Capítulo 71
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Capítulo 71 Extra 2: Xin Tao X Li Jinhang
Li Jinhang estava debruçado sobre a mesa mexendo no celular, enquanto, pelo canto do olho, via que Xin Tao já estava dormindo na mesa ao lado há algum tempo.
Pensando bem, o que aconteceu ontem não parecia um sonho. A página do celular estava parada na entrada da Baidu Baike sobre “sonambulismo”.
“O sonambulismo refere-se ao ato de levantar-se repentinamente durante o sono… ocorre principalmente durante o sono profundo, cerca de 2 a 3 horas após adormecer, e é mais comum entre os 6 e os 12 anos…”
O Taozi já tem 17 anos, como é que ainda tem sonambulismo? Isso já deve ser considerado sonambulismo tardio. Li Jinhang, com uma expressão de angústia, bateu com a cabeça na mesa. Além disso, se ele não se lembra de nada depois de “sonambular”, isso não é perigoso pra caralho?
Se por acaso ele voltar a sonambular esta noite, é bem possível que pegue uma faca de cozinha e me corte enquanto eu durmo. Li Jinhang sentou-se de repente, olhando para Xin Tao. Não posso deixar ele me cortar, mas também não posso deixar ele sair de casa e cortar outra pessoa!
Pqp! A coisa é séria!
“Levanta!” Ele deu um empurrão forte no ombro de Xin Tao. “Rápido! Tenho uma coisa para te falar!”
Xin Tao nem sequer estava dormindo; na escola, era impossível ele apagar. Ao ouvir aquilo, abriu lentamente os olhos: “… Hum?”
Já percebeu? Foi um pouco mais rápido do que eu esperava.
No pátio.
“O que vou dizer a seguir é muito sério, prepara o seu psicológico.” Li Jinhang franziu o cenho; era a primeira vez que lidava com algo tão complicado e não sabia bem como começar.
“Pode falar,” disse Xin Tao com um sorriso, “eu aguento o tranco.”
“Você,” disse Li Jinhang, articulando cada palavra, “sofre de sonambulismo.”
“Ah.” Xin Tao assentiu.
“Ah!?” Li Jinhang se irritou, “Você sabe, porra, que essa doença é extremamente grave? Você não é o cara que lê tanto? Como é que não tem um pingo de senso comum!”
“O quão grave?”, perguntou Xin Tao, seguindo o raciocínio.
“Você sabe o que fez ontem à noite… o que você fez ontem à noite?”, Li Jinhang inspirou fundo e, perante o olhar de ‘o que eu fiz afinal?’ de Xin Tao, gritou: “Você andou sonambulando, porra!”
“Ah,” disse Xin Tao, dando um tapinha no ombro dele e dizendo com compaixão: “Desculpa, eu te assustei, não foi?”
“O importante não é ter me assustado, o importante é que você tem essa doença e tem que tratar, senão, se um dia você sair correndo com um cutelo matando gente, nem vai ter onde chorar!” Li Jinhang estava genuinamente preocupado. “Sua capacidade de focar no que é importante foi aprendida comigo, porra? Você tem que falar com um médico agora para fazer essa tal terapia. O Baidu diz que quanto mais cedo tratar, melhor.”
“O Baidu não disse que é uma doença terminal?”, ironizou Xin Tao, olhando para ele com interesse. “Você tem coragem de pesquisar qualquer doença no Baidu.”
“Não mude de assunto, você tem que tratar isso, não pode adiar,” disse Li Jinhang, “Ontem era eu ali, seu irmão de anos. Se fosse outra pessoa, você já estaria sendo cremado agora, sabia?!”
“Obrigado,” disse Xin Tao, “mas os médicos não me ajudam muito.”
“Como os médicos não… — Você sabia que era sonâmbulo?!” Li Jinhang arregalou os olhos.
Xin Tao assentiu: “Sim, eu sabia.”
“Você sabia e não me contou?” Li Jinhang afastou a mão do outro de seu ombro e continuou o encarando.
“Se eu te contasse, você ainda me deixaria morar na sua casa?”, perguntou Xin Tao com um risinho.
“Aí, com certeza…” Li Jinhang travou. Sonambular não era o problema, mas se soubesse que ele saía beijando as pessoas por aí, com certeza não deixaria. “Você sabe o que você fez ontem à noite?”
“… Não sei.” Xin Tao baixou levemente os cílios.
“Seu desgraçado,” Li Jinhang agarrou a gola dele e sussurrou furioso, “você beijou o seu pai aqui! Na boca! Beijo na boca, entendeu?! Esta boca é reserva para a minha futura esposa! Se não fôssemos irmãos, ontem à noite eu teria te mandado direto pro Código Penal!”
“Eu te beijei?” Xin Tao pareceu aliviado, bagunçando o cabelo dele para acalmá-lo. “Ainda bem que foi você.”
“O que quer dizer com isso?” Li Jinhang o encarou.
“Se fosse outra pessoa, eu teria tido nojo e vomitado,” disse Xin Tao com sinceridade: “Obrigado.”
“… Você já… beijou outros?” Li Jinhang ficou horrorizado. “Pqp, o que mais você já fez sonâmbulo?”
“Não, antes não era tão grave, acontecia uma vez a cada poucos meses,” disse Xin Tao, retirando a mão do cabelo dele e, ao se afastar, roçando de leve na ponta da orelha de Li Jinhang, deixando-a vermelha. “É hereditário, vai piorar com o tempo, por isso não deixamos estranhos dormirem lá em casa.”
“Por medo de você… beijar eles?” Li Jinhang estava em choque.
“Talvez por medo de eu bater neles também.” Xin Tao passou o braço pelos ombros dele e os dois se sentaram sob a sombra de uma árvore.
Li Jinhang ficou em silêncio por um momento e perguntou: “O Irmão Chu e o Haoyan sabem?”
“O Chu Yi sabe, ele viu uma vez,” disse Xin Tao.
“Então por que não me cont—” Li Jinhang foi interrompido.
“Não te contei porque saber não adianta nada. Se nem os médicos resolvem,” ele deu uma risada, “você acha que consegue curar?”
“Que médico lixo é esse? É só sonambulismo, toma um remédio e—” Esquece.
“Os efeitos colaterais são sonolência, enxaqueca, dores nos nervos e instabilidade emocional,” explicou Xin Tao. “Um Alfa de elite com as emoções instáveis… você sabe as consequências.”
Li Jinhang calou-se. Ele também era um Alfa de elite e sabia do perigo de um surto emocional; poderia custar vidas.
“Então… os médicos não têm nenhuma opção?”
“Tem, sim,” disse Xin Tao, “tomar remédio ou me trancar antes de dormir. Mas eu já cheguei a esmurrar a porta por duas horas até arrombar e fugir.”
Li Jinhang não sabia o que dizer. Ele não era bom em consolar ninguém, nem em ser consolado. Estava apenas processando a informação. Travado.
“Vou me mudar hoje,” disse Xin Tao de repente, “não esperava que fosse acontecer tão rápido. A última crise foi há poucos dias, talvez por eu não ter tomado o remédio.”
“Vai se mudar para onde?” perguntou Li Jinhang.
“Vou para casa primeiro, e depois procuro um lugar aos poucos,” respondeu Xin Tao.
“Nada disso!” Li Jinhang apertou as próprias mãos com força. Após um tempo, soltou: “Não vai embora.”
“Hã?” Xin Tao o olhou. “Você não tem medo de eu ficar?”
“Medo é o cacete! Seu pai aqui é um Alfa foda, você acha que consegue me bater?” Li Jinhang sentiu as orelhas esquentarem e encarou o amigo com o rosto tenso. Com aquele corte de cabelo curto e ar marrento, para Xin Tao ele parecia um pequeno baiacu irritado. “Se você morar sozinho e sair à noite para beijar um Ômega à força, vai ter que assumir a responsabilidade. Quer estragar sua vida, é?”
Eu nunca saio de casa quando estou sonâmbulo. Xin Tao guardou o comentário para si. Na verdade, ele nem costumava invadir quartos alheios, apenas vagava pela sala ou escritório. Desta vez, deve ter sido porque a pessoa de quem gostava estava logo ali.
“Faz sentido,” disse Xin Tao.
“Eu sempre achei que seu Q.I. era só um pouco menor que o meu, mas agora vi que você é pior que o Irmão Chu,” disse Li Jinhang. “Não entende o óbvio. Se morar comigo, eu te seguro. Se morar sozinho, a empregada vai ter que lidar com você… PQP!” Li Jinhang virou-se horrorizado: “Sua, sua empregada—”
“Nunca aconteceu,” Xin Tao sorriu resignado, “o que você está pensando?”
“Como você sabe?!” Li Jinhang sentia-se inquieto, levantou e começou a andar em círculos. “Você estava dormindo, porra! Caramba! Não pode ser!”
“Não foi,” garantiu Xin Tao.
Li Jinhang andava cada vez mais rápido.
“Sério,” Xin Tao se divertia, “eu nunca beijei ninguém, tem câmera de segurança em casa.”
Li Jinhang parou, refletindo. Ficou em silêncio por um bom tempo, olhou para ele e franziu o cenho: “Você fica lá em casa. Eu proíbo a empregada de ir à noite, tranco a porta principal e não te deixo sair. Se você bater na porta, eu com certeza vou acordar.”
“E se eu—” Xin Tao ia falar, mas foi cortado.
“E se nada! O Tio Xin está sempre viajando, na sua casa é só você e a empregada… Pqp, nem quero imaginar.” Li Jinhang sentia que envelhecera vinte anos.
“Tudo bem,” aceitou Xin Tao. Embora o processo tenha sido estranho, o resultado foi o que ele queria.
Li Jinhang passou o dia distraído. À noite, ligou para a empregada e mandou estocar comida. A primeira coisa que fez ao chegar em casa foi dar o quarto aviso à mulher: “À noite, aconteça o que acontecer, não venha aqui. Me dá a sua chave também.”
A empregada achou que ia ser demitida e começou a se desculpar, mas Li Jinhang a cortou: “Vou trazer minha namorada para passar a noite. Se você estiver aqui ou aparecer do nada, ela vai ficar com medo, entendeu?”
A mulher sossegou e concordou prontamente.
Após o jantar, a empregada saiu. Li Jinhang, preocupado, comeu com Xin Tao e correu para o quarto para ligar para o médico particular.
“Não pergunta quem é, só saiba que não sou eu.”
“Ele diz que está piorando, a frequência aumentou. Os efeitos colaterais desse remédio lixo parecem fatais.”
“Tem outra solução?”
“Preciso examinar o paciente.”
“Não dá, estou perguntando escondido dele.”
“Hum… se o remédio é a única opção, pode ser um fator genético.”
“Genético?”
“Sim, em Alfas o sonambulismo costuma ser psicológico e melhora com terapia, mas se for hereditário, a medicina atual ainda não tem uma cura definitiva.”
“… Merda.”
Antes de dormir, Li Jinhang checou a tranca da porta várias vezes para garantir que Taozi não a arrombaria. Levou um copo de leite e vigiou até ele beber tudo.
“Eu sou criança por acaso?” Xin Tao riu com o olhar doce.
“Dormindo, você é um bebê!” Li Jinhang pegou o copo vazio irritado. “Por que só me contou isso agora? Se eu não fosse legal, te dava uma surra.”
“Então escapei por pouco,” brincou Xin Tao. “Tranca bem a sua porta também, tenho medo de entrar lá e você me espancar.”
“Ontem você ‘passeou’ e hoje vai de novo?” Li Jinhang sentou ao lado dele, encarando-o com seriedade. “Tem certeza que não está escondendo algum estresse?”
“Tenho,” Xin Tao abriu os braços rindo, “se não acredita, pergunta pro meu médico.”
“Não confio nele,” rebateu Li Jinhang.
“Tá bom,” Xin Tao afagou a cabeça dele com ternura. “Vai dormir. Vou tentar não ‘passear’.”
“Não se esforce tanto,” Li Jinhang hesitou, “se ficar focado nisso, não vai dormir, e você já tem dificuldade pra pegar no sono.”
“Certo, farei como você disse,” concordou Xin Tao.
Li Jinhang saiu olhando para trás, checou a porta principal e trancou seu próprio quarto por dentro. Alfas são territoriais; em apenas um dia, o ar da casa estava impregnado com o cheiro de refrigerante de pêssego e jasmim, uma combinação estranhamente boa.
Na noite anterior, Xin Tao devia ter ficado ali até tarde antes de voltar para o quarto dele; o cheiro na coberta era forte. Li Jinhang pegou no sono rápido e até sonhou. No sonho, ele e Xin Tao estavam em um jardim enorme, pisando na grama macia. Cada um tinha uma flor na cabeça. Ele ia trocar sua flor vermelha pela azul de Taozi quando, subitamente, um girassol explodiu em uma chuva de sementes. Os dois se esconderam sob outro girassol, mas tulipas começaram a explodir também, espalhando pétalas e perfume por todo lado. No sonho, ele perguntou se Xin Tao ia fugir de novo, mas o amigo sumiu. Antes que pudesse procurar, todas as flores explodiram: “BUM, BUM, BUM!”.
“!” Ele acordou num pulo. Batidas fortes soavam na porta do quarto: “BUM! BUM! BUM-BUM-BUM!”
“Se eu for lá te incomodar, não liga. Se não for a porta do meu quarto que estiver trancada, eu paro de bater depois de um tempo.” — As palavras de Xin Tao ecoaram em sua mente. Ele desistiu de levantar, deitou de novo e começou a cronometrar olhando para o teto.
No número quinhentos e seis, o barulho parou. Li Jinhang relaxou, mas logo a preocupação voltou. O que o Taozi está fazendo agora? Por que está tão quieto? A desvantagem do isolamento acústico era essa: ele não ouvia nada lá fora.
Não vai me dizer que ele pegou uma faca?! Não, as facas estavam trancadas. Ele arrombou a fechadura?! Não, não era um cadeado comum. Ele vai pular da janela?! Não, as janelas também estavam travadas.
Li Jinhang revirou-se na cama até apagar. Seu último pensamento foi: “Se eu desse um décimo da qualidade do meu sono pro Taozi, seria um milagre da medicina”.
Acordou assustado no meio da noite. Estava zonzo, sentia que tivera um pesadelo, mas não lembrava de nada. Com a boca seca e suando frio, decidiu lavar o rosto e beber água. Ao abrir a porta, uma silhueta negra desabou para dentro do quarto.
“PQP!!!!” Li Jinhang deu um salto de um metro para trás. Olhou bem e viu Xin Tao caído com metade do corpo para dentro e as pernas para fora, dormindo profundamente.
“Caramba, você não dormia sentado na porta?” Ele se agachou, com o coração acelerado, e cutucou o ombro de Xin Tao: “Acorda, acorda…”
Mas parou. Não era fácil para o amigo dormir pesado; melhor não acordar. Mas e se ele começasse a dormir em qualquer canto? Ia ficar resfriado e com dor no corpo. … É melhor não trancar a porta.
Ele pegou Xin Tao no colo e fez menção de levá-lo para o outro quarto, mas parou. Pensou um pouco e o colocou em sua própria cama. “Detetive Hang” analisou: Taozi veio pra cá duas noites seguidas, ele deve preferir o quarto principal. O de hóspedes deve ser desconfortável.
Beleza, como Li Jinhang era o melhor amigo do mundo, ia ceder o quarto principal. Ele aplaudiu a própria generosidade mentalmente, saiu do quarto e fechou a porta com cuidado.
No banheiro.
O som da água correndo. O Alfa de um metro e noventa e um, com corpo de modelo, curtia o banho na temperatura ideal, parecendo uma flor sob o sol. Ele assoviava uma melodia alegre — “Voo Livre”.
Li Jinhang lavou o suor, esvaziou a mente e saiu pelado, apenas com uma toalha na cabeça. Ao sair, quase teve um troço.
Uma silhueta negra estava parada na porta do seu quarto. Estava escuro, mas o instinto Alfa sentia aquele olhar intenso e dominador, como o de um lobo solitário. Li Jinhang travou, demorou a reagir, mas logo usou a toalha para se cobrir e perguntou furioso: “Você tá acordado ou sonâmbulo, porra?! Assustar os outros é seu hobby agora? Pqp!”
“Dormir.” A voz de Xin Tao era rouca e seu olhar estava fixo.
Não acordou. Li Jinhang entendeu: tinha que seguir o fluxo, senão o cara surtava. Ontem ele até me beijou no surto!
Mesmo assim, ele resmungou: “Então vai dormir, porra, para de ficar aí parado. Tenho que secar o cabelo, tô morrendo de frio.”
Xin Tao não se mexeu. Li Jinhang pegou o secador, vigiando a sombra pelo canto do olho. Nem precisava secar o cabelo curto, era só pra manter a pose. Mas agora estava morrendo de medo. Ficou ainda mais irritado.
Desde que ele fingiu secar o cabelo até voltar para o quarto de hóspedes, Xin Tao ficou ali parado o observando, até ele tentar fechar a porta.
Com um estalo, Xin Tao abriu a porta e o puxou de volta.
“O que foi agora?!”
“Dormir.”
“Não consegue dormir sozinho? Quer que o papai cante pra você?”
“Cante.”
“……”
Sendo usado como travesseiro humano, Li Jinhang não ousava se mexer. Vai que o Taozi resolvia beijá-lo de novo? Os lábios eram macios… mas ele tinha que guardar a boca para sua futura noiva! O parceiro logo pegou no sono pesado. No escuro, as feições de Xin Tao pareciam mais suaves; seus olhos amendoados, que sempre atraíam as pessoas, pareciam românticos mesmo fechados. Seus lábios rosados pareciam balas de goma; ele já tinha provado, não eram doces…
Droga, ele é bonito pra caralho.
Só perde um pouco pra mim.
Na manhã seguinte, Xin Tao não estava lá. Li Jinhang não fazia ideia de quando ele voltara para o próprio quarto. O sono deles era oposto: um parecia estar em coma, o outro vivia perambulando.
Ao sair, viu Xin Tao na mesa lendo notícias. O amigo sorriu: “Eu me comportei ontem?”
Li Jinhang mostrou o dedo do meio: “… Comportou o caramba!”
“Hum?” Xin Tao olhou para baixo. “Até que ele se comportou, se não eu sentiria.”
Li Jinhang: “… PQP!”
Mais um dia de mau humor.
Desde aquele dia, Li Jinhang não teve uma noite de sono completa.
No primeiro dia, ele sugeriu trocar de quarto. Achou que se Xin Tao ficasse no quarto principal, pararia de perambular. Xin Tao aceitou, e naquela noite tirou Li Jinhang da cama de hóspedes e o levou para o quarto principal para dormirem abraçados.
Li Jinhang: … Não era o quarto? Ele precisa abraçar algo para dormir?
No segundo dia, ele comprou um urso de pelúcia de dois metros. Xin Tao elogiou sua atenção, mas à noite levou Li Jinhang de volta para a cama principal e os três — ele, Xin Tao e o urso — dormiram juntos. De manhã, Li Jinhang acordou irritado e jogou o urso longe. Xin Tao o recolheu e colocou na cabeceira da cama de hóspedes.
No terceiro dia, ele decidiu trancar a porta do quarto de hóspedes. Xin Tao não se opôs, mas à noite quase arrombou a porta com chutes. Li Jinhang desistiu e foi ele mesmo para o quarto principal: “Você venceu, me deixa dormir em paz, por favor!”. Xin Tao o abraçou apertado.
Li Jinhang: Droga! Pior que… é quentinho… e o cheiro dele é bom…
No quarto dia, Li Jinhang finalmente desconfiou. No meio da aula, virou-se subitamente: “Taozi, você sonâmbulava todo dia antes?”
Xin Tao: “Hum?”
Nota do Autor:
O autor cruza as pernas e diz: “Eu escrevo muito, hein. Confiança pura. [imagem_confiante.jpg]“
(Amanhã o extra desses dois deve acabar, se eu não estiver errado.)
Capítulo 71
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Perdi meu disfarce na frente do colírio da escola
【Completo + Extras】
He Yu sofre de Desordem de Feromônios Ômega.
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