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I Have a Sword to Ask the Heavens

Capítulo 14

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🟡 Em breve

— Irmã sênior!

Yan Li decepou o pescoço da fera feroz e se materializou ao lado da discípula que gritava. Sua energia de espada abriu espaço enquanto os discípulos do Reino Sanqing se agrupavam ao redor dela, o mais jovem tremendo em seus braços.

— Formação — ordenou Yan Li, cravando sua espada no chão. O baque do aço no solo acalmou os corações aflitos, e os discípulos começaram a se mover, obedientes.

A discípula mais próxima ergueu imediatamente a espada e gritou:

— Formação!

A formação defensiva de espadas surgiu instantaneamente, protegendo todos os discípulos do Reino Sanqing dentro dela. Energia espiritual branca e pura fluía continuamente para o núcleo da formação, onde uma espada permanecia cravada.

— Cuide dela — disse Yan Li, entregando a discípula inconsciente à jovem que havia gritado “formação”.

Quando o emblema da flor azul-escura de seis pétalas explodiu no céu, Xia Shi pensava em maneiras de despistar Suiyin.

O estouro pegou Suiyin de surpresa. Ela ergueu a cabeça.

— O que é aquilo? Uma flor bonita.

— Flor de seis pétalas… É o emblema do Reino Sanqing. Nessa direção… deve ser onde está o grupo da Yan Li — disse Wen Zhishu, com o rosto tomado pela preocupação. — Podem estar em perigo.

Xia Shi apertou os lábios, retirou um pequeno medalhão de madeira do tamanho da palma da mão de seu anel de armazenamento e o entregou a Wen Zhishu.

— Contém energia de espada para proteção. Adeus.

Sem dizer mais nada, transformou-se em um rastro de luz que disparou em direção ao local onde o emblema havia brilhado.

Wen Zhishu ficou olhando, boquiaberta, para o medalhão, depois voltou os olhos, confusa, para Suiyin.

Ruídos de dentes rangendo ecoaram quando Suiyin lançou um olhar fulminante para o rastro de luz que se afastava.

— Encantador. Nem olhou na minha cara.

Ela empurrou seu próprio medalhão de energia de espada nas mãos de Wen Zhishu, murmurou “adeus” e saiu em perseguição ao traço cintilante.

Wen Zhishu: — …

Com dois medalhões nas mãos, ela permaneceu ali, enquanto o vento assobiava melancólico ao redor.

Enquanto isso, Yan Li forçava sua energia espiritual a fluir para o núcleo da formação. As bestas envoltas em névoa sangrenta do lado de fora não eram criaturas comuns do reino secreto criadas com energia espiritual.

Os Treze Domínios Fantasmas haviam invadido o reino secreto.

A percepção fez sua expressão endurecer. As atividades dos Domínios Fantasmas estavam ficando cada vez mais ousadas.

A energia da formação de espadas se fortalecia com a presença dos membros. Embora talentosos, os discípulos em provação ainda eram inexperientes — e Yan Li carregava quase todo o fardo energético sozinha.

Crack.

— Irmã sênior! Sua espada—!

Os olhos da discípula mais jovem se arregalaram ao ver rachaduras subindo pela lâmina cravada no solo, até marcar metade de seu comprimento.

Os nós dos dedos de Yan Li empalideceram, mas o fluxo de energia nunca vacilou.

— Ela aguenta.

A júnior viu a determinação dolorosa da irmã mais velha — retirar a espada significaria o colapso da formação.

— Use a minha! — disse a jovem, oferecendo sua própria espada com o rosto sério.

— Pegue a minha também!

— E a minha!

Outros discípulos estenderam suas lâminas. Os lábios de Yan Li se curvaram levemente — um esboço de sorriso.

Seus dedos percorreram as ranhuras familiares do cabo. Aquela espada — presente de seu Mestre ao entrar no Reino Sanqing — a havia acompanhado em inúmeras batalhas. Não era uma arma divina, mas lhe era infinitamente preciosa.

Ela analisou as espadas oferecidas até que seus olhos pararam numa lâmina de ferro simples.

A dona da espada se remexeu, visivelmente constrangida.

— Posso pegar emprestada a sua espada? — Yan Li indicou com a cabeça para ela.

— Ah? E-eu? — a dona da espada gaguejou, dividida entre alegria e vergonha. — Mas minha espada é tão…

Tão comum. As palavras ficaram presas na garganta.

Ela havia comprado aquela espada de ferro numa lojinha ao pé da montanha por cinco pedras espirituais. Embora estivesse empolgada por sua irmã sênior querer usá-la, sentia-se humilhada — todas as outras espadas eram ao menos artefatos, enquanto a dela não tinha sequer enfeites. Era tão simples que ninguém se daria ao trabalho de roubá-la.

— Posso pegar emprestada? — repetiu Yan Li, com gentileza.

— Vai logo! — incentivaram os discípulos ao redor. — A irmã sênior está esperando!

De cabeça baixa, Qin An se aproximou, mas não conseguiu levantar a espada.

— Seu nome?

— Qin An… do Pico Jingyang — respondeu, enquanto a espada de ferro deixava suas mãos.

Ela ergueu os olhos a tempo de ver Yan Li testando o peso da lâmina simples. Qin An sentiu o rosto arder e retorceu as mãos até que seus dedos empalidecessem. Por que escolher logo minha espada simples quando haviam outras melhores?

— Se eu quebrá-la, compenso com uma melhor — disse Yan Li, dando-lhe um leve tapa no ombro. — Boa espada.

Os discípulos acharam que ela queria apenas poupar sua própria lâmina de se partir ao manter a formação. Ninguém esperava que Yan Li saísse da formação de espadas, empunhando a lâmina de ferro, deliberadamente atraindo a atenção das feras.

— Irmã sênior!!

— Volte!!

Qin An ficou paralisada, observando a figura de branco dançar entre as sombras monstruosas, o peito apertando até que mal conseguiu sussurrar:

— Irmã sênior…

As feras demoníacas continuavam atacando, ignorando a dor. Yan Li lutava para afastá-las da formação, a garganta áspera de tanto ofegar. Mas as criaturas se moviam de forma estranhamente coordenada — algumas a perseguiam, outras mantinham o cerco.

Movimentos controlados.

…Controlados.

Os olhos de Yan Li se estreitaram ao ouvir um assovio distante.

Aquilo era proposital. Alguém queria massacrar os discípulos do Reino Sanqing.

Ela retornou à formação num piscar de olhos, pressionando o artefato protetor de seu Mestre nas mãos de Qin An enquanto observava sua espada desmoronar.

— Use isso se a formação ruir antes que eu volte.

Qin An agarrou o pulso de Yan Li de repente.

— Não vá — suplicou, o medo apertando seu estômago. Recusava-se a imaginar o que poderia acontecer, mas o pavor persistia.

Yan Li soltou-se com facilidade, empurrando Qin An em direção à segurança. Após observar os discípulos aterrorizados, lançou-se em direção ao assovio. Encontrar o controlador rapidamente, proteger os juniores, não causar problemas ao Mestre.

Era sua primeira vez conduzindo discípulos em treinamento. Não podia falhar com seu Mestre.

A figura de Yan Li cruzava os céus com agilidade, e em poucos segundos ela localizou a fonte do som — uma mulher de perfil sob a cachoeira, os traços ocultos por névoa negra.

— E aí? Não estou mal no controle, né? — disse a mulher ao se virar. Os olhos cobertos pela névoa brilharam ao ver Yan Li — primeiro com admiração, depois com cobiça intensa.

O rosto de Yan Li se endureceu.

— Atacar adolescentes pra exibir suas habilidades de controle? Sua cara de pau é proporcional à sua desfaçatez!

Ela avançou com sua espada antes que a mulher respondesse.

A intenção assassina da lâmina de ferro cortou o ar, fazendo a própria cachoeira parecer parar no tempo.

A mulher desviou com facilidade, flutuando descalça. Zombou da arma.

— Essa espada não pode me matar.

— Vou tentar mesmo assim — disse Yan Li, embora sua confiança vacilasse. Ela não conseguia discernir o nível de cultivo da inimiga, mas sabia que estava em desvantagem.

— Você tem potencial — comentou a mulher. — Talvez até ascenda à imortalidade um dia. Por que morrer por desconhecidos?

Sua voz era como um gancho, sondando vulnerabilidades ocultas.

— Você pode simplesmente ir embora.

— Discipulado é vida e morte compartilhadas — Yan Li canalizou energia espiritual para a lâmina. A água sob a cachoeira se revolveu quando ela atacou com frieza. — Sou a irmã sênior deles!

Qing Gui arregalou os olhos surpresa — uma espada de ferro manipulando a água?

Subestimara essa cultivadora.

— Reino Sanqing… interessante.

A espada de ferro se estilhaçou após o ataque, restando apenas o cabo.

As mãos de Yan Li tremiam. Será que consegui atingi-la?

A névoa ocultava tudo. Ela manteve sua energia defensiva ativa — sem espada, mas não indefesa.

Um dedo gelado pressionou sua nuca. Estava errada.

A morte estava a um sopro de distância. Yan Li não percebeu quando a mulher se moveu.

— Lembre-se do seu algoz — Qing Gui, Senhora da Cidade de Wanyou, dos Treze Domínios Fantasmas — murmurou ela, traçando o perfil de Yan Li do queixo à pálpebra.

— Então me mate — sussurrou Yan Li, os olhos cerrados.

Qing Gui forçou os olhos dela a se abrirem.

— Não tem medo?

Diante do silêncio, a tirana sorriu de lado.

— Ótimo. Vamos matar seus juniores, então.

Um assovio rasgou o ar. Os olhos de Yan Li se arregalaram.

— Não!!

Poder espiritual condensou-se em uma longa espada — lascada, mas letal — diante dela.

Yan Li congelou.

Não era sua espada — mas era a única que tinha agora.

Agindo por instinto, agarrou a lâmina que voara até ela e a cravou no ombro esquerdo de Qing Gui.

O golpe foi rápido como um raio — já não era a cultivadora guiando a espada, mas a espada arrastando sua dona. Yan Li foi arremessada adiante pelo impulso.

Com um estrondo, ambas colidiram com a parede de pedra. Escombros desabaram atrás de Qing Gui quando metade da lâmina se enterrou na rocha, prendendo o ombro da oponente.

Sangue quente espirrou no rosto de Yan Li, tingindo sua visão de vermelho. Com as duas mãos no cabo, ela rugiu e puxou a lâmina para cima, rasgando o osso desde a clavícula.

O ranger do metal contra a pedra perfurou seus ouvidos. Suas mãos tremiam, a força se esvaindo.

Ao cair pela borda da cachoeira, Yan Li ainda vislumbrou o rosto de Qing Gui através da névoa rubra — traços contorcidos em fúria e terror.

Ela havia decepado o braço do demônio.

Água gelada invadiu suas narinas. A escuridão engoliu Yan Li por completo.

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Capítulo 14
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Na grande competição do Reino Sanqing, Suiyin conquistou o primeiro lugar em esgrima, recebendo a rara oportunidade de escolher seu mestre. Selecionar um mestre digno significava...

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