

← Voltar BL Novels

Assinar

Registre-Se Para Este Site.

Leave the field below empty!

De registo em | Perdeu sua senha?

← Voltar BL Novels

Perdeu sua senha?

Por favor, digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail. Você receberá um link para criar uma nova senha via e-mail.

← VoltarBL Novels