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Entre as Cores do Destino

Capítulo 4 — A Porta que se Abriu

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🟡 Em breve

A manhã nasceu fria em Seul.

Angel estava sentado à mesa da cozinha, mexendo distraidamente em uma xícara de café.

Já fazia quase um mês desde sua formatura.

Um mês de currículos.

Um mês de entrevistas.

Um mês de rejeições.

O peso da frustração começava a se acumular dentro dele.

Dae-Hyun observava o filho em silêncio.

Conhecia Angel melhor do que ninguém.

Sabia quando ele estava triste.

Sabia quando estava cansado.

E naquele momento sabia que ele estava começando a perder a esperança.

Dae-Hyun: — Vai sair hoje?

Angel: — Tenho outra entrevista.

Dae-Hyun: — Vai dar certo.

Angel sorriu de forma fraca.

Angel: — Você sempre diz isso.

Dae-Hyun: — Porque é verdade.

Poucas horas depois, Angel saiu de casa.

A pasta de currículos estava apertada contra seu peito.

Sua bengala dobrável permanecia guardada na mochila.

Ele raramente a usava.

Não gostava dos olhares de pena que recebia quando aparecia com ela.

A entrevista foi um desastre.

Nem sequer tentaram esconder os preconceitos.

O entrevistador analisou seus documentos.

Depois olhou para sua perna.

E novamente para os documentos.

Entrevistador: — Você possui alguma limitação física significativa?

Angel já conhecia aquela pergunta.

Angel: — Consigo trabalhar normalmente.

O homem apenas assentiu.

Mas Angel percebeu.

Percebeu no olhar.

Percebeu no tom.

Percebeu na forma como a entrevista mudou imediatamente.

Ao sair do prédio, sentiu um nó na garganta.

Angel: — Eu estou cansado…

Pela primeira vez em muito tempo, as lágrimas ameaçaram aparecer.

Seu celular tocou.

Número desconhecido.

Angel respirou fundo antes de atender.

Angel: — Alô?

Voz Desconhecida: — Estou falando com Kang Angel?

A voz parecia amigável.

Angel: — Sim.

Voz Desconhecida: — Meu nome é Joo.

Angel tentou lembrar.

Não conhecia nenhum Joo.

Joo: — Estou ligando da Galeria Aurora.

O coração de Angel parou.

Literalmente.

A Galeria Aurora.

A mesma galeria para a qual havia enviado currículo semanas atrás.

A galeria mais famosa que aceitava recém-formados.

Angel: — S-Sim?

Do outro lado da linha, Joo sorriu.

Joo: — Gostaríamos de convidá-lo para uma entrevista.

O mundo pareceu ficar silencioso.

Angel: — Eu…

Sua voz falhou.

Joo: — Senhor Angel?

Angel: — Sim!

Joo riu.

Joo: — Isso foi um sim?

Angel: — Sim! Claro! Desculpe!

Joo: — Amanhã às dez horas está bom?

Angel: — Sim!

Joo: — Ótimo. Estaremos esperando.

A ligação terminou.

Angel permaneceu parado na calçada.

Imóvel.

Tentando processar.

Então começou a rir.

Uma risada nervosa.

Incrédula.

Angel: — Meu Deus…

Pela primeira vez em semanas…

Algo bom havia acontecido.

Quando chegou em casa, abriu a porta tão rápido que quase tropeçou.

Dae-Hyun: — Angel?

O jovem entrou na sala.

Os olhos brilhavam.

Angel: — Pai!

Dae-Hyun: — O que aconteceu?

Angel: — A Galeria Aurora me chamou para uma entrevista!

O homem ficou completamente imóvel.

Dae-Hyun: — A Galeria Aurora?

Angel: — Sim!

Por um segundo, os dois apenas se encararam.

Então começaram a rir.

E logo estavam abraçados.

Dae-Hyun: — Eu sabia.

Angel: — Nem eu sabia!

Dae-Hyun: — Mas eu sabia.

Naquela noite, Angel mal conseguiu dormir.

Ficou imaginando a galeria.

As obras.

Os funcionários.

Os artistas.

E principalmente…

O dono.

Afinal, todos conheciam o nome do jovem alfa que havia transformado a Aurora em uma das galerias mais prestigiadas da Coreia.

Minho.

Um homem conhecido por sua inteligência.

Sua elegância.

E por raramente aparecer em público.

Angel nunca o tinha visto pessoalmente.

Apenas em algumas fotografias.

Mesmo assim, algo o deixava nervoso.

Talvez fosse a importância daquela oportunidade.

Talvez fosse o medo de falhar.

Ou talvez…

O destino já estivesse começando a mover suas peças.

Na manhã seguinte, Angel vestiu sua melhor roupa.

Arrumou cuidadosamente os cabelos.

Pegou sua pasta.

E saiu de casa.

Ao chegar diante do enorme prédio da Galeria Aurora, seu coração disparou.

O lugar era ainda mais bonito do que nas fotografias.

As paredes de vidro refletiam a luz do sol.

As esculturas decoravam a entrada.

E pessoas elegantes circulavam pelo local.

Angel respirou fundo.

Angel: — Você consegue.

Sem saber…

Atrás de uma das janelas do último andar…

Um certo alfa acabava de vê-lo chegar.

E pela primeira vez em muito tempo…

Minho desviou sua atenção dos negócios para observar alguém.

Capítulo 4 — A Porta que se Abriu
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Entre as Cores do Destino

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Em Seul, uma cidade onde o brilho das luzes esconde preconceitos silenciosos, Angel luta para encontrar seu lugar no mundo.

Órfão do amor de sua mãe desde o nascimento, Angel cresceu...

Chapters

  • Capítulo 15 — Ciúmes Inesperados
  • Capítulo 14 — O Guarda-Chuva
  • Capítulo 13 — Debaixo da Chuva
  • Capítulo 12 — A Dor Que Ninguém Via
  • Capítulo 11 — As Pequenas Gentilezas
  • Capítulo 10 — O Primeiro Dia
  • Capítulo 9 — Você Foi Contratado
  • Capítulo 8 — A Escolha de Minho
  • do Destino Capítulo 7 — A Primeira Impressão
  • Capítulo 6 — O Currículo Rejeitado
  • Capítulo 5 — O Homem Atrás da Galeria
  • Capítulo 4 — A Porta que se Abriu
  • Capítulo 4 — O Recomeço
  • Capítulo 3 — O Sonho das Cores
  • Capítulo 3 — Os Anos da Solidão
  • Capítulo 2 — O Primeiro Aroma
  • Capítulo 1 — As Cicatrizes de um Pequeno Anjo
 

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