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I Have a Sword to Ask the Heavens

Capítulo 7

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🟡 Em breve

O Pavilhão Linglong tinha noventa e nove andares, cada um com trinta e seis degraus. A cada passo, a pressão aumentava. Quatrocentos anos atrás, até mesmo aquele gênio da esgrima do Reino Sanqing mal conseguira passar do oitenta e primeiro andar.

Lu Ciyou esforçava-se para colocar a perna no degrau seguinte. Gotículas de suor escorriam pelas têmporas enquanto o sangue cobre subia implacável pela garganta.

Vários degraus abaixo, Jiang Xinian arfava violentamente, as veias saltadas devido à pressão que torcia seu corpo, a ponto do sangue parecer prestes a fluir para trás.

Ele recuou dois degraus e desabou na escada, incapaz de avançar mais.

A pressão aliviou imediatamente. Ele ergueu o olhar e viu Lu Ciyou ainda subindo.

— Ei — chamou entre os suspiros —, o que tem lá em cima? Por que se torturar assim?

Suas palavras quebraram o foco reunido de Lu Ciyou. Ela se virou, olhos em chamas.

— Silêncio!

— Se Xia Wuwei alcançou o oitenta, eu conquistarei o oitenta e um!

Jiang Xinian observou a forma trêmula dela.

— …Este é só o trigésimo andar.

Eles sequer tinham vislumbrado o limiar do trigésimo primeiro. Forçar mais poderia esmagar tanto o senso espiritual quanto a consciência.

O olhar de Lu Ciyou poderia atravessar pedra.

Jiang Xinian deu de ombros e deslizou para baixo alguns degraus. Já tinha atingido seu limite.

Na base do próximo andar, a pressão bateu em Lu Ciyou como um martelo. Estrelas dançavam em sua visão enquanto o sangue inundava sua boca.

— Senhorita! — gritou Jiang Xinian lá de baixo —. Desça! Ninguém pode salvá-la lá em cima — que desperdício morrer jovem!

Lu Ciyou estabilizou a cabeça que nadava, fitando a escada sem fim. Seus lábios empalideceram sob a pressão.

Ela se recusava a ceder.

Lingyang Jun realmente fazia jus ao seu status de imortal ascendido — até a pressão póstuma do seu Reino Secreto da Mansão Púrpura continuava esmagadora. Jiang Xinian massageava as têmporas, o senso espiritual ainda latejando apesar do descanso.

Um brilho carmesim na visão periférica o fez sentar-se ereto. Lu Ciyou descia furiosa pelas escadas.

— Desistiu? — chamou.

As promessas anteriores dela sobre o oitenta e um evaporaram mais rápido que o orvalho da manhã.

Que fim para a estimada jovem do Pavilhão Liujin.

Eles desciam em fila indiana, quase colidindo com um homem subindo.

Traços comuns. Espada Longa comum. Ainda assim, ele subia sem esforço, sem pressão alguma.

Lu Ciyou ficou olhando. Depois do vigésimo andar, os escaladores desapareciam. Além do vigésimo quinto, só Jiang Xinian a havia seguido.

Cultivo de Núcleo Dourado em estágio médio com Corpo Espírito Celestial — isso mal a levou até o trigésimo andar. Mas aquele homem…

Ou seu talento eclipsava o Corpo Espírito Celestial, ou seu cultivo ultrapassava o Reino de Separação do Espírito.

— Irmão Imortal! — sua voz falhou —. Espere!

O homem não parou, como se fosse surdo às palavras dela, e continuou subindo.

— Ei! Pare! — Lu Ciyou fora criada com uma colher de ouro. Ninguém no Pavilhão Liujin ousava desobedecê-la, e estranhos evitavam desrespeitá-la sob a influência do pavilhão. Enfurecida com a primeira rejeição da vida e sem fôlego pela força opressora da escada, ela avançou a lança Dragão Voador com um zumbido metálico.

As pálpebras de Jiang Xinian tremeram. O temperamento da jovem era feroz demais — ela atacaria qualquer um que a ignorasse.

A lança congelou a um pé das costas do homem, parada por uma força invisível.

Lu Ciyou arregalou os olhos, então puxou para trás com toda força. A Dragão Voador não se moveu.

— Ah — disse o homem de lado —, a pirralha do Pavilhão Liujin. Por um velho amigo, vou lhe dar uma lição.

A espada dele permaneceu na bainha, mas uma onda de energia suave lançou os dois jovens para baixo.

Era o golpe característico de um imortal da espada.

Lu Ciyou e Jiang Xinian despencaram do trigésimo para o primeiro andar, sangue escorrendo dos lábios.

Jiang Xinian se levantou rapidamente, tossindo enquanto apertava os olhos para encarar a altura vertiginosa do Pavilhão Linglong. Uma figura solitária continuava subindo — muito além do sexagésimo andar agora.

Calafrios lhe arrepiaram os braços.

— Lu Ciyou! Você quase nos matou!

Ela cuspiu espuma carmesim e ergueu a lança de novo.

— Você é louca! — Jiang Xinian quase revirou os olhos para o céu. Ia encontrar Liu Sheng e partir — nada de ficar naquele ninho de víboras.

No quinto andar, encontraram Wen Zhishu e Liu Sheng agachados em um canto.

Lu Ciyou se voltou para eles.

— O que vocês estão fazendo aqui?

Sua busca não encontrou Xia Shi, mas grupos de cultivadores desordeiros espiavam por perto, lançando olhares furtivos.

Wen Zhishu levantou-se com uma reverência polida.

— Senhorita Lu.

— Explique — a voz de Lu Ciyou soou firme. Vários cultivadores se mexeram desconfortáveis.

O Pavilhão Liujin não era só uma seita de elite — o império comercial da família Xiao se espalhava pelos Nove Reinos. Homens sábios irritavam outras seitas antes de cruzar o Liujin, cuja riqueza poderia sufocar os fundos de qualquer viajante. Especialmente cultivadores desordeiros.

— Xia Shi e Suiyin entraram na formação da caixa preta por acaso. O jovem mestre Liu juntou-se à minha vigília — Wen Zhishu indicou a multidão reunida, suas palavras carregando o suave sotaque de Jiangnan. — A popularidade do quinto andar me surpreende.

Clang!

Lu Ciyou bateu a lança no chão e sentou-se de pernas cruzadas, o queixo empinado desafiador diante dos grupos.

Os tesouros do quinto andar não atraíam essa multidão. O conteúdo da caixa de sândalo sangue valia mais que a madeira — intocado por anos porque a formação matava todos que tentavam.

Se Xia Shi e Suiyin surgissem feridas após quebrar o selo, esses abutres iriam se juntar.

O olhar de Lu Ciyou afiou-se.

Quatro cultivadores de Núcleo Dourado tardio. Um cujo poder ela não podia avaliar. Nem a Dragão Voador poderia pará-los todos.

— Jiang Xinian.

Sua sobrancelha tremeu.

— O que é agora?

A jovem nunca o convocava para boas notícias.

— Já que somos todos amigos, vamos esperar por eles juntos. Que acha? — disse Lu Ciyou, fitando um jovem bonito que sentava casualmente, com as pálpebras semi-cerradas, brincando com uma lâmina curta.

Ele vestia um robe azul com padrões pretos, sentado sozinho em meio a grupos dispersos de cultivadores desordeiros. Sua presença se destacava como um pinheiro solitário numa floresta de mato baixo.

Lu Ciyou não conseguia discernir seu nível de cultivo de jeito nenhum.

O esperto Liu Sheng já tinha explicado a situação para Jiang Xinian. Após breve hesitação, Jiang Xinian sentou-se decididamente, com sua Espada Shenwu pronta à mão.

— Bom.

Em poucos momentos, metade dos cultivadores fugira do quinto andar. Quem arriscaria irritar o jovem mestre de Canghai e a jovem dama do Pavilhão Liujin?

O homem permaneceu. Outra lâmina apareceu entre seus dedos.

Lu Ciyou bufou, tirando várias garrafas do anel de armazenamento.

— O que é isso? — Jiang Xinian olhou os frascos.

— Pílulas Yangyuan. Pó Ningqi. Orvalho Baicao. Donzelas Celestiais…

Medicamentos de primeira linha. Rumores diziam que uma única Donzela Celestial podia curar meridianos e aumentar o cultivo temporariamente — cada pílula valia uma fortuna. E ainda assim essa jovem levava um frasco cheio!

Jiang Xinian estalou a língua, lutando contra o impulso de encarar as pílulas inestimáveis.

— Por que tirar tudo isso?

Lu Ciyou manteve os olhos fixos no homem que empunhava a lâmina à sua frente.

Seu cultivo podia ser inferior, mas suas ervas espirituais eram abundantes. Suficiente para esgotar qualquer oponente.

Os dedos de Song Chen pararam nas lâminas. Um riso suave escapou dele.

Esses jovens de seita eram realmente lentos de espírito.

Cada nível de cultivo abrangia diferenças vastas que nenhum elixir poderia superar.

Ingênuos.

Seus olhos puxados lançaram um olhar para as pessoas atrás de Lu Ciyou antes de deslizarem indiferentes.

Dentro da formação,

Xia Shi franziu a testa diante dos oito Espelhos d’Água que a cercavam. Uma formação ilusória — forçando o confronto com memórias enterradas.

Mas por que só ela?

Ela entrara com Suiyin, mas os oito espelhos focavam apenas nela.

Suiyin estava separada pelos espelhos. Quando tocava a superfície de um deles, o poder espiritual latejava em sua mão.

Esfregando a pele vermelha, Suiyin murmurou:

— Que cruel.

Preocupada apesar da barreira, chamou:

— Xia Shi? O que está acontecendo?

Nenhuma resposta veio. Xia Shi já fora puxada para a ilusão.

— Por que escolheu ‘Wuqing’? Que nome horrível. — A voz feminina sussurrou ao lado do seu ouvido.

A jovem Xia Wuwei sorriu enquanto polia sua espada.

— Dizem que o Dao Celestial é impiedoso. Com esta lâmina, exigirei respostas do próprio céu.

A Espada Impiedosa tremia na mão dela, cheia de ressentimento:

— Mas eu não sou impiedosa. Sei o que gosto e o que não gosto.

— É só um nome. Me chamam de Xia Wuwei — isso significa que sou sem propósito? Venci a competição da Seita Imortal. Ninguém supera minha esgrima.

Os olhos de Xia Wuwei brilhavam enquanto ela saltava sobre a piscina coberta de gelo, demonstrando com desprezo os movimentos da espada através das névoas frias que giravam no ar.

— Um dia vou levar você além dos Nove Reinos para ver as terras lendárias dos imortais.

Xia Shi estava sob as beiradas do corredor, observando friamente o jovem dançarino da espada. As grandes ambições da juventude há muito se apagaram.

Desafiar o Dao Celestial com uma espada? Pura bobagem.

A neve caía mais forte, obscurecendo gradualmente tanto a figura do espadachim na piscina congelada quanto sua própria presença.

Xia Shi se virou e avançou, encontrando alguém.

— Xia Wuwei, certamente passará sua tribulação. Já escolheu o local?

Cultivadores jamais revelavam o verdadeiro local da tribulação, exceto a companheiros confiáveis.

A testa de Xia Shi se franziu. Metade de seus antigos amigos jazia morto na Região Qinghu, o restante provavelmente a desprezava agora.

Ela não reconheceu a figura. Aproximou-se, mas o rosto permaneceu velado na névoa.

— Domínio Sombrio — respondeu sua própria voz.

As pupilas de Xia Shi se contraíram. Domínio Sombrio!? Sua tribulação não deveria ser na Região Qinghu!?

Aquela tribulação desastrosa em Qinghu causara tudo.

Sua mente girava. Formações ilusórias não podiam fabricar eventos não vivenciados — a prática de espada na neve era real, o ridículo desafio ao Dao Celestial era real, portanto as palavras daquela estranha tinham que ser verdade.

Sua tribulação realmente fora no Domínio Sombrio?

Quem era aquela mulher? Por que confiava nela?

Uma energia de lâmina jorrou em sua direção, brilhando com o familiar poder espiritual dourado.

Seu próprio poder.

A Espada Impiedosa perfurou seu peito. A agonia quase destruiu sua consciência enquanto o sangue manchava a fita de cabelo que tocava seus lábios.

Olhou para cima através da dor e viu a mulher sem rosto segurando a espada.

Frases estranhas ecoavam ao seu redor:

— Xia Wuwei! Que bom que nos encontramos!

— Xia Wuwei! Minha única amiga!

— Xia Wuwei! Por que você precisa ser tão excelente? Por que todos te adoram…

— Xia Wuwei! Eu te odeio!

— Xia Wuwei! Morra!

Quatrocentos anos de tranquilidade cultivada quase se despedaçaram sob aquele ataque de ódio e raiva.

Quem era aquela!?

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Capítulo 7
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Na grande competição do Reino Sanqing, Suiyin conquistou o primeiro lugar em esgrima, recebendo a rara oportunidade de escolher seu mestre. Selecionar um mestre digno significava...

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  • Capítulo 20
  • Capítulo 19
  • Capítulo 18
  • Capítulo 17
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  • Capítulo 15
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  • Capítulo 13
  • Capítulo 12
  • Capítulo 11
  • Capítulo 10
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  • Capítulo 5
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