Capítulo 73
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Capítulo 73 Extra 4: Xin Tao X Li Jinhang
Chu Yi tirou um print da resposta de Li Jinhang, saiu do chat e enviou para Xin Tao.
Pato Mergulhador?: Continue se esforçando.
Soda de Pêssego do Tao Tao: Estou me esforçando.
Pato Mergulhador?: É melhor ir devagar com esse tonto; se ele se irritar, ele foge.
Soda de Pêssego do Tao Tao: Eu sei, mas se eu não correr, alguém pode acabar levando ele embora.
Xin Tao largou o celular, levantou-se, vestiu a roupa e massageou as têmporas. Li Jinhang era um homem extremamente tradicional, conservador e hétero; sem uma “dose forte”, seria impossível fazê-lo abrir os olhos, mesmo que fosse apenas uma fresta.
Ele caminhou até a porta do quarto de hóspedes, bateu de leve e disse baixo: “Hang’er, desculpa.”
Sem resposta. Ele bateu de novo: “Vou pedir folga para você.”
A porta foi aberta num solavanco. Li Jinhang estava com o rosto e o pescoço em brasas, sem coragem de encará-lo. Gritou de cabeça baixa: “Pedir folga o cacete! Que motivo você daria?!”
“A gente não vivia pedindo folga antes?” Xin Tao tentou confortá-lo. “Digo que você pegou um resfriado, ou que eu peguei.”
“Eu não estou resfriado!” Li Jinhang retrucou, marrento. Ele nem sabia por que estava sendo tão teimoso; no fundo, não queria pisar fora de casa para ir à escola, mas não queria que Xin Tao pedisse a folga.
“Então sou eu. Eu peguei um resfriado,” Xin Tao seguiu o fluxo.
“Você que pegou!” Li Jinhang arfava, olhando para o nada, sem ousar fixar a vista nele.
“Hum,” Xin Tao hesitou por um segundo e perguntou suavemente: “Ontem à noite eu…”
“Você, porra… você ainda tem coragem de perguntar!” Li Jinhang, como um tigre que teve a cauda puxada, fuzilou-o com o olhar, com os olhos vermelhos. “Eu só fui tomar um banho, porra… eu só queria tomar um banho…”
“Eu… eu invadi o banheiro?” perguntou Xin Tao.
“Pqp! Pensa você mesmo!” Li Jinhang esbarrou nele ao passar e foi direto para a cozinha. Abriu a geladeira, pegou duas latas de cerveja e começou a virar uma desesperadamente.
Que burrice, eu acabei contando! Como vou conseguir olhar na cara dele de agora em diante? No grupo, além do “aberração” do Chu Yi, ele era o mais foda; mas ontem fora dominado por Xin Tao, e sua moral foi parar no lixo!
Subitamente, a cerveja foi retirada de sua mão. Li Jinhang ia xingar, mas ao ver Xin Tao, perdeu a pose. A vergonha não diminuíra, mas as memórias ficavam cada vez mais nítidas…
“Beba depois de comer; beber gelado de estômago vazio dá dor,” disse Xin Tao, colocando a lata de lado. Ele abriu a geladeira para aliviar o constrangimento. “O que quer comer agora de manhã? Arroz frito? Ainda tem quatro ovos. Daqui a pouco peço para a empregada trazer compras, as coisas acabaram.”
Sem resposta. Xin Tao inclinou a cabeça: “Hum? O que quer comer?”
Li Jinhang cerrou os punhos e hesitou muito antes de levantar a cabeça. Como se tomasse uma decisão de vida ou morte, encarou-o entre dentes: “Aquele negócio, Taozi… você… você por acaso…”
Xin Tao largou o que estava fazendo e olhou para ele: “O quê?”
“Você tem tendências homossexuais?” Li Jinhang disparou a pergunta de uma vez. Sem saber o que fazer com as mãos e os pés, continuou na marra: “Você andou sonambulando e me beijou esses dias… e ontem à noite você, você, você…”
Xin Tao já sabia onde ele queria chegar, mas continuou perguntando: “Eu o quê?”
Li Jinhang ficou com o rosto roxo, mas não conseguiu dizer “você me chupou”. Parte era vergonha, parte era medo de Xin Tao achar aquilo nojento. Como Xin Tao estava inconsciente e ele, lúcido, não o impedira com todas as forças, ele sentia que também tinha culpa — e não era pouca.
Não conseguia dizer.
Xin Tao aproximou-se, afagou a cabeça dele e colocou as mãos em seus ombros, dando um aperto gentil: “Pode falar, eu aguento.”
“Você,” Li Jinhang engoliu em seco, desviando o olhar após um segundo de contato visual, “você não pode achar… não ache que é nojento.”
Outra bobagem. Como não seria nojento? Ele só dizia bobagens.
“Não vou achar,” garantiu Xin Tao.
Li Jinhang fechou os olhos e soltou tudo: “Eu estava no banho gelado, você chutou a porta, eu fui burro e abri… você entrou, me beijou e depois… depois me fez sexo oral… Pqp, eu travei na hora! Eu… não foi por mal que não te acordei… você não acordava de jeito nenhum… eu tentei te empurrar, não foi de propósito, porra, eu—”
Xin Tao estagnou. Não esperava que ele fosse contar. No segundo seguinte, ele o abraçou, dando tapinhas nas costas dele e sussurrando em seu ouvido: “Desculpa, erro meu. Não te culpo, a culpa é minha…”
Li Jinhang ficou rígido, mas acabou abraçando-o de volta com força. Seus braços tremiam. Ele não queria aceitar a realidade, mas não parava de questionar; com a cabeça a mil, ele perguntou: “Você… você deveria ver um médico. Homossexualidade tem… tem que ser corrigida!”
Xin Tao travou, levantou o olhar e perguntou baixo: “Corrigida?”
“Ah, não estou dizendo que você é louco!” Li Jinhang tentou explicar, em pânico. “Não acho que você tenha defeito nem nada, é que… somos irmãos, isso é errado. Você tem que casar um dia, não pode… não pode ser homossexual. Como vai explicar para o Tio Xin e os outros? Tem cura, com certeza tem! Você nem percebeu ainda, só faz isso sonâmbulo, não é grave! Tem cura!”
“É?” Xin Tao o soltou e voltou a pegar as coisas na geladeira, sem expressão. “Não estou com muita vontade de me tratar.”
“Não pode!” Li Jinhang aproximou-se, ansioso. “Senão você está ferrado!”
“Por que ferrado?” Xin Tao riu. “Estou muito bem agora.”
“Agora eu entendi por que você nunca ligou para Ômegas!” Li Jinhang estava agoniado. “Você nem percebeu que tinha algo errado!”
“Você também nunca ligou,” Xin Tao começou a cortar um tomate com habilidade. “Tomate com ovos?”
“Tanto faz,” Li Jinhang aproximou-se de novo. “Eu só não encontrei ninguém que eu gostasse ainda. Não é a mesma coisa; você é que não gosta de Ômegas.”
“E então?” Xin Tao olhou para ele. “Você acha que todo homossexual deve ser corrigido?”
“E não é óbvio?” Li Jinhang retrucou. “Alfas devem gostar de Ômegas!”
“E se um Alfa gostasse de você?” Xin Tao fez uma pausa. “Você…”
“Eu descia a porrada nele!” Li Jinhang esfregou o braço com uma careta de nojo. “Que coisa asquerosa.”
O coração de Xin Tao afundou. Uma dor aguda o atingiu. Após um tempo, ele perguntou: “E se um Alfa gostasse de mim?”
“Não pode!” Li Jinhang aumentou o tom de voz, encarando-o. “Por que ele gostaria de você?! Ele só ia… ia querer seu rosto bonito! Ou seu dinheiro! Não seja tonto de acreditar em qualquer um, não tem tanta gente boa no mundo!”
Xin Tao arqueou a sobrancelha, provocando: “E se ele existisse? Talvez eu ficasse com ele.”
“Ficasse o cacete!” Li Jinhang segurou o braço dele. “Você… você é lerdo, não ia perceber as intenções do cara! Ninguém presta lá fora, não vai sair procurando. Além disso, o Tio Xin e a Tia—”
“Eles não se importam com a minha orientação,” Xin Tao deu um tapinha na mão dele, sorrindo. “Deve ter alguém assim na escola. Vou procurar com calma, e a gente até pode morar junto, aí você me vigia para eu não fugir.”
“Morar junto?!” Li Jinhang estupefato. “Você não mora aqui? Com quem você vai morar?!”
“Com um namorado,” Xin Tao riu. “Ué, você pode ter uma namorada Ômega e eu não posso ter um namorado Alfa? Injusto, não acha?”
“……” O rosto de Li Jinhang alternava entre o vermelho e o pálido. Por fim, rangeu os dentes com os olhos injetados: “Você, porra… você está me enganando de novo!”
“… Hum?” Xin Tao parou, tocou o canto do olho dele e perguntou baixo: “Por que está chorando? Quando foi que eu te enganei?”
“Quem está chorando, porra!” Li Jinhang afastou a mão dele e limpou o rosto bruscamente. Encarou o outro com fúria, como um animal encurralado que mostra as presas sem ter força para atacar. “Você disse que ia morar aqui! Você jurou que ia ficar! E agora diz que vai embora… você só sabe mentir! Acha que o pai aqui é dono de hotel, porra?! Você está me fazendo de palhaço!”
Se eu não fizer isso, como você vai acordar? Xin Tao suspirou: “Se eu ficar, vou acabar te tocando à noite. Você ficou morrendo de medo ontem.”
Li Jinhang calou-se.
“Vou me mudar hoje. Não esperava fazer o que fiz, talvez eu esteja muito reprimido,” Xin Tao comentou com ironia.
“Mudar para onde? O que é ‘reprimido’?” Li Jinhang perguntou com uma inocência genuína. “Por que reprimido?”
“Já sou um Alfa quase adulto. Eu tenho desejos, preciso extravasar,” explicou Xin Tao com paciência.
“Extravasar com quem?!” Li Jinhang o agarrou pelo colarinho, subitamente astuto. “Você não vai trazer gente estranha para casa para… para fazer AQUILO, vai?!”
Xin Tao não negou. Li Jinhang o encarou por um tempo e, como não houve resposta, explodiu:
“Você, porra!” Li Jinhang arfava. Ele o segurou e começou a arrastá-lo.
“Onde vamos?” Xin Tao deixou-se levar.
Li Jinhang não respondeu. Empurrou-o para dentro do quarto, fechou a porta e segurou a maçaneta por fora com força, gritando: “Você não vai a lugar nenhum! Não vou deixar você sair para procurar nenhum idiota estranho, porra!”
Xin Tao olhou para a porta. Como ele não percebe? “Vai me manter preso para sempre?”
“Vou!” O peito de Li Jinhang subia e descia. Sua mão tremia na maçaneta, sua visão embaçou, mas ele se recusava a chorar. Ele não sabia por que, mas ouvir que Xin Tao procuraria outra pessoa o estraçalhou. Seu coração doía fisicamente; nada parecia certo. Uma voz interna dizia para não pensar sobre isso, então ele apenas concluiu que não queria ver o amigo no “mau caminho”. Como irmão, ele tinha que impedir! Não podia deixá-lo sair. Se ele saísse… não voltaria mais.
“Mas eu ainda preciso sair,” disse Xin Tao, encostado na porta. “Por que quer me prender? Você sabe o que eu faria com você se ficasse. Você não suporta a ideia, suporta? Um homossexual te tocando e beijando… é nojento, não é?”
“……” Li Jinhang não soube o que dizer. Lembrou-se do toque e do beijo de Taozi. No fundo… ele não sentira nojo. Sentira prazer.
“Mas você não pode sair!” Li Jinhang esmurrou a porta. “E se você pegar uma doença lá fora, como vai viver?!”
“Não vou pegar doença,” disse Xin Tao.
“Mas você não vai sair e pronto!!!” Li Jinhang perdeu o filtro. “Se não aguentar, você me beija aqui em casa mesmo! Eu não sou doente!”
O silêncio caiu sobre os dois após a frase. Li Jinhang não acreditava no que acabara de dizer, mas não sentia arrependimento. Estava estático.
Xin Tao quebrou o silêncio: “Por quê?”
“Por que o quê…” Li Jinhang segurava a maçaneta com força. “Eu só não quero que você saia fazendo merda! Para de perguntar, porra! Eu já respondi! Não tá ouvindo?!”
Xin Tao insistiu: “Só por isso?”
“Só por isso! Não tem outro motivo!” Li Jinhang sentia que algo estava prestes a explodir dentro dele e aquilo o apavorava. “Para de perguntar! Se você for embora, a gente não é mais irmão! Não, você não vai! Você não pode ir, porra!”
“Mas eu vou sonambular, vou—”
“Pois sonambule! Faça o que quiser, eu cuido de você!” Li Jinhang batia na porta com força. “Se você se atrever a sair para fazer sujeira com alguém, eu mato o infeliz! Droga!”
“… Por que tanto drama? Você também proibiria o Chu Yi de sair se ele fosse assim? E o Haoyan?”
“PARA DE PERGUNTAR! EU JÁ DISSE! EU NÃO SEI! ELES NÃO SÃO ASSIM! EU NÃO SEI!” Li Jinhang estava à beira de um colapso. A pessoa ali dentro era mais que um irmão, mas a outra resposta ameaçava sua última réstia de sanidade. Ele esmurrou a parede, a dor não o trazia de volta; ele perdia o controle. “PARA DE PERGUNTAR! PARA, PORRA!”
“Hang’er! Para com isso!” Xin Tao abriu a porta com violência. Li Jinhang o encarava com os olhos vermelhos, a mão ensanguentada de bater na parede, tremendo por inteiro.
“Vamos para o hospital!” Xin Tao o abraçou, com o coração partido. Nada mais importava agora. “Calma, eu não vou a lugar nenhum. Vamos para o hospital.”
“Não vai mesmo…” Li Jinhang o abraçou com força, encostando o queixo no ombro dele e repetindo com a voz embargada. Ele mesmo achou que parecia mole demais, então bateu o queixo no ombro do outro. “Eu não sei por quê, mas você não pode ir. E não pergunta mais nada. Eu também não vou, eu fico aqui com você.”
“Tudo bem, ninguém vai embora. Ficaremos aqui,” Xin Tao acariciou as costas e a nuca dele, acalmando-o com carinho. “Vamos ao hospital primeiro.”
“Não vou!” Li Jinhang teimou. “Faz o curativo você!”
“Certo, certo, eu faço.” Xin Tao concordou com tudo.
Li Jinhang sentou no sofá e Xin Tao começou a enfaixar sua mão.
“Combinado, então,” disse Li Jinhang. “Se você vai tratar essa doença ou não, é com você. Mas não pode sair para fazer merda. Eu também não vou procurar namorada, eu fico de olho em você.”
“Você também não vai procurar?” Xin Tao terminou o curativo com um laço, aproveitou para beijar o dorso da mão de Li Jinhang e levantou o olhar. “Vai ficar sempre comigo?”
Daquele ângulo, o olhar de Xin Tao era fatal. A intensidade daquele olhar fez o coração de Li Jinhang saltar. Ele perdeu o tempo de puxar a mão e apenas desviou o rosto, assentindo: “Se você não for embora, ficaremos juntos.”
“Prometido,” Xin Tao estendeu a mão sorrindo. “Faz juramento.”
“Você é criança?” Li Jinhang reclamou, mas enganchou o dedinho no dele, recitando o juramento ritualístico: “Juramento de dedinho, cem anos sem mudar!”
“Sem mudar,” repetiu Xin Tao.
Um ano e meio depois, confraternização de férias da turma.
Li Jinhang fora para fora do salão esfriar a cabeça, irritado com a provocação de Chu Yi. Acendeu um cigarro encostado no poste, com o rosto ainda fervendo, sem coragem de voltar. Teria que fingir um beijo de três minutos com o Taozi… ele não conseguiria fazer algo tão vergonhoso. Como o Chu Yi sabia o que acontecera ontem…? Droga! Ele me pegou de jeito!
“Olhando as estrelas?”
Li Jinhang virou-se num pulo. Xin Tao trazia uma soda de pêssego gelada e a jogou para ele. “O tempo está bom hoje.”
Li Jinhang abriu a bebida e tomou um gole. O gás gelado aliviou o calor em seu rosto. “Muitas estrelas. O céu aqui no norte é mais bonito, bem claro.”
“Sem tantas luzes, elas brilham mais.” Xin Tao parou ao lado dele, observando-o com um sorriso doce.
Li Jinhang notou o olhar e corou de novo. “Você contou algo para aquele desgraçado do Chu Yi, porra?”
“Hum?” Xin Tao estranhou. “O que eu diria?”
“Ele me perguntou se você tinha feito algo comigo ontem,” Li Jinhang o encarou. “Se não foi você que falou, eu contei sonâmbulo por acaso?!”
“Que tonto,” Xin Tao riu e tocou a orelha dele. “Ele só chutou, e com essa sua reação, você acabou de confirmar.”
“Hã?” Li Jinhang travou. “Ele fez de propósito?! Que desgraçado audacioso! O He Yu é um coitado de ter um namorado assim!”
“Ele não faz isso com o He Yu,” disse Xin Tao. “Quem faria isso com quem ama?”
“Eu nunca amei ninguém, como eu vou saber?” Li Jinhang olhou para a garrafa, com a voz perdendo a força.
“Eu já amei,” disse Xin Tao subitamente.
Li Jinhang apertou a garrafa, sem coragem de olhar, mas perguntou: “Quem?”
“Adivinha?” Xin Tao fez mistério.
“Não vou adivinhar porra nenhuma,” resmungou Li Jinhang. “De qualquer forma, você não vai a lugar nenhum, a gente prometeu.”
“Se eu não posso ir a lugar nenhum, como teria chance de amar outra pessoa?” Xin Tao disse suavemente. “Eu não posso ir e nem quero. O lugar onde estou é o lugar onde está quem eu amo.”
Li Jinhang estagnou.
“O que achou do dia de hoje?” Xin Tao sorriu inclinando a cabeça.
“F-foi… legal.” Li Jinhang sentia que ia entrar em combustão.
“É um bom momento para uma confissão?” Xin Tao aproximou-se, segurando a mão dele e entrelaçando os dedos lentamente. “O Chu Yi e o Da Yu estão juntos. O Haoyan e o Yuan Li também. Quanto tempo mais eu, esse solitário, terei que esperar até você me aceitar?”
“O que… o que você está falando?” Li Jinhang mexeu os dedos. Ele percebeu, chocado, que a barreira que protegia seu coração fora invadida pelo aroma de soda de pêssego e agora estava totalmente aberta, revelando a paciência e o amor de Xin Tao nesses dois anos.
Xin Tao enganchou o dedinho no dele: “Estou falando que te amo.”
O coração de Li Jinhang parecia que ia saltar do peito, mas ele não conseguia soltar aquela mão. A resposta guardada por dois anos finalmente saiu, carregada de afeto.
Xin Tao o encarou e perguntou sorrindo: “Você me ama?”
Li Jinhang o olhou com cara de bobo e soltou: “… Amo.”
Xin Tao sorriu radiante, segurou a nuca dele e o beijou com doçura. Li Jinhang travou por um segundo, com as orelhas fervendo de vergonha, mas não o afastou. Deixou-se levar pelo beijo…
Foi o primeiro beijo dos dois totalmente despertos. Doce, natural e carregado de todo o amor juvenil.
……
“Na verdade, eu lembro de tudo o que acontece quando estou sonâmbulo.”
“Eu já sabia, porra!”
“Hum?”
“Eu ouvi você falando com o Chu Yi no telefone.”
“E por que não me desmascarou?”
“Não sei! Não me pergunta!”
“Já me amava naquela época? Hein?”
“Não sei! Não sei!”
“Não me ama? Que triste.”
“Amo! Amo, amo, amo! Para de ser criança! Como você vai viver sem mim!”
“Então nunca me deixe. Fique comigo e cuide de mim.”
“Eu vou cuidar sempre, a gente prometeu! O pai aqui nunca volta atrás na palavra!”
“Meu namorado é o melhor.”
“Para de falar asneira!”
“Eu te amo muito. Não vivo sem você.”
“Eu já sei, porra!”
“… Eu também te amo.”
Amo você.
【FIM DO EXTRA: XIN TAO X LI JINHANG】
Nota do Autor:
A autora sopra a fumaça do chá e diz: O extra desses dois termina aqui. Parabéns ao casal!
Um Alfa tradicional e “hétero” que precisa ser levado em banho-maria; com paciência o amor floresce. Você é a alegria da minha juventude, e o jovem que eu amo sempre foi você.
(Amanhã será a vez de Haoyan e Yuan Li, se tudo der certo. [imagem_pensativa.jpg])
Capítulo 73
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Perdi meu disfarce na frente do colírio da escola
【Completo + Extras】
He Yu sofre de Desordem de Feromônios Ômega.
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