Capítulo 21 — O Que Meu Coração Escolheu
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O dia havia sido longo.
Mas, pela primeira vez em muitos anos…
Minho estava mais nervoso do que cansado.
Sentado em seu escritório, observava a mesma folha há quase dez minutos.
Sem ler uma única palavra.
Porque sua mente estava ocupada demais.
Pensando em Angel.
Pensando em seus sorrisos.
Em sua força.
Em sua gentileza.
E principalmente…
Na forma como seu coração reagia toda vez que ele aparecia.
Já não havia mais como negar.
Ele estava apaixonado.
Profundamente apaixonado.
Minho fechou os olhos.
Respirando fundo.
Minho: — Chega.
Era hora de parar de fugir.
Naquela tarde, quando o expediente terminou, Angel organizava seus últimos documentos.
Quando ouviu uma voz atrás de si.
Minho: — Angel.
Seu coração acelerou imediatamente.
Angel: — Diretor?
Minho parecia mais sério que o normal.
Mais tenso.
Mais nervoso.
Algo incomum.
Minho: — Você tem algum compromisso esta noite?
Angel piscou.
Angel: — Não.
O silêncio durou alguns segundos.
Minho: — Jante comigo.
O coração do ômega quase parou.
Angel: — O quê?
Minho: — Quero conversar.
Angel sentiu as mãos ficarem geladas.
Porque alguma coisa dentro dele dizia que aquela não seria uma conversa comum.
Angel: — Claro.
O sorriso discreto que surgiu nos lábios de Minho foi pequeno.
Mas sincero.
E fez o coração de Angel disparar ainda mais.
Algumas horas depois…
Os dois estavam em um restaurante elegante próximo ao rio Han.
As luzes da cidade refletiam sobre a água.
Criando um cenário lindo.
Mas nenhum dos dois estava prestando atenção na paisagem.
Porque ambos estavam nervosos demais.
A conversa começou tranquila.
Falaram sobre trabalho.
Arte.
Livros.
Mas Minho parecia distante.
Pensativo.
Como se estivesse reunindo coragem.
Até que finalmente pousou os talheres sobre a mesa.
E respirou fundo.
Minho: — Angel.
O jovem levantou os olhos.
Angel: — Sim?
Pela primeira vez…
Minho parecia vulnerável.
Como um homem que estava prestes a entregar algo precioso.
Seu coração.
Minho: — Existe uma coisa que preciso dizer.
O coração de Angel acelerou.
Muito.
Minho: — E talvez eu devesse ter dito antes.
Suas mãos estavam levemente tensas sobre a mesa.
Algo raro para alguém tão confiante.
Minho: — Quando você chegou à galeria…
Eu não fui justo.
Angel ficou surpreso.
Minho: — Julguei você sem conhecer sua história.
Seus olhos suavizaram.
Minho: — E isso foi um erro.
Angel permaneceu em silêncio.
Escutando.
Cada palavra.
Cada sentimento.
Minho: — Depois comecei a observar você.
Um pequeno sorriso apareceu.
Minho: — Seu esforço.
Sua coragem.
Sua maneira de continuar sorrindo.
Sua voz ficou mais baixa.
Mais sincera.
Minho: — E sem perceber…
Você começou a ocupar meus pensamentos.
O coração de Angel disparou.
Minho: — Quando sua perna doía…
Eu me preocupava.
Seus olhos encontraram os de Angel.
Minho: — Quando você sorria…
Meu dia ficava melhor.
Angel sentiu lágrimas surgirem.
Sem conseguir impedir.
Minho: — Quando aquele acidente aconteceu…
A voz do alfa falhou.
Pela primeira vez.
Minho: — Eu fiquei apavorado.
O silêncio envolveu os dois.
O restaurante inteiro pareceu desaparecer.
Restando apenas eles.
E então…
Minho finalmente disse aquilo que guardava havia tanto tempo.
Minho: — Eu gosto de você.
As palavras saíram suaves.
Mas carregavam toda a verdade do seu coração.
Minho: — Não como funcionário.
Seu olhar não vacilou.
Minho: — Não como amigo.
Angel sentiu as lágrimas escorrerem.
Minho: — Eu gosto de você como homem.
Sua voz ficou ainda mais gentil.
Minho: — Como alguém que se tornou importante para mim.
O coração de Angel parecia incapaz de continuar batendo normalmente.
Porque durante tanto tempo acreditou que ninguém poderia amá-lo daquela forma.
Por ser um ômega.
Por sua deficiência.
Por todas as cicatrizes que carregava.
Mas ali estava Minho.
Olhando para ele como se fosse a pessoa mais preciosa do mundo.
Minho: — Não estou pedindo uma resposta agora.
Seu sorriso apareceu.
Pequeno.
Carinhoso.
Minho: — Só não queria continuar escondendo o que sinto.
Angel abaixou a cabeça por um instante.
Tentando controlar as lágrimas.
Mas era impossível.
Quando voltou a olhar para Minho…
Seus olhos brilhavam.
E seu sorriso era o mais bonito que Minho já tinha visto.
Angel: — Você é muito injusto.
Minho piscou.
Minho: — O quê?
Angel riu entre lágrimas.
Angel: — Porque eu estava tentando criar coragem para dizer exatamente a mesma coisa.
O mundo pareceu parar.
Completamente.
E pela primeira vez em muitos anos…
Minho sorriu sem reservas.
Um sorriso verdadeiro.
Feliz.
Porque finalmente…
Os dois corações haviam encontrado o mesmo caminho.
Capítulo 21 — O Que Meu Coração Escolheu
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Entre as Cores do Destino
Em Seul, uma cidade onde o brilho das luzes esconde preconceitos silenciosos, Angel luta para encontrar seu lugar no mundo.
Órfão do amor de sua mãe desde o nascimento, Angel cresceu...