Capítulo 32 — A prisão
Topázio:
Depois de descobrir que meu verdadeiro nome era Topázio e que Gothel havia me roubado da minha família quando eu ainda era um bebê, alguma coisa dentro de mim havia mudado.
Eu não conseguia mais olhar para aquela torre da mesma maneira.
Durante dezessete anos, eu acreditava que aquele lugar era minha casa.
Agora sabia que era uma prisão.
Olhei para Gothel, que permanecia perto da porta.
Topázio: — Eu tenho que sair daqui.
Ela me encarou.
Gothel: — Você não vai sair.
Topázio: — Vou, sim.
Gothel: — Não vai.
Topázio: — Eu quero encontrar meus pais. Quero saber quem eu sou de verdade.
Gothel se aproximou.
Gothel: — Você já sabe quem é.
Topázio: — Não. Passei a vida inteira acreditando em uma mentira que você contou.
Gothel ficou séria.
Topázio: — Você me roubou quando eu era bebê.
Gothel: — Eu cuidei de você.
Topázio: — Depois de me tirar da minha família!
Minha voz começou a tremer.
Topázio: — Eu preciso sair daqui.
Virei-me e corri até a janela.
Meus cabelos brancos estavam espalhados pelo chão.
Peguei uma grande quantidade dos fios e comecei a colocá-los para fora.
Topázio: — Eu vou descer.
Gothel permaneceu parada.
Gothel: — Não vai.
De repente, ouvi um som vindo de baixo.
A terra começou a tremer.
Parei e olhei pela janela.
Topázio: — O que está acontecendo?
O chão ao redor da torre começou a se abrir.
Da terra nasceram vários espinhos enormes.
Eles cresceram rapidamente, formando uma barreira ao redor da torre.
Olhei para Gothel.
Topázio: — Foi você.
Gothel: — Sim.
Topázio: — Você fez isso para me impedir de fugir?
Gothel: — Exatamente.
Os espinhos continuaram surgindo até cercarem completamente a base da torre.
Não havia nenhuma passagem.
Mesmo usando meus cabelos para descer, eu não conseguiria chegar ao chão.
Topázio: — Você está me prendendo aqui!
Gothel: — Estou garantindo que você não saia.
Topázio: — Eu não sou seu prisioneiro!
Gothel: — Enquanto eu estiver protegendo você, vai fazer o que eu disser.
Olhei para ela, indignado.
Topázio: — Eu não preciso da sua proteção!
Tentei passar por ela para alcançar novamente a janela.
Gothel segurou meu braço.
Topázio: — Me solta!
Tentei me afastar.
Gothel: — Pare de lutar!
Topázio: — Não!
Eu queria fugir.
Queria encontrar meus pais.
Queria sair daquele lugar.
Mas Gothel me impediu.
Em meio à confusão, ela acabou me atingindo, e minha visão começou a ficar confusa.
Minha força desapareceu.
A última coisa que ouvi foi a voz de Gothel.
Gothel: — Você vai ficar aqui.
Depois, tudo ficou escuro.
Algumas horas depois
Abri os olhos lentamente.
Minha cabeça estava pesada.
Demorei alguns segundos para entender onde estava.
Olhei ao redor.
Eu estava novamente dentro do meu quarto.
Tentei me mexer.
Foi então que percebi que meus braços estavam presos por cordas.
Topázio: — Não…
Tentei puxar os braços, mas as cordas estavam firmes.
Pascal estava perto de mim.
Ele se aproximou imediatamente.
Topázio: — Pascal…
Ele fez um pequeno som, claramente preocupado.
Tentei me sentar melhor.
Topázio: — Está tudo bem. Eu estou aqui.
Olhei para a porta.
Gothel estava parada ali.
Topázio: — Por que você fez isso?
Gothel: — Porque você não me deu escolha.
Topázio: — Você fez nascer espinhos ao redor da torre.
Gothel: — Para garantir que você não tente fugir novamente.
Topázio: — E me amarrou!
Gothel não respondeu.
Topázio: — Você tem medo de que eu vá embora.
Ela ficou em silêncio.
Topázio: — Porque sabe que, se eu sair daqui, vou procurar minha família.
Gothel desviou o olhar.
Topázio: — Eles estão esperando por mim.
Gothel: — Você não sabe disso.
Topázio: — Eu sei que eles são meus pais.
Gothel se aproximou da cama.
Gothel: — Você precisa esquecer essa história.
Topázio: — Não vou esquecer.
Minha voz saiu baixa, mas firme.
Topázio: — Meu nome é Topázio.
Gothel me encarou.
Topázio: — E um dia eu vou encontrar minha família.
Ela não respondeu.
Apenas saiu do quarto e fechou a porta.
Fiquei sozinho com Pascal.
Olhei para a janela.
Lá fora, os espinhos ainda cercavam completamente a torre.
Eu continuava preso.
Não conseguia sair.
Mas agora eu tinha uma coisa que Gothel não podia tirar de mim.
A verdade.
Apertei a mão de Pascal.
Topázio: — Eu ainda vou sair daqui.
Pascal encostou a cabeça em mim.
Fechei os olhos por alguns segundos.
Eu não sabia quando conseguiria escapar.
Mas sabia que não desistiria.
Capítulo 32 — A prisão
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TOPÁZIO como RAPONZEL
Em 1950, o príncipe Topázio, filho do Rei Augusto e da Rainha Helena, desaparece ainda bebê. Seus cabelos possuem um poder mágico capaz de curar e manter alguém jovem, fazendo com que Gothel o...