Capítulo 57 – A Liberdade de Escolher
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O mar permanecia em silêncio.
As ondas quebravam suavemente na areia enquanto todos aguardavam a resposta do Rei Tritão.
Max olhava para o pai.
Harry permanecia ao seu lado, sem dizer uma palavra.
O Rei Tritão respirou profundamente.
Por alguns instantes, fechou os olhos.
Quando voltou a abri-los, lágrimas escorriam por seu rosto.
Calebe, David e Pietro nunca tinham visto o pai chorar daquela forma.
Calebe: — Pai…
O Rei Tritão sorriu com tristeza.
Olhou para Max.
Rei Tritão: — Desde o dia em que você nasceu… eu quis protegê-lo de todo o mal deste mundo.
Ele deu mais um passo em direção ao filho.
Rei Tritão: — Achei que mantê-lo longe dos humanos seria a única forma de mantê-lo seguro.
Sua voz começou a falhar.
Rei Tritão: — Mas percebi que um pai não pode prender um filho para sempre.
Ele levou a mão ao rosto de Max e enxugou delicadamente uma lágrima.
Rei Tritão: — Você cresceu.
Escolheu seu próprio caminho.
E encontrou alguém que ama de verdade.
Max também começou a chorar.
Max: — Pai…
O Rei Tritão abriu um pequeno sorriso.
Rei Tritão: — Então…
Eu deixarei você livre para ir.
Os olhos de Max e Harry se arregalaram.
Calebe, David e Pietro sorriram emocionados.
O Rei Tritão ergueu seu tridente dourado.
A joia na ponta começou a emitir uma intensa luz azul.
As águas do oceano giraram ao redor de Max.
O rei estendeu o tridente na direção do filho.
Rei Tritão: — Que a magia dos mares respeite a escolha do meu filho.
Uma luz envolveu o corpo de Max.
Sua cauda de tritão brilhou intensamente.
As escamas desapareceram pouco a pouco.
A longa cauda dividiu-se novamente, transformando-se em duas pernas humanas.
Quando a luz desapareceu…
Max voltou a ser humano.
Desta vez, porém, sua voz permanecia com ele.
A magia do Rei Tritão havia desfeito o antigo pacto de Kika para sempre.
Max olhou para as próprias pernas.
Depois ergueu os olhos para o pai.
Max: — Pai… eu… ainda consigo falar…
O Rei Tritão sorriu.
Rei Tritão: — Sim.
Você não precisará mais abrir mão da sua voz para seguir o seu coração.
Harry aproximou-se lentamente.
Com delicadeza, segurou a mão de Max.
Os dois sorriram um para o outro.
O Rei Tritão observou a cena e, embora a despedida fosse dolorosa, sentiu paz em seu coração.
Rei Tritão: — Seja feliz, meu filho.
Nunca se esqueça de que o oceano sempre será a sua casa.
Max abraçou o pai com força.
Max: — Eu prometo.
Eu sempre voltarei para visitar vocês.
Calebe, David e Pietro também abraçaram o irmão, desejando-lhe felicidade.
Enquanto o sol iluminava a praia, Max permanecia de mãos dadas com Harry.
Pela primeira vez, não era a magia de uma bruxa que o mantinha em terra.
Era a liberdade de escolher o próprio destino.
Capítulo 57 – A Liberdade de Escolher
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TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Em TOPÁZIO e o Pequeno Príncipe
Ano: 1830
Em uma época de grandes reinos e expedições pelos mares, os humanos acreditam que sereias e tritões são criaturas perigosas. Em busca...