Capítulo 22 — Meu Primeiro Amor
A noite parecia diferente.
Mais bonita.
Mais leve.
Como se o próprio universo estivesse comemorando junto deles.
Depois da confissão no restaurante, nenhum dos dois tinha vontade de ir embora.
Então Minho fez algo impulsivo.
Minho: — Vamos dar uma volta.
Angel sorriu.
Angel: — Agora?
Minho: — Agora.
E pela primeira vez…
Os dois saíram juntos não como diretor e funcionário.
Não como amigos.
Mas como duas pessoas apaixonadas.
O carro de Minho seguiu pelas ruas iluminadas de Seul.
Até chegar ao Parque do Rio Han.
O vento noturno era suave.
As luzes da cidade refletiam na água escura.
Casais caminhavam pelas margens.
Famílias conversavam nos gramados.
Parecia uma cena saída de um dorama romântico.
Angel observava tudo em silêncio.
Ainda tentando acreditar no que tinha acontecido.
Porque pela primeira vez na vida…
Alguém havia escolhido ficar.
Alguém havia escolhido amá-lo.
E esse alguém era Minho.
Os dois caminharam lentamente pela margem do rio.
Como sempre, Minho diminuía os passos para acompanhar Angel.
Mas dessa vez…
Angel percebeu.
E sorriu.
Angel: — Você faz isso de propósito.
Minho: — Faço o quê?
Angel: — Anda mais devagar.
Minho não tentou negar.
Minho: — Sim.
Angel sentiu seu coração aquecer.
Pequenas coisas.
Sempre foram as pequenas coisas.
Era isso que tornava Minho especial.
Continuaram caminhando.
Até encontrarem um banco próximo ao rio.
Sentaram-se lado a lado.
O silêncio entre eles era confortável.
Cheio de sentimentos.
Cheio de possibilidades.
Depois de alguns minutos, Minho falou.
Minho: — Posso te perguntar uma coisa?
Angel: — Claro.
O alfa olhou para a água.
Pensativo.
Minho: — Você já se apaixonou antes?
Angel sorriu de leve.
E balançou a cabeça.
Angel: — Não.
Minho virou-se para ele.
Minho: — Nunca?
Angel: — Nunca.
Seus olhos ficaram suaves.
Angel: — Sempre achei que ninguém me veria dessa forma.
Minho sentiu o coração apertar.
Porque sabia exatamente o motivo.
Os preconceitos.
A deficiência.
As feridas deixadas pela vida.
Mas Angel continuou.
Angel: — Então você apareceu.
Minho ficou em silêncio.
Angel: — E tudo começou a mudar.
Os olhos do alfa brilharam.
Discretamente.
Minho: — Você também é meu primeiro amor.
Angel ficou surpreso.
Angel: — Sério?
Minho assentiu.
Minho: — Eu tive relacionamentos antes.
Sua voz ficou calma.
Minho: — Mas nunca amei ninguém.
O coração de Angel disparou.
Porque aquelas palavras eram sinceras.
Completamente sinceras.
O vento passou suavemente entre eles.
E então Minho tomou coragem.
A coragem que nem mesmo tinha durante reuniões importantes.
A coragem que só Angel conseguia despertar.
Ele virou-se completamente para o jovem.
Minho: — Angel.
Angel: — Sim?
O coração dos dois acelerou.
Minho: — Eu não quero esconder meus sentimentos.
Sua voz era firme.
Mas seus olhos eram gentis.
Minho: — Não quero fingir que você é apenas alguém importante para mim.
Angel sentiu os olhos marejarem.
Minho: — Porque você é muito mais do que isso.
O silêncio envolveu os dois.
E então veio a pergunta.
A pergunta que mudaria tudo.
Minho: — Você quer namorar comigo?
O mundo pareceu parar.
O rio.
O vento.
As luzes da cidade.
Tudo desapareceu.
Restando apenas Minho.
E aquele olhar cheio de amor.
Lágrimas surgiram nos olhos de Angel.
Mas dessa vez eram lágrimas felizes.
As mais felizes de sua vida.
Angel: — Quero.
Sua voz saiu baixa.
Mas firme.
Angel: — Quero muito.
O sorriso que surgiu no rosto de Minho foi tão bonito que fez o coração de Angel acelerar ainda mais.
Pela primeira vez…
Não havia medo.
Não havia insegurança.
Apenas felicidade.
Minho levou uma das mãos até o rosto de Angel.
Com delicadeza.
Como se estivesse tocando algo precioso.
Algo único.
Os olhos dos dois se encontraram.
E permaneceram ali.
Por longos segundos.
Sem pressa.
Sem dúvidas.
Sem receios.
Apenas dois corações que finalmente haviam encontrado seu lugar.
Minho: — Posso?
Angel sorriu.
E assentiu.
Devagar.
Minho aproximou-se.
Angel fechou os olhos.
O coração parecia querer sair do peito.
E então aconteceu.
Seu primeiro beijo.
Suave.
Delicado.
Cheio de carinho.
Como uma promessa silenciosa.
Como o começo de algo que ambos esperaram a vida inteira.
Quando se afastaram, permaneceram próximos.
Testa contra testa.
Sorrindo.
Felizes.
Realmente felizes.
Angel: — Isso aconteceu mesmo?
Minho riu baixinho.
Minho: — Aconteceu.
Angel: — Então eu sou seu namorado agora?
Minho: — Sim.
Angel: — Uau.
Minho começou a rir.
E Angel também.
Sob as luzes de Seul.
Às margens do Rio Han.
Começava oficialmente a história de amor dos dois.
Uma história construída com paciência.
Com cuidado.
Com respeito.
E acima de tudo…
Com amor.
Capítulo 22 — Meu Primeiro Amor
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Entre as Cores do Destino
Em Seul, uma cidade onde o brilho das luzes esconde preconceitos silenciosos, Angel luta para encontrar seu lugar no mundo.
Órfão do amor de sua mãe desde o nascimento, Angel cresceu...