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I Have a Sword to Ask the Heavens

Capítulo 18

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🟡 Em breve

Sem encontrar sinal de Suiyin, a mão de Xia Shi voou para sua espada. Seus dedos roçaram o tecido áspero que a envolvia, antes de se lembrar de que a lâmina estava inutilizada.

O Selo do Tai Chi se materializou em sua palma. Suas mãos dançaram entre selos e, num suspiro, a fragrância enjoativa desapareceu. Sua visão se aguçou.

Xia Shi examinou a área. Nenhuma sombra de Suiyin restava.

Para onde ela foi?

— Jovem amiga, posso ler o seu destino? — Uma figura se apoiava nas colunas do corredor, engolida por uma túnica daoísta grande o suficiente para cobrir três como ela. As mangas se acumulavam no chão como se uma criança estivesse brincando de se fantasiar.

Xia Shi passou direto, sem sequer lançar um olhar para a adivinha, os olhos fixos à frente, onde Suiyin poderia estar.

— Fique, jovem amiga. — A voz rouca trazia uma ponta de comando.

Xia Shi parou. Abaixo dela, olhos branco-leitosos brilhavam nas sombras — luminosos como pedras da lua, completamente inumanos.

— Está… falando comigo? — Xia Shi franziu o cenho. Embora o corredor estivesse cheio de transeuntes, aquelas órbitas cegas acompanhavam seus movimentos sem erro.

A mulher se ajeitou contra a coluna, mãos esqueléticas gesticulando para o chão vazio à sua frente. Quando Xia Shi imitou sua postura de pernas cruzadas, o mundo se calou repentinamente.

Uma barreira vibrou ao redor delas. As sobrancelhas de Xia Shi se ergueram quando a pressão espiritual tornou o ar mais denso — o peso esmagador de alguém muito além de seu nível de cultivo.

Controlando a respiração, ela inclinou a cabeça.

— Respeitável sênior.

— Leio destinos — bênçãos, jornadas, riquezas, até mesmo casamentos por afinidade. — A adivinha sacudiu três moedas de cobre dentro de uma carapaça de tartaruga.

O polegar de Xia Shi percorreu o cabo arruinado de sua espada.

— Leia vida e morte.

O riso da vidente estalou como folhas secas.

— Vida e morte se curvam ao decreto do Céu. A carne mortal não pode desafiar o Dao Celestial.

Memórias invadiram Xia Shi — sua própria voz, afiada pela arrogância juvenil:

Observe bem. Um dia minha lâmina exigirá respostas do próprio Dao Celestial.

Por que temer o julgamento dos céus? Se ninguém ousa desafiá-lo, serei a primeira.

O tilintar das moedas a trouxe de volta. Três cobres giraram sobre os ladrilhos de pedra.

Os olhos brancos se fecharam enquanto os dedos da adivinha rastejavam sobre as moedas caídas. Sua unha raspou a borda rachada de uma delas, parou e ficou imóvel.

Depois de seis tentativas, um hexagrama finalmente se formou.

— Fortuna e infortúnio se entrelaçam; ganhos e perdas são triviais — declarou a vidente.

Xia Shi baixou o olhar.

— Fortuna e infortúnio se entrelaçam…

A adivinha completou:

— Uma oportunidade se encontra diante de você. Agarrá-la pode resolver seu dilema atual.

Seu dilema nada mais era do que restaurar a forma da Espada Sem Coração e encontrar seu espírito.

Os dedos de Xia Shi se apertaram ao redor do cabo da espada. Um tremor de empolgação percorreu seu corpo, ruborizando-lhe o rosto.

Isso significa que eu realmente posso restaurar a Espada Sem Coração!?

Quando abriu a boca para perguntar, a barreira ao redor delas se dissolveu. Três homens bêbados cambalearam por perto, desabando contra a parede como sacos de grãos.

— Olha só! A cega enganou mais uma! — zombou um deles.

Os outros explodiram em gargalhadas.

— Moça, não acredita nela não — soluçou um homem. — Essa aí não é adivinha de verdade. Esse papo de “oportunidade” e “fortunas entrelaçadas”? Ela repete pra todo otário.

Xia Shi observou a adivinha silenciosa. A túnica larga deixava expostas mãos cobertas de cicatrizes emaranhadas como galhos.

Suiyin apareceu de repente, puxando-a para longe.

— Achei! Tem mesmo um curandeiro aqui!

Xia Shi tropeçou por quatro passos antes de olhar para trás.

Os bêbados ainda zombavam.

A adivinha havia desaparecido. Restaram apenas uma carapaça de tartaruga e três moedas de cobre.

— Onde você estava? — perguntou Xia Shi, em tom neutro.

— Eu? O segundo andar tava sufocante. Fui tomar ar fresco e, puff — você sumiu! — Suiyin ergueu suas mãos entrelaçadas (a dela apertando o pulso de Xia Shi) com um sorriso ensolarado. — Segura firme, amiga! Se te perder agora, onde vou arrumar outra?

Xia Shi nada disse enquanto Suiyin a arrastava para um canto sombrio do segundo andar.

Nenhuma lâmpada iluminava o corredor. Diante de uma porta distante, se estendia uma fila que incluía os irmãos de antes.

O peito do irmão mais velho mal se movia — mais cadáver do que homem.

— Curandeiro! Salve meu irmão! Eu dou qualquer coisa! — O irmão mais novo esmagava a testa contra o assoalho, pintando de vermelho as tábuas de madeira.

Os outros na fila franziram o cenho, mas permaneceram em silêncio.

O curandeiro não seguia regras, apenas o próprio capricho, e detestava barulho — por isso a multidão muda.

Um rangido rompeu o silêncio. A porta se abriu, cuspindo um cultivador de espada que empunhava sua lâmina.

Seus movimentos fluíam como água corrente.

— A habilidade do curandeiro é inigualável! — exclamou ele antes de partir.

Uma mulher de túnica verde surgiu em seguida. Seu olhar passou direto pelos irmãos ajoelhados, fixando-se em Xia Shi e Suiyin.

Ela mal dera um passo quando mãos agarraram sua manga.

— Fada! Fada! Nós chegamos primeiro! Você devia tratar meu irmão primeiro! — O homem se ajoelhou desesperado, o sangue escorrendo pela testa, horrorizado por estar sendo ignorado enquanto ela se virava para outro paciente.

— Seus gritos deram dor de cabeça ao mestre. Sem mais consultas hoje.

Ainda segurando sua manga, o rosto manchado de sangue, o homem implorou:

— Não! Por favor, implore ao curandeiro! Meu irmão está morrendo! Eu vou ficar quieto — eu juro!

O rosto da mulher de verde se contraiu de irritação, sem conseguir se desvencilhar do homem agarrado a ela.

Ela advertiu, com frieza:

— Se continuar assim, mandarei os dois embora do Pavilhão da Beleza.

O homem hesitou, depois avançou de repente. Uma lâmina brilhou em sua cintura, sua ponta roçando a garganta da mulher enquanto ele rugia em direção ao quarto:

— Curandeiro! Salve a gente!

Seu avanço desesperado carregava a imprudência de uma fera encurralada.

—Não me culpe, Fada! Eu não tive esco—

Clang!

A lâmina caiu no chão com estrondo. Xia Shi ergueu o olhar e viu o crânio do agressor perfurado por um objeto fino, com sangue escuro escorrendo entre suas sobrancelhas.

A mulher de túnica verde permaneceu impassível, movendo-se com precisão mecânica. Sem demonstrar emoções, deu um chute no cadáver, afastando-o, e sacudiu as mãos como se limpasse a sujeira. Servos subiram imediatamente para remover os dois irmãos.

— O mestre não atenderá mais hoje. Dispersem-se.

A multidão resmungou e praguejou — não tanto pela consulta interrompida, mas pela estupidez do homem morto. Cenas assim aconteciam mensalmente no Solar da Beleza. Ninguém ousava desafiar a curandeira.

Xia Shi soltou o ar devagar, sentindo-se sobrecarregada com a dureza dos Nove Reinos.

Cultivadores medicinais tratando vidas como palha seca. Cultivadores afundados em decadência. Caos por toda parte.

— Vamos.

Suiyin a seguiu quando Xia Shi se virou para partir. A mulher de túnica verde interceptou-as.

— Fadas, esperem. O mestre as receberá.

Xia Shi e Suiyin trocaram olhares surpresos.

— Vocês disseram que as consultas terminaram — desafiou Suiyin, colocando-se à frente de Xia Shi.

— É a vontade do mestre.

Que estranho, pensou Suiyin. Aproximando-se até os ombros se tocarem, sussurrou perto do ouvido de Xia Shi:

— Confia nisso?

Um arrepio percorreu a nuca de Xia Shi com a proximidade. Ela pressionou o dedo contra a bochecha invasiva de Suiyin.

— Use transmissão de voz.

Não havia necessidade de ficar tão perto para conversar.

Suiyin piscou — ah, é mesmo, podiam usar transmissão de voz!

— Acha que devemos ir? — transmitiu novamente.

— Desnecessário.

A resposta refletia a habitual concisão da remetente.

— Faz sentido. Há cultivadores medicinais aos montes. Qualquer um seria melhor que esse aqui.

O assassinato silencioso de instantes atrás a deixara profundamente inquieta.

Rapidamente, concordaram em sair.

Mas a cultivadora medicinal ali dentro tinha outros planos.

Uma figura fantasmagórica materializou-se diante delas.

— Saiam agora, e vão se arrepender depois.

A lendária curandeira vestia mantos negros. Sua pele possuía o tom doentio de quem não via a luz do sol há décadas. Embora seus traços fossem refinados, a palidez antinatural lançava sombras em cada linha do rosto.

Seus olhos em brasa fixaram-se em Xia Shi, ardendo com um fervor inquietante.

Ela se parecia com uma colecionadora que acabara de encontrar um tesouro raro.

Xia Shi franziu o cenho sob aquele olhar intenso, seus dedos se apertando em torno do Selo do Tai Chi.

— Seu poder espiritual vaza diariamente. Seu reino está em colapso contínuo. — A curandeira observava o rosto de Xia Shi com avidez, procurando qualquer reação.

Não encontrou nenhuma. Xia Shi retribuiu o olhar predatório com indiferença calma.

— Então você sabe — murmurou a curandeira, os dedos tamborilando ritmicamente contra a coxa, traindo a impaciência. — Então também deve saber o que vem depois — dor dilacerante nos ossos, meridianos se despedaçando como pano podre…

Ela inclinou-se levemente.

— Quer viver? Quer cultivar de novo? Eu sou sua única esperança.

O braço de Xia Shi estremeceu ao sentir alguém agarrar seu pulso — os dedos de Suiyin cravando-se mais fundo a cada palavra da curandeira.

Estranho, pensou Xia Shi. Por que Suiyin está mais agitada que a própria paciente?

— Os Nove Reinos estão repletos de cultivadores medicinais. O próprio Vale dos Doutores Divinos abriga linhagens de bestas sagradas — respondeu Xia Shi com crescente desconfiança. Essa mulher exala perigo. — Opções não faltam.

— Vale dos Doutores Divinos? — A curandeira curvou os lábios num sorriso torto. — Aqueles charlatões? Eles vão deixá-la apodrecer no caixão antes mesmo de erguer um dedo.

A garota de túnica verde, até então silenciosa, finalmente falou:

— Minha senhora trata os rejeitados pelo Vale dos Doutores Divinos. Não houve uma falha sequer desde a fundação do Solar da Beleza.

A curandeira ergueu o queixo, esperando súplicas por ajuda.

Xia Shi observou as duas — a curandeira orgulhosa e a garota de túnica verde.

Será que essa mulher realmente não percebia o quão falha era sua atuação de marionetista?

A garota de verde era claramente seu fantoche.

Todo aquele discurso não passava de um autoelogio descarado.

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Capítulo 18
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I Have a Sword to Ask the Heavens

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Na grande competição do Reino Sanqing, Suiyin conquistou o primeiro lugar em esgrima, recebendo a rara oportunidade de escolher seu mestre. Selecionar um mestre digno significava...

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