Capítulo 56 — A Chuva
Na manhã seguinte, uma chuva forte caía sobre a cidade.
As gotas batiam contra as grandes janelas da mansão, criando um som constante.
Mateus acordou mais tarde do que o habitual.
Ao abrir os olhos, percebeu que Otávio já havia saído para o trabalho.
Sobre a mesa de cabeceira havia um pequeno bilhete.
Mateus pegou o papel.
A letra era firme e organizada.
“Se os enjoos voltarem, não vá para a escola. Descanse. Já avisei o Vinícius. — Otávio.”
Mateus ficou olhando para o bilhete por alguns segundos.
Era um gesto simples, mas inesperado.
Guardou o papel na gaveta antes de se levantar.
Ao colocar os pés no chão, levou a mão à barriga.
Ela estava cada vez mais pesada.
Vestiu uma roupa confortável e desceu para tomar café.
Na cozinha, Vinícius já estava organizando alguns documentos.
Ao ver Mateus, levantou os olhos.
Vinícius: Bom dia.
Mateus: Bom dia.
Vinícius observou o rosto dele.
Vinícius: Como passou a noite?
Mateus sorriu discretamente.
Mateus: Bem melhor.
Acho que os morangos resolveram o problema.
Vinícius deu uma pequena risada.
Vinícius: Nunca imaginei ver o chefe preparando comida às duas da manhã.
Mateus também riu.
Mateus: Nem eu.
A cozinheira colocou o café da manhã sobre a mesa.
Desta vez, Mateus conseguiu comer algumas frutas e torradas sem sentir enjoo.
Isso o deixou aliviado.
Enquanto terminava o café, seu celular vibrou.
Era uma mensagem de Paulo.
Paulo: Bom dia! Como você está? Melhorou dos enjoos?
Mateus sorriu e respondeu.
Mateus: Melhorei bastante. Acho que hoje consigo ir à escola amanhã sem problemas.
Poucos segundos depois, outra mensagem chegou.
Paulo: Que bom. A sala ficou muito sem graça sem você.
Mateus riu sozinho.
Vinícius percebeu.
Vinícius: O Paulo?
Mateus assentiu.
Mateus: Ele não para de mandar mensagem.
Vinícius sorriu.
Vinícius: É bom ter um amigo assim.
Mateus ficou pensativo.
Mateus: É…
É muito bom.
Naquele momento, sem que ninguém esperasse, os bebês se mexeram outra vez.
Mateus levou a mão à barriga automaticamente.
O movimento foi mais forte do que nas outras vezes.
Vinícius percebeu.
Vinícius: Eles mexeram?
Mateus abriu um sorriso sincero.
Mateus: Sim.
Acho que estão ficando mais ativos.
Vinícius sorriu.
Vinícius: Daqui a pouco vão começar a dar trabalho.
Mateus deu uma pequena risada.
Pela primeira vez em muito tempo, aquela manhã foi tranquila.
Longe das discussões, das ameaças e dos conflitos da máfia, ele pôde simplesmente aproveitar um momento de paz, enquanto a chuva continuava caindo do lado de fora da mansão.
Capítulo 56 — A Chuva
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