Capítulo Final: Onde o Vento Nos Levar
O sol começa a se pôr.
Tons dourados e alaranjados cobrem o céu.
A aldeia Powhatan está silenciosa.
A guerra foi evitada.
Ratcliffe foi preso pelos próprios ingleses.
Mas uma nova dor se aproxima.
A dor da despedida.
Próximo ao rio…
O navio inglês está preparado para partir.
O médico já deixou claro.
John Smith precisa voltar para a Inglaterra.
Seu ferimento é grave.
Sem tratamento adequado, ele pode morrer.
Pocahontos está ao lado dele.
Segurando sua mão.
Como se cada segundo fosse precioso.
Porque é.
John olha para o horizonte.
Depois para Pocahontos.
Seus olhos azuis estão cheios de emoção.
John Smith: — Venha comigo.
Pocahontos o encara.
John Smith: — Venha viver comigo.
O silêncio toma conta do momento.
John Smith: — Quero mostrar minha casa para você.
John Smith: — Quero mostrar os castelos.
John Smith: — As cidades.
John Smith: — Quero mostrar o mundo.
Sua voz treme.
John Smith: — Quero acordar todos os dias ao seu lado.
As lágrimas surgem nos olhos de Pocahontos.
Lentamente…
Ele olha para o pai.
O Chefe Powhatan está próximo.
Observando tudo em silêncio.
Pai e filho trocam um olhar.
Um olhar cheio de significado.
Pocahontos: — Pai…
Powhatan se aproxima.
Sua expressão é calma.
Chefe Powhatan: — Você já não é uma criança.
Pocahontos escuta atentamente.
Chefe Powhatan: — É um homem.
O líder coloca a mão em seu ombro.
Chefe Powhatan: — E homens fazem suas próprias escolhas.
As palavras emocionam Pocahontos.
John sorri.
Esperançoso.
John Smith: — Então venha comigo.
Pocahontos olha para o navio.
Depois para o oceano.
Depois para a floresta.
Sua floresta.
Seu povo.
Seu lar.
Finalmente…
Ele volta a olhar para John.
Pocahontos: — Eu não posso.
A esperança nos olhos de John vacila.
John Smith: — O quê?
Pocahontos: — Meu lugar é aqui.
O vento sopra suavemente.
Pocahontos: — Meu povo precisa de mim.
Pocahontos: — Meu pai precisa de mim.
Pocahontos: — Esta terra é parte de quem eu sou.
As lágrimas descem pelo rosto de ambos.
John Smith: — Então eu fico.
Pocahontos sorri tristemente.
Pocahontos: — Não.
John Smith: — Fico com você.
Pocahontos: — Você precisa ir.
John Smith: — Não me importo.
Pocahontos segura seu rosto com carinho.
Pocahontos: — Eu me importo.
Os olhos de John se enchem de lágrimas.
Pocahontos: — Você precisa de um hospital.
Pocahontos: — Precisa sobreviver.
Pocahontos: — Precisa viver.
John Smith: — E viver sem você?
Pocahontos sorri.
Um sorriso triste.
Mas cheio de amor.
Pocahontos: — Quem disse que será para sempre?
John o observa.
Pocahontos: — O vento sempre encontra seu caminho.
Os dois se aproximam.
E compartilham um último beijo.
Suave.
Demorado.
Cheio de amor.
Cheio de despedida.
Quando se afastam…
Nenhum dos dois consegue conter as lágrimas.
O médico chama.
Médico: — Capitão, precisamos partir.
John fecha os olhos.
Sabendo que não há mais tempo.
Antes de embarcar…
Ele segura a mão de Pocahontos pela última vez.
John Smith: — Eu vou voltar.
Pocahontos: — Eu vou esperar.
John sorri.
John Smith: — Eu te amo.
Pocahontos: — Eu também te amo.
Então ele sobe para o navio.
Pocahontos permanece na margem.
Observando.
Enquanto o navio começa a se afastar.
O vento sopra.
As folhas dançam ao seu redor.
Como fizeram naquele primeiro encontro.
John permanece no convés.
Olhando para ele.
Até a distância tornar tudo pequeno.
Mas mesmo quando o navio desaparece no horizonte…
Pocahontos continua ali.
Sorrindo através das lágrimas.
Porque agora ele entende.
O amor não termina com a distância.
Nem com oceanos.
Nem com despedidas.
O vento continua soprando.
Levando consigo uma promessa.
A promessa de que um dia…
Seus caminhos voltarão a se cruzar.
FIM…
“Não importa para onde o vento nos leve… meu coração sempre encontrará o seu.”
Capítulo Final: Onde o Vento Nos Levar
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POCAHONTOS
No ano de 1607, quando navios ingleses chegam às terras da Tribo Powhatan em busca de riquezas, dois jovens de mundos completamente diferentes têm suas vidas transformadas para sempre.
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