Perdi meu disfarce na frente do colírio da escola

Capítulo 57

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Capítulo 57 

Na manhã de sábado, o alarme de He Yu, que tocava a música “O Leste não brilha, o Oeste brilha”, foi forçado a calar-se. Sua já fraca força de vontade desmoronou completamente, e a ostentação da noite anterior — “Vou acordar às cinco e meia para revisar” — morreu junto com o toque. 

Chu Yi acordou naturalmente às seis. Ao abrir os olhos, deu de cara com o rosto sonolento de He Yu, com o cabelo bagunçado colado na cabeça. A franja, que ele costumava pentear para cima, tinha crescido tanto sem que percebessem que já cobria seus olhos. As pontas do cabelo perto da orelha estavam amassadas, dando um ar naturalmente ondulado, como um cachorrinho de pelo encaracolado pronto para brincar. 

Ele saiu da cama com cuidado, ajeitou a coberta do “cachorrinho”, mas, como esperado, He Yu a chutou em menos de três segundos. Após a marcação temporária, He Yu estava cada vez mais resistente ao frio. Ficando cada vez mais parecido com ele. Um bom sinal. 

O Alfa, de ótimo humor, lavou o rosto, escovou os dentes e amarrou o avental rosa de patinho amarelo que He Yu comprara recentemente no supermercado. Quando terminou de cortar os legumes e ia levá-los ao fogo, percebeu que o sal também tinha acabado. Ontem à noite não compraram nem o vinho de cozinha, nem o sal. 

Ele secou as mãos, voltou ao quarto, pegou um post-it rosa, escreveu o recado e, após pensar um pouco, colou-o na cabeceira de He Yu. Para ele não acordar, ver que o namorado sumiu e chamar a polícia. Chu Yi riu sozinho ao pensar nisso. 

Ele pegou as chaves e foi a pé até o pequeno mercado no prédio em frente. Aproveitaria para comprar um saco de açúcar… 

Quando He Yu acordou, o lugar ao seu lado já estava frio. O namorado não se sabia quando tinha levantado; tão rico e, ainda assim, tão aplicado. Ele se esparramou na cama, envergonhado, e suspirou: Ah, eu sou realmente um inútil com um namorado gato e cheio da grana. 

Ficou deitado um tempo sem ouvir barulho lá fora. Levantou-se preguiçosamente, bagunçando o cabelo e arrastando os chinelos. “Irmão? O que está fazendo?” 

Ninguém respondeu. Ele abriu a porta e foi até a cozinha, gritando enquanto caminhava: “Irmão, você acordou cedo para estudar escondido de mim? Isso não é ético, camarada.” 

Só após terminar a frase e não obter resposta é que a mente sonolenta de He Yu processou — o irmão não estava ali. Ele estava sozinho em casa. 

Pqp? Cadê ele? 

Sentindo um aperto no peito, correu de volta ao quarto. Sua intuição falhou por dois minutos, mas ele acabou encontrando o recado. O post-it estava na cabeceira, com uma caligrafia bonita e despojada. 

【O tempero acabou, fui comprar.】 

He Yu suspirou de alívio e colou o post-it cuidadosamente em seu caderno de matemática — a maior parte das anotações ali não eram dele, mas tinham a mesma caligrafia do recado. Ultimamente o namorado andava sobrecarregado, tendo que fazer anotações em dose dupla. 

Ele não deu muita importância, foi ao banheiro lavar o rosto e, já mais desperto, voltou ao quarto para pegar o celular e dar uma olhada nas notícias enquanto escovava os dentes. Se não olhasse os assuntos do momento todo dia, sentia que perderia algum evento histórico; parecia que a sociedade colapsaria sem sua supervisão. 

He Yu navegava com ironia até que parou em um título: #Em que momento você percebeu que seus pais estavam realmente te destruindo#. Ficou encarando por um tempo, mas não clicou. Antigamente, ele jamais daria atenção a esse tipo de notícia, afinal, nem sabia como eram seus pais, mas a mãe de Chu Yi… Para ser sincero, He Yu esperava que ela fosse internada em um hospício para uma avaliação séria; se ela não tivesse um parafuso a menos, ele se jogaria no rio da cidade. 

Terminou de ler as notícias e de escovar os dentes. Sem nada para fazer, sentou-se à mesa e folheou a apostila de Chu Yi. A letra era como o dono: firme, angulosa, com traços marcantes. Era agradável de ver. Além disso, Chu Yi não tinha o hábito de fazer rascunhos ao lado das questões, nem sequer sublinhava os enunciados; as páginas eram tão limpas que pareciam copiadas. 

He Yu ficou ali admirando o material por um tempo até que, subitamente, despertou para a realidade. 

Ele já estava enrolando há um bom tempo e Chu Yi ainda não tinha voltado. Para comprar itens domésticos, bastava ir ao mercadinho no térreo do prédio em frente; ida e volta não levariam nem cinco minutos, e He Yu já estava acordado há pelo menos vinte. 

Sentindo um vazio no estômago, He Yu teve um mau pressentimento. Sem pensar em mais nada, pegou o celular e ligou para Chu Yi. O toque do aparelho ressoou dentro do quarto. 

Ele não levou o celular. 

He Yu, sem nem trocar de roupa, saiu às pressas enquanto mexia no próprio celular para se acalmar. Em uma distância tão curta, é normal não levar o celular. Talvez esteja batendo papo com a dona do mercado, tipo: “Já vai ter prova, né? Você é o namorado do He Yu, né? Sua família é do sul da cidade, né?”… 

Isso, está batendo papo. 

Ao sair, por algum instinto, ele pegou os itens que usava no trabalho. Sem ter onde esconder, enfiou-os nos bolsos do pijama. Saiu a passos largos. Era manhã de sábado, o condomínio estava deserto. He Yu nem trocou os calçados, foi de chinelo mesmo em direção ao mercado. 

Ao chegar entre os dois blocos, seu sexto sentido o fez parar. Os pelos da nuca se arrepiaaram. O instinto treinado em anos de briga dizia: tem gente te vigiando. Muita gente. 

Sua mão direita tateou o bolso instintivamente, mas ele se conteve. Frente, trás, esquerda, direita. Cerca de dez pessoas. Todos Alfas corpulentos, vestidos de preto, com bonés e segurando armas. He Yu conhecia quase todos que trabalhavam nesse ramo na cidade de Tongyan; mas ali não havia nenhum conhecido. Eram todos rostos novos. 

Gente de fora. Jiang Yiyun realmente o investigara a fundo. 

He Yu torceu o canto da boca. Que porra de sábado emocionante. Acabara de pedir demissão e já recebia um presentão desses. 

“De onde vocês são, irmãos?” O tom de He Yu era descontraído, mas suas costas e panturrilhas estavam tensas como um arco pronto para disparar. “Talvez seja um mal-entendido. Quem vocês estão procurando?” 

Nenhum dos dez respondeu. Eles apenas fecharam o cerco com agilidade. Tinham certeza de quem ele era; não pretendiam conversar. As coisas iam complicar. 

“Ei, vocês viram um cara bonitão por aí? O filho da cliente de vocês. Ele está bem?” Pelo canto do olho, He Yu viu um homem levantar o braço. 

Ele franziu o cenho e, no segundo seguinte, esquivou-se com agilidade de uma paulada. O bastão de ferro cortou o ar; He Yu chegou a ouvir o zunido. Se aquilo o atingisse… seu ombro estaria estraçalhado agora. 

Jiang Yiyun queria matá-lo, aquela louca tinha perdido o juízo de vez! Droga! 

Ele apertou alguns comandos rápidos no celular. Algumas mensagens e sua localização foram enviadas automaticamente, mas a preocupação continuava. Onde estava Chu Yi? Ele estaria em perigo? Jiang Yiyun não seria louca a ponto de atacar o próprio filho— 

“Vou preparar o último caminho para você” “Se você ainda tiver uma chance” 

…… 

“Jiang Yiyun, sua desgraçada!” He Yu entendeu tudo. Em um instante, a fúria o incendiou por completo, e a última réstia de razão ligada a “Chu Yi” se rompeu. 

Os dez homens avançaram ao mesmo tempo. Ele ignorou quem vinha por trás e avançou direto no que estava mais perto. Esquivou-se de uma facada, sua mão direita deslizou pelo bolso lateral e, no segundo seguinte, uma adaga foi cravada com força no ombro do homem. He Yu não hesitou: segurou o cabo e puxou para baixo com violência, rasgando metade da articulação do ombro. A ferida aberta parecia uma boca escancarada, sangrenta e aterrorizante. 

O homem caiu gritando, segurando o braço ensanguentado. He Yu não parou. Enquanto os outros nove ainda processavam a brutalidade do golpe, ele agarrou o mais próximo e cravou a faca em seu abdômen. Ao retirá-la, o sangue espirrou nele, tornando as estampas de desenho animado de seu pijama macabras. 

Em menos de trinta segundos, dois estavam no chão. Gritos de dor ecoavam. He Yu ouviu o som de janelas abrindo e fechando no prédio. Ele só precisava resistir até alguém chegar — se era a polícia ou outra pessoa, não importava. Precisava aguentar. E depois, encontrar Chu Yi. 

Com dois a menos, os outros oito pararam de subestimá-lo. Os golpes tornaram-se precisos e cruéis, cada movimento visando matá-lo. He Yu logo foi ferido; ele era humano, não um deus. Aqueles homens eram treinados. Em termos de feromônios, ele estava em pé de igualdade, mas a vantagem numérica era esmagadora. A torrente de feromônios Alfa misturada ao caos de facas e bastões vindo de todos os lados não lhe dava tempo para pensar; ele reagia por puro instinto. 

Levou uma pancada nas costas, outra na cintura, e sentiu o braço ser atingido também. Doía. Uma dor explosiva que fazia suas mãos tremerem, mas ele não podia parar. Aquilo não era uma briga de rua de adolescentes onde você foca em um para descarregar a raiva e aceita ir para o hospital em troca. Aqueles caras estavam ali para tirar sua vida; se ele caísse, seria pisoteado até a morte. 

Ele não tinha apenas medo de morrer; temia por Chu Yi. Se Jiang Yiyun ousasse encostar um dedo nele, He Yu voltaria do inferno para acabar com ela!!! Louca do cacete!!! 

 

Do outro lado, a situação de Chu Yi não era nada melhor. Diante dele estavam dezenas de Betas. Jiang Yiyun sabia que Alfas não conseguiriam contê-lo, e conhecia a fraqueza do filho: alergia a álcool. 

Os Betas começaram jogando bebida forte diretamente sobre ele. O álcool concentrado foi absorvido pelos poros; Chu Yi não caiu, mas sua pele parecia estar em chamas e seu estômago revirava em protesto fisiológico. 

Jiang Yiyun observava de perto. Via o próprio filho, desarmado, lutando desesperadamente contra aquele grupo de Betas como um animal selvagem que não fora domado. 

“Volte comigo agora e eu te perdoarei,” disse Jiang Yiyun, vestindo um terno impecável, como uma mãe que acabara de sair do escritório para dar um corretivo no filho. Seu rosto bem cuidado transbordava uma compaixão condescendente. “O castigo educa. Eu achava essa frase rude antigamente, mas vejo que tem sua verdade.” 

Ela parecia ignorar as feridas de Chu Yi, gritando ordens: “Só com a dor se conhece o medo! Só com o ferimento vem o arrependimento! Só vendo o sangue é que se percebe o erro! Chu Yi, você é como seu pai, um animal! Alguém que pensa com o que tem entre as pernas! Você traiu esta família por causa daquele Ômega! Traiu a mim! Se não for pelo rigor, você não será ninguém!” 

A expressão de Jiang Yiyun era maníaca; nem a maquiagem escondia a loucura. Ela apontou para Chu Yi com um gesto nervoso: “Batam nele! Batam com força! Animais não entendem palavras, só entendem o golpe! Se morrer, morreu! De que serve um bicho desobediente?!” 

Chu Yi agarrou um Beta pelo colarinho, ergueu-o com força e o arremessou contra a parede. O homem, antes agressivo, caiu como um trapo velho e não se mexeu mais. Os outros ao redor recuaram um passo. 

Um Alfa Super S não era um homem, era uma fera. Já haviam derrubado mais de dez homens; só conseguiam cercá-lo pela superioridade numérica. E aquela mulher louca mandava matá-lo, sendo ele seu próprio filho? 

Um espaço se abriu ao redor de Chu Yi. Ele virou o rosto, encarando Jiang Yiyun diretamente. Seus olhos estavam injetados, sua voz rouca e profunda, como se estivesse suprimindo algo com esforço descomunal: “Vou perguntar uma última vez: onde está o He Yu?!” 

Jiang Yiyun o observou por um instante, pegou o celular, deu uma olhada e sorriu levemente. Ajeitou o cabelo com elegância e disse calmamente: “Já deve ter passado tempo suficiente. Ele deve estar bem morto agora. Venha logo com a mamãe para casa, o conflito está resolvido. Ouça—” 

Antes que ela terminasse, os feromônios de Alfa Super S, antes contidos, explodiram como uma bomba. O oceano gélido e furioso rompeu-se como um iceberg colidindo contra o mar. O ar tornou-se um azul-gelo visível, sufocante para qualquer Alfa ou Ômega presente. Como uma fera ancestral enfurecida, ele mostrou as presas para estraçalhar aquelas formigas. 

Todos os Alfas e Ômegas no local, incluindo Jiang Yiyun, sentiram a vista escurecer e a respiração falhar. Foram forçados a cair de joelhos, segurando o peito; o gosto metálico subiu e eles vomitaram sangue. A pressão esmagava os órgãos internos; o secretário Alfa, de constituição comum, caiu com os sete orifícios da face sangrando, sem sinais de vida. 

Jiang Yiyun olhou para Chu Yi incrédula. Ignorando o sangue que escorria de seu nariz, ela gritou como uma louca: “Você ousa me atacar?! Atacar sua própria mãe?! Animal! Animal! Bicho selvagem! Você é—” 

Toda a elegância daquela mulher se transformou em demência. Caída no chão, com o cabelo desgrenhado, parecia um espírito vingativo saído do inferno. Repugnante e insana. 

Chu Yi fixou o olhar no Beta mais próximo. Uma expressão de crueldade sombria, nunca vista antes, tomou seu rosto. Sua voz rouca soou como uma sentença de morte: “Onde está He Yu?” 

O Beta não sentia os feromônios, mas não era cego. Via os corpos caídos de Alfas e Ômegas; o cenário era de um massacre brutal. Aquele era o poder de um Alfa Super S, a verdadeira opressão de classe. Ninguém escapava. Matar, para ele, era como esmagar um inseto. 

“Na… na casa de vocês… tem… tem gente lá…” 

No segundo seguinte, o Alfa havia sumido. Apenas o cheiro de sangue no ar restava para contar o que acontecera ali. 

 

Quando He Yu levou uma pancada atrás do joelho e caiu, sua mente só processou uma coisa: acabou. Tudo o que pôde fazer foi proteger a cabeça com os braços e se encolher no chão. 

“PUM!” O som do cano de ferro batendo contra o osso. Seu pulso parecia ter explodido; a dor era tamanha que ele cerrou os dentes com força, as lágrimas saltando dos olhos. Ele repetia para si mesmo: não solte a cabeça, não solte… 

Quando o segundo golpe veio, ele estava pronto para perder uma mão para salvar a vida, mas o zunido parou subitamente acima dele. 

“CLANG!” O bastão de ferro caiu no chão. 

Em seguida, veio o aroma familiar. Como um tsunami ou o retorno de uma era glacial, a temperatura despencou e uma pressão aterrorizante envolveu o ambiente. Exceto por He Yu, os outros dez Alfas caíram no chão em convulsão antes de apagarem. Diante de um Alfa Super S fora de controle, ninguém tinha chance. 

He Yu sentiu o corpo ficar leve. Foi erguido com urgência e cuidado. A voz trêmula de Chu Yi ecoou acima dele: “… He Yu? He Yu?” 

He Yu usou o que restava de suas forças para agarrar a roupa dele como se fosse sua única salvação. Com a voz falha e tremendo de dor, tentou abrir os olhos: “Irmão… você… está bem?” 

“Estou bem, vamos para o hospital.” O corte de faca no pescoço de Chu Yi sangrava sem parar; seus braços e costas também estavam feridos, mas ele agia como se não sentisse nada. Ele corria para fora do condomínio com He Yu nos braços, a voz oscilando violentamente: “Aguente firme… vamos… para o hospital…” 

He Yu tentou estancar o sangue no pescoço dele, mas o movimento fez a dor no pulso ser insuportável; ele apenas conseguiu morder os lábios para não gritar. O pulso parecia destruído. 

Ao longe, ouviu sirenes de polícia, ambulâncias e vozes confusas, o que deixou sua mente ainda mais turva. Talvez fosse a dor, ou talvez o bastão tivesse atingido sua cabeça apesar da proteção. Ele sentia tontura e náuseas, o corpo todo tremendo. 

He Yu tentou levantar o olhar. Em sua visão embaçada, o portão do condomínio estava cercado por policiais armados e médicos, todos com expressões tensas. Chu Yi continuava avançando como se não visse ninguém. Os policiais da linha de frente sacaram as armas: “Alfa, solte o Ômega agora! Vamos socorrer os feridos, colabore!” 

Chu Yi ignorou o comando. Com os olhos vermelhos, seus feromônios avançaram contra eles. 

“Irmão!” He Yu, ignorando a dor na mão, segurou-o. Com a voz arrastada, tentou acalmá-lo: “Está… tudo bem… é a polícia… vieram ajudar… me coloca no chão.” 

As palavras eram entrecortadas, mas Chu Yi as entendeu. Ele parou e recolheu os feromônios. Mas seus braços continuavam apertando He Yu com força, a mandíbula travada, os músculos tremendo em um estado de colapso iminente. Um Alfa Super S fora de controle era um risco comparável a um ataque terrorista; os policiais estavam em alerta máximo. 

He Yu o abraçou de volta, mas sua consciência se esvaía; usava seu último fôlego para segurar os braços de Chu Yi. 

Médicos aproximaram-se com cautela, escoltados por policiais. Uma médica Ômega disse com voz suave: “Vocês estão feridos, é grave. Eu sou médica, não vou machucá-los. Não vamos separá-los. Vocês serão tratados juntos, ficarão no mesmo quarto, na mesma cama, sempre perto um do outro, ok?” 

Chu Yi a observava com um olhar rígido, a razão lutando contra o instinto. Os feromônios reprimidos à força causavam danos internos visíveis. Sangue começou a escorrer do nariz do Alfa, seus braços tremiam. Vendo que ele cedia, a médica insistiu: “Seu Ômega está machucado. O ferimento no braço dele é sério e precisa de cuidado imediato. Pode levá-lo ao hospital conosco?” 

Chu Yi hesitou, olhou para o Ômega frágil em seus braços e assentiu lentamente. Médicos e policiais suspiraram aliviados enquanto os conduziam à ambulância. Chu Yi não soltou He Yu nem por um segundo; mesmo a dor intensa de ter seus próprios ferimentos limpos e suturados na ambulância não o fez vacilar. Ele nunca perdera o controle antes e não sabia o que fazer, exceto uma coisa que seu coração gritava: segure o He Yu, não deixe que ele suma de novo! 

 

Hospital, sexto andar. Policiais armados guardavam o corredor diante do último quarto. Investigadores do Centro de Controle de Feromônios e alguns amigos dos rapazes esperavam do lado de fora. 

Dentro do quarto, o Alfa finalmente soltou o Ômega, mas deitou-se ao lado dele, segurando firmemente a ponta de sua blusa. Ambos estavam enfaixados como múmias, recebendo soro. Pareciam duas roupas velhas cheias de remendos. He Yu, após a anestesia, olhou para Chu Yi uma última vez antes de apagar. Chu Yi, apesar de ter recebido uma dose tripla de sedativos, não conseguia fechar os olhos nem por um segundo. 

O médico saiu do quarto em silêncio. Alguém se aproximou para perguntar, mas ele fez sinal de silêncio e indicou para conversarem mais longe. 

“O colapso de um Alfa Super S é perigoso para ele mesmo, especialmente quando envolve seu Ômega. O estado mental dele está frágil agora,” explicou o médico aos policiais. “Não fiquem tão perto da porta, isso o deixa inseguro.” 

Todos recuaram. 

“Doutor, como eles estão? O He Yu… o Ômega, ele bateu a cabeça? E a mão? Eu vi sangue!” Yuan Li aproximou-se desesperado, com os olhos vermelhos. Ao saber do ocorrido, ele correu para o condomínio, avisou Xin Tao e os outros, e veio direto para o hospital. 

“Não há trauma craniano grave. O ferimento no pulso foi feio, mas com tratamento não haverá sequelas,” acalmou o médico. Depois, dirigiu-se aos investigadores: “A perda de controle de um Alfa Super S é rara. Não é como o uso comum de feromônios. Não temos registros de colapsos seguidos em curto prazo. É melhor esperarem o Ômega acordar para tentarem falar com ele.” 

Os investigadores assentiram. Sabiam que, naquele estado, apenas o Ômega poderia acalmar o Alfa. Com a polícia ali, a segurança estava garantida; não precisavam ter pressa. 

Após o médico passar as informações técnicas, os oficiais se retiraram. Os amigos finalmente puderam perguntar. 

“Doutor, quando podemos entrar?” perguntou Xin Tao. 

“Quando a polícia vai embora? Estão tratando as vítimas como se fossem criminosos!” reclamou Li Jinhang. 

“O fato do He Yu ter sido exposto a tantos feromônios estranhos terá algum efeito?” quis saber Yuan Li. 

Cheng Haoyan apenas observava, esperando a resposta. 

O médico respondeu pacientemente: “Vocês são colegas deles, certo? Poderão entrar assim que o paciente Ômega acordar, mas acompanhados por um médico. A polícia está aqui para evitar que o Alfa perca o controle novamente, o que seria perigoso para ele e para os outros, dado o seu estado físico atual. E quanto aos feromônios, como o Alfa dele está ao lado o tempo todo, o Ômega não será afetado.” 

Todos suspiraram de alívio. 

 

Nota do Autor:  

O autor usa sua caneca de chá como escudo e sussurra: Ontem eu disse que não postaria tanto, mas quebrei a promessa. Peço desculpas aos queridos, não vai se repetir (mentira). 

(Ai, doeu escrever isso, que autor cruel… Ah, sou eu. Calma, o Chu Yi logo estará livre e a vida feliz virá!) 

Capítulo 57
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【Completo + Extras】

He Yu sofre de Desordem de Feromônios Ômega.

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Chapters

  • Extra
      • Capítulo 75 Extra: A Casinha Feliz do Grande A 
      • Capítulo 74 Extra: Cheng Haoyan X Yuan Li 
      • Capítulo 73 Extra 4: Xin Tao X Li Jinhang 
      • Capítulo 72 Extra 3: Xin Tao X Li Jinhang 
      • Capítulo 71 Extra 2: Xin Tao X Li Jinhang 
      • Capítulo 70 Extra: Xin Tao X Li Jinhang 
  • Historia Principal
      • Capítulo 69 [Fim da História Principal] 
      • Capítulo 68
      • Capítulo 67
      • Capítulo 66
      • Capítulo 65
      • Capítulo 64
      • Capítulo 63
      • Capítulo 62
      • Capítulo 61
      • Capítulo 60
      • Capítulo 59
      • Capítulo 58
      • Capítulo 57
      • Capítulo 56
      • Capítulo 55
      • Capítulo 54
      • Capítulo 53
      • Capítulo 52
      • Capítulo 51
      • Capítulo 50
      • Capítulo 49
      • Capítulo 48
      • Capitulo 47
      • Capítulo 46
      • Capítulo 45
      • Capítulo 44
      • Capítulo 43
      • Capítulo 42
      • Capítulo 41
      • Capítulo 40
      • Capítulo 39
      • Capítulo 38
      • Capítulo 37
      • Capítulo 36
      • Capítulo 35
      • Capítulo 34
      • Capítulo 33
      • Capítulo 32
      • Capítulo 31
      • Capítulo 30
      • Capítulo 29
      • Capítulo 28
      • Capítulo 27
      • Capítulo 26
      • Capítulo 25
      • Capítulo 24
      • Capítulo 23
      • Capítulo 22
      • Capítulo 21
      • Capítulo 20
      • Capítulo 19
      • Capítulo 18
      • Capítulo 17
      • Capítulo 16
      • Capítulo 15
      • Capítulo 14
      • Capítulo 13
      • Capítulo 12
      • Capítulo 11
      • Capítulo 10
      • Capítulo 9
      • Capítulo 8
      • Capítulo 7
      • Capítulo 6
      • Capítulo 5
      • Capítulo 4
      • Capítulo 3
      • Capítulo 2
      • Capítulo 1

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