Capítulo 29 – O Príncipe Desaparecido
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Nas profundezas do oceano…
O Palácio de Atlântida estava diferente.
Os corredores antes cheios da voz alegre de Max agora pareciam vazios.
Os jardins de corais haviam perdido parte de seu brilho.
Até os peixes pareciam nadar mais lentamente.
O desaparecimento do príncipe mais novo preocupava todo o reino.
Na sala do trono, o Rei Tritão permanecia sentado em silêncio.
O tridente estava apoiado ao seu lado.
Seu olhar estava perdido.
Dias haviam se passado…
E nenhuma notícia de Max.
À sua frente estavam Calebe, David, Pietro e os comandantes da guarda.
Rei Tritão: — Encontraram alguma pista?
O comandante abaixou a cabeça.
Comandante: — Não, Majestade.
Rei Tritão: — Procuraram nas cavernas do norte?
Comandante: — Sim.
Rei Tritão: — E nos recifes do leste?
Comandante: — Também.
O rei fechou os olhos por um instante.
Rei Tritão: — Continuem procurando.
Não desistam.
Comandante: — Sim, Majestade.
Os guardas fizeram uma reverência e deixaram o salão.
O silêncio voltou a tomar conta do lugar.
David deu um passo à frente.
David: — Pai…
Rei Tritão: — Sim?
David: — Tenho certeza de que Max está vivo.
O rei suspirou profundamente.
Rei Tritão: — Eu também sinto isso…
Pietro apertou as mãos.
Pietro: — Talvez ele tenha apenas se escondido.
Calebe abaixou a cabeça.
A culpa pesava sobre seu coração.
Calebe: — A culpa é minha…
Todos olharam para ele.
Calebe: — Se eu não tivesse contado ao senhor sobre o príncipe Harry…
Talvez Max nunca tivesse ido embora.
O Rei Tritão levantou-se do trono.
Aproximou-se do filho mais velho.
Colocou uma das mãos em seu ombro.
Rei Tritão: — Não carregue esse peso sozinho.
A decisão foi de Max.
Mesmo assim, os olhos do rei estavam cheios de tristeza.
Ele caminhou até uma enorme janela de cristal que dava para o oceano.
Lembrou-se de quando Max era apenas um filhote de tritão.
Sempre curioso.
Sempre sorrindo.
Sempre cantando.
Agora…
O palácio estava em silêncio.
Sem sua voz, parecia que uma parte do oceano havia desaparecido.
Enquanto isso…
Em um jardim distante de Atlântida…
Azura permanecia imóvel.
O golfinho olhava todos os dias para a superfície, esperando ver Max voltar.
Linguado nadava devagar entre os corais.
Já não fazia brincadeiras.
Mari observava os dois com tristeza.
Linguado: — Ele prometeu que voltaria…
Mari: — E eu acredito que voltará.
Azura: — Fiiii…
Mas, pela primeira vez, até o assobio alegre de Azura parecia carregado de saudade.
Na sala do trono, o Rei Tritão fechou os olhos e fez uma promessa silenciosa.
Rei Tritão: — Onde quer que esteja…
Espero que esteja seguro, meu filho.
E, se o destino permitir…
As águas deste reino sempre estarão esperando pela sua volta.
Capítulo 29 – O Príncipe Desaparecido
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TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Em TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Ano: 1830
Em uma época de grandes reinos e expedições pelos mares, os humanos acreditam que sereias e tritões são criaturas perigosas. Em busca...