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POCAHONTOS

Capítulo 14: O Homem Que Eu Amo

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🟡 Em breve

A aldeia inteira está reunida.

O sol da manhã ilumina a clareira.

O vento sopra entre as árvores.

Mas ninguém se move.

Ninguém fala.

Todos observam o mesmo lugar.

John Smith está ajoelhado diante da grande pedra.

Os guerreiros o seguram firmemente.

Seu destino parece decidido.

À frente dele está o Chefe Powhatan.

E ao longe…

Pocahontos corre desesperadamente.

Pocahontos: — PAI!

A multidão se abre enquanto ele atravessa a aldeia.

Nakoma observa com o coração acelerado.

Os anciãos trocam olhares preocupados.

Powhatan se vira.

Seu rosto endurece.

Chefe Powhatan: — Pare aí.

Mas Pocahontos continua correndo.

Até chegar ao centro da clareira.

Ofegante.

Com lágrimas nos olhos.

Pocahontos: — Por favor… não faça isso.

O silêncio domina a aldeia.

Powhatan o encara.

Chefe Powhatan: — Não se meta.

Pocahontos: — Pai, escute-me.

Chefe Powhatan: — A decisão foi tomada.

Pocahontos: — Ele não merece morrer!

Chefe Powhatan: — Kocoum está morto!

A dor na voz do líder ecoa pela aldeia.

Chefe Powhatan: — Nosso povo está sofrendo!

Pocahontos: — E mais morte não vai mudar isso!

John observa a cena.

Seu coração aperta ao ver Pocahontos ali.

Arriscando tudo.

Por ele.

Os guerreiros empurram John contra a pedra.

Ele fecha os olhos.

Sabendo que o momento chegou.

Powhatan ergue lentamente o grande cajado cerimonial.

O símbolo de sua autoridade.

O símbolo de sua decisão.

A multidão prende a respiração.

Pocahontos: — NÃO!

Antes que alguém possa reagir…

Ele corre.

Corre o mais rápido que pode.

E se joga entre John e o cajado.

Abrindo os braços diante dele.

Protegendo-o.

Toda a aldeia fica em choque.

Chefe Powhatan: — Pocahontos!

Pocahontos: — Não!

O cajado permanece erguido.

Mas agora diante do próprio filho.

Lágrimas escorrem pelo rosto de Pocahontos.

Mas sua voz é firme.

Mais firme do que nunca.

Pocahontos: — Se vai matar ele…

O silêncio é absoluto.

Pocahontos: — Terá que me matar primeiro.

Um murmúrio percorre a multidão.

Nakoma leva a mão à boca.

Os guerreiros ficam imóveis.

Até John arregala os olhos.

Powhatan permanece congelado.

Incapaz de acreditar no que está ouvindo.

Chefe Powhatan: — Saia da frente.

Pocahontos: — Não.

Chefe Powhatan: — Eu sou seu pai.

Pocahontos: — E eu sou seu filho.

As lágrimas continuam descendo.

Mas Pocahontos não recua.

Nem um único passo.

Então ele olha diretamente nos olhos de Powhatan.

E finalmente diz aquilo que todos já suspeitavam.

Mas ninguém havia escutado de sua própria boca.

Pocahontos: — Eu o amo.

O mundo parece parar.

Pocahontos: — Ele é o homem que eu amo.

O silêncio se torna ainda mais profundo.

Nem mesmo os pássaros cantam.

Nem mesmo as folhas se movem.

John sente os olhos se encherem de lágrimas.

Ele nunca imaginou ouvir aquelas palavras.

Muito menos diante de toda a aldeia.

Powhatan continua imóvel.

Segurando o cajado.

Observando o filho.

O mesmo filho que ele criou.

Protegeu.

Amou durante toda a vida.

O mesmo filho que agora está disposto a sacrificar tudo por aquilo em que acredita.

Então…

O vento para.

Completamente.

Toda a floresta fica imóvel.

Como se o próprio mundo estivesse aguardando uma resposta.

Powhatan observa ao redor.

As árvores.

O céu.

O povo.

E finalmente…

Pocahontos.

Ele vê coragem.

Vê compaixão.

Vê amor.

E, pela primeira vez desde a morte de Kocoum…

Ele compreende algo.

A morte de John não trará paz.

Não devolverá Kocoum.

Não curará a dor de seu povo.

Apenas criará mais sofrimento.

Mais ódio.

Mais guerra.

Lentamente…

O líder abaixa o cajado.

A multidão observa em absoluto silêncio.

Chefe Powhatan: — Meu filho…

Sua voz está mais suave agora.

Chefe Powhatan: — Eu ouvi apenas a dor.

Ele olha para John.

Depois para o povo.

Chefe Powhatan: — Mas o verdadeiro caminho não é o da vingança.

Os guerreiros se entreolham.

Os anciãos observam atentamente.

Chefe Powhatan: — O amor exige mais coragem do que a guerra.

Pocahontos sente as lágrimas aumentarem.

Powhatan solta o cajado.

Ele cai suavemente sobre a terra.

Chefe Powhatan: — Libertem o inglês.

A aldeia inteira fica em choque.

Os guerreiros hesitam.

Mas obedecem.

As amarras de John são retiradas.

Pocahontos fecha os olhos.

Aliviado.

John se levanta lentamente.

Ainda sem acreditar.

Então o vento retorna.

Suave.

Gentil.

Dançando entre as árvores.

Como se finalmente estivesse em paz.

Capítulo 14: O Homem Que Eu Amo
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POCAHONTOS

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No ano de 1607, quando navios ingleses chegam às terras da Tribo Powhatan em busca de riquezas, dois jovens de mundos completamente diferentes têm suas vidas transformadas para sempre.

...

Chapters

  • Capítulo 16: Entre a Vida e a Morte
  • Capítulo 15: O Sacrifício
  • Capítulo 14: O Homem Que Eu Amo
  • Capítulo 13: O Vento da Escolha
  • Capítulo 12: A Notícia no Acampamento
  • Capítulo 11: A Última Noite
  • Capítulo 10: O Julgamento
  • Capítulo 9: Sombras Entre os Dois Mundos
  • Capítulo 8: Mais Perto do Que Nunca
  • Capítulo 7: O Lugar Secreto
  • Capítulo 6: Duas Visões do Mundo
  • Capítulo 5: Escute Seu Coração
  • Capítulo 4: Estranhos na Costa
  • Capítulo 3: Planos para o Futuro
  • Capítulo 2: O Caminho Escolhido
  • Capítulo 1: Os Ventos da Mudança
  • Capítulo Final: Onde o Vento Nos Levar
 

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