Capítulo 25 — O Nome que Não Apaga
Ainda na sala.
O ar parecia mais pesado do que antes.
Rubi continuava sentado, mas agora com o corpo encolhido, como se estivesse tentando desaparecer dentro de si mesmo.
Seus olhos estavam vermelhos.
E a voz saiu quebrada.
Rubi: Como eu vou ver eles…
Ele engoliu em seco.
Rubi: Se por minha culpa… o Tae-Hyun morreu?
Silêncio.
Yuna não respondeu.
Mi-Sook também não.
Porque agora não era só tristeza.
Era confissão.
Rubi levou a mão ao rosto.
E tudo veio de novo.
Sem controle.
Sem piedade.
— PASSADO —
Tae-Hyun.
Filho de uma família rica.
Educado, gentil, sempre calmo.
Alguém que nunca precisou levantar a voz para ser ouvido.
E mesmo assim…
amava Rubi com intensidade.
Um apartamento elegante.
Tae-Hyun parado perto da porta.
Os olhos dele estavam marejados.
Tae-Hyun: Você vai embora de novo?
Rubi estava com a mochila nas costas.
Nem o encarava direito.
Rubi: Eu não posso viver preso nisso.
Tae-Hyun respira fundo.
Tae-Hyun: “Isso” sou eu?
Silêncio.
Rubi aperta a alça da mochila.
E fala, frio sem perceber o estrago.
Rubi: Eu acho melhor a gente parar aqui.
O silêncio que segue é absoluto.
Tae-Hyun não grita.
Não implora.
Só assente.
Tae-Hyun: …entendi.
Mas seus olhos quebram naquele instante.
Ele abre a porta.
E deixa Rubi sair.
Sem segurar.
Sem tentar mais uma vez.
— ALGUNS DIAS DEPOIS —
Chuva pesada.
Estrada molhada.
Visibilidade baixa.
Tae-Hyun dirige sozinho.
O celular vibra no banco do passageiro.
Uma mensagem de Rubi.
Ele olha por um segundo.
E sorri fraco.
Um caminhão surge na pista contrária.
Rápido demais.
Descontrolado.
Tae-Hyun tenta desviar.
Puxa o volante com força.
Os pneus escorregam.
O carro gira.
Tudo acontece em segundos.
O impacto.
Metal contra metal.
Um som que não tem nome.
— LOCAL DO ACIDENTE —
Sirenes.
Chuva.
Luzes vermelhas refletindo na pista.
Um policial fala.
Policial: Ele tentou desviar de um caminhão…
Policial: Não deu tempo.
— ENTERRO —
Chuva leve.
Guarda-chuvas pretos.
Um caixão sendo carregado.
Tae-Hyun era rico.
E isso tornava tudo ainda mais visível.
Mais comentado.
Mais doloroso.
Os pais dele estão à frente.
Arrasados.
Destruídos.
Quando veem Rubi…
a expressão muda imediatamente.
Mãe de Tae-Hyun: Não.
Não chega perto.
Rubi dá um passo à frente.
Rubi: Eu só queria—
O pai interrompe, a voz quebrada de raiva.
Pai de Tae-Hyun: Você não tem direito de estar aqui.
A mãe aponta para ele, tremendo.
Mãe de Tae-Hyun: Ele morreu depois de você.
Depois de sair daquela conversa com você!
Rubi tenta falar.
Mas não consegue.
E então vem a frase.
Definitiva.
Irreversível.
Mãe de Tae-Hyun: Você matou o nosso filho.
Silêncio.
Rubi paralisa.
Como se o mundo tivesse sido apagado ao redor.
— PRESENTE —
Rubi abre os olhos.
Respiração pesada.
Lágrimas caindo sem controle.
Rubi: Eu não consigo…
A voz quebra.
Rubi: Toda vez que eu lembro dele… eu vejo aquele carro.
Eu vejo a estrada.
Eu vejo ele tentando desviar…
e não conseguindo.
Ele aperta o próprio peito.
Rubi: Como eu vou olhar nos olhos deles…
Se tudo o que eles vão ver quando me olharem…
for o filho que eu destruí?
Silêncio.
Mi-Sook se aproxima devagar.
Senta ao lado dele.
Mi-Sook: Rubi…
Você não controla tudo o que aconteceu naquela noite.
Rubi balança a cabeça, desesperado.
Rubi: Mas eu fui a última pessoa que ele amou.
A última pessoa que ele ouviu antes de sair de casa.
Yuna fala baixo:
Yuna: Isso não te transforma em assassino.
Rubi fecha os olhos com força.
Mas a dor não vai embora.
Porque a culpa dele não nasceu hoje.
Ela já vivia dentro dele há anos.
E naquele silêncio…
Rubi percebe algo cruel.
Não importa o quanto ele tente seguir em frente.
Tae-Hyun sempre vai estar lá.
Em cada lembrança.
Em cada decisão.
Em cada tentativa de recomeço.
Como uma sombra que nunca foi embora.
Capítulo 25 — O Nome que Não Apaga
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RUBI🌹 2 Temporada
Dez anos se passaram desde que Rubi deixou a Coreia do Sul.
Aos 29 anos, Rubi se tornou um homem rico e bem-sucedido no exterior, mas nunca conseguiu esquecer o passado. O arrependimento e a...