Capítulo 16 — A Descoberta
A exposição havia terminado.
Os últimos convidados deixavam a Galeria Aurora.
Funcionários recolhiam taças vazias.
As luzes eram apagadas pouco a pouco.
Mas uma pessoa continuava inquieta.
Minho.
Sentado sozinho em seu escritório.
Sobre sua mesa havia contratos importantes.
Relatórios.
Documentos.
Mas ele não conseguia se concentrar.
Porque sua mente continuava voltando para a mesma cena.
Angel sorrindo para Lee Hyun.
Angel aceitando o cartão de Hyun.
Angel parecendo feliz ao conversar com ele.
Minho: — Isso é ridículo.
Passou a mão pelos cabelos.
Minho: — Completamente ridículo.
A porta abriu.
Joo: — Está conversando sozinho?
Minho: — Vá embora.
Joo: — Então sim.
O beta entrou sorrindo.
Sentando-se na cadeira à frente da mesa.
Joo: — Ainda pensando no artista?
Minho: — Não.
Joo: — Mentira.
Minho: — Não estou.
Joo: — Então qual é a cor dos olhos dele?
Minho respondeu imediatamente.
Minho: — Castanhos.
Silêncio.
Joo ficou olhando para ele.
Minho percebeu o que tinha acabado de fazer.
E fechou os olhos.
Joo: — Exatamente.
Minho: — Eu o vi durante a exposição.
Joo: — Claro.
Minho: — Não significa nada.
Joo: — Certo.
Minho: — Pare de sorrir desse jeito.
Joo: — Não consigo.
Minho suspirou profundamente.
Joo: — Você gosta dele.
O silêncio tomou conta do escritório.
Pela primeira vez…
Minho não negou.
Porque estava cansado.
Cansado de fugir daquela verdade.
Minho: — Eu não sei.
Joo arqueou uma sobrancelha.
Joo: — Não sabe?
Minho: — Nunca aconteceu antes.
Sua voz saiu mais baixa.
Mais sincera.
Minho: — Nunca fiquei preocupado quando alguém sentia dor.
Olhou para a janela.
Minho: — Nunca procurei uma pessoa em todos os lugares da galeria.
Seu coração apertou.
Minho: — Nunca pensei em alguém quando estava sozinho.
Joo ficou em silêncio.
Porque aquela era provavelmente a confissão mais honesta que Minho já havia feito.
Joo: — Então você já sabe a resposta.
Minho fechou os olhos.
E pela primeira vez…
Aceitou.
Gostava de Angel.
Muito mais do que deveria.
Enquanto isso…
Angel estava em seu apartamento.
Sentado na cama.
Segurando um cartão.
O cartão de Lee Hyun.
Ele o observava sem saber o que pensar.
Porque Hyun realmente parecia uma boa pessoa.
Gentil.
Educado.
Interessante.
Mas por algum motivo…
Seu coração permanecia calmo.
Muito calmo.
E aquilo o confundia.
Angel: — Estranho…
Normalmente um convite daquele o deixaria nervoso.
Mas tudo o que conseguia pensar era em outra pessoa.
Em um alfa sério.
Teimoso.
Que fingia ser frio.
Mas carregava guarda-chuvas para os outros.
Que percebia quando sua perna doía.
Que o defendia sem hesitar.
Angel imediatamente cobriu o rosto com as mãos.
Angel: — Não…
Seu coração começou a acelerar.
Angel: — Não pode ser.
Mas quanto mais tentava negar…
Mais lembranças apareciam.
O jantar.
A carona.
Os sorrisos raros de Minho.
Seu olhar gentil.
A forma como dizia seu nome.
Angel: — Ah…
Escondeu o rosto no travesseiro.
Completamente envergonhado.
Sem perceber…
Ele também estava começando a cair.
Na mesma direção.
Na mesma intensidade.
Na mesma história.
Naquela noite…
Dois corações permaneceram acordados.
Em lugares diferentes.
Pensando um no outro.
Sem saber que o destino já havia começado a unir seus caminhos muito antes de perceberem.
Capítulo 16 — A Descoberta
Fonts
Text size
Background
Entre as Cores do Destino
Em Seul, uma cidade onde o brilho das luzes esconde preconceitos silenciosos, Angel luta para encontrar seu lugar no mundo.
Órfão do amor de sua mãe desde o nascimento, Angel cresceu...