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WU: UM DESTINO NÃO REVELADO

CAPÍTULO 21

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🟡 Em breve

“Niran… volte comigo.”

Pete disse isso enquanto seguia o garoto pela estrada, tentando convencê-lo. Mas o menino continuava tão teimoso e inabalável quanto antes.

“Eu já disse que não vou voltar.”

“Só porque você discutiu com seu avô, resolveu fugir de casa? E agora está indo para a escola Chu Ming? Você ficou maluco? Você ao menos sabe onde ela fica?”

O garoto parou por um instante e apontou para o topo de uma montanha ao longe.

“Deve ser lá em cima.”

Pete recuperou o fôlego e tentou convencê-lo novamente. “Niran… você não sente que nada disso faz sentido? Está tentando chegar a um lugar sem sequer saber onde ele fica. Sabe por quê? Porque isso não é real.”

Niran permaneceu em silêncio, como se estivesse ouvindo. Então Pete se aproximou e parou diante dele, falando de maneira mais séria. “Escute. Se você quer se tornar um Wu, mais cedo ou mais tarde vai conseguir. Apenas concorde em voltar comigo. Quando abrir os olhos no mundo real, vai descobrir que… você, Niran, já é um Wu. Não precisa ir a lugar nenhum para encontrar isso.”

“Se fosse tão fácil assim, todo mundo conseguiria”, respondeu Niran antes de dar um leve chute no tornozelo de Pete.

“Ai!”

Pete pulou para trás, soltando um pequeno grito de dor.

“Está vendo? Doeu. Isso significa que não é um sonho.”

O garoto sorriu satisfeito e voltou a caminhar, deixando Pete profundamente irritado.

“Maldição… você já era irritante quando era criança.”

Apesar da frustração, Pete apenas cerrou os punhos e continuou seguindo Niran, lembrando-se de outra coisa que Jia Hao havia enfatizado.

“Niran entrou naquele mundo sem perceber. Quando você o encontrar, precisará fazer todo o possível para ganhar sua confiança e convencê-lo a segui-lo.”

Mas como eu vou fazer essa criança teimosa confiar em mim? Eu não faço a menor ideia.

Depois de algum tempo caminhando, Pete avistou a mesma árvore pela qual tinha certeza de já ter passado anteriormente. Foi então que começou a entender o que estava acontecendo.


Niran continuou caminhando tranquilamente até que, no final, voltou exatamente para a mesma árvore. Pete, agora mais confiante sobre a situação, decidiu falar:

“Já perdemos quase duas horas. Isso basta? Não vamos conseguir chegar.”

“Continue andando. No final, vamos chegar.”

“Essa montanha é realmente tão perto quanto parece?”, perguntou Pete, olhando para o pico que Niran havia apontado como destino.

“Deve ser perto. Estamos caminhando há bastante tempo.”

“Não, não estamos chegando mais perto. E tenho certeza de que nunca chegaremos lá hoje.”

“Pare de falar bobagens. Hoje eu vou chegar à escola Chu Ming e me tornar um Wu.”

“Ah, é mesmo? E quantas vezes você acha que já passamos por esta árvore?”

Pete apontou para a árvore que havia visto inúmeras vezes. Niran se virou para olhar e também ficou perplexo. Pete encarou o pequeno Niran, que apenas lhe devolveu um sorriso discreto.

“Você está tão focado em chegar lá que nem percebeu o absurdo deste lugar. Não existe destino esperando por você, porque esse não é o verdadeiro caminho da sua vida. Você está perdido no mundo espiritual.”

Desta vez, o garoto pareceu um pouco abatido. Sua expressão fez Pete sentir pena dele. Por um instante, teve vontade de acariciar sua cabeça para confortá-lo.

“Se eu não chegar à escola Chu Ming… isso significa que nunca vou me tornar um Wu.”

Pete ficou em silêncio por um momento antes de responder:

“Então… você realmente quer ser um Wu, não é?”

“Uhum. Por quê?”

“Não é nada.”

Pete se aproximou do pequeno Niran.

“Então por que você acha que ainda não é um Wu? Por quê? Por que ainda acredita que precisa fugir de casa e ir para a escola Chu Ming? Essa fase da sua vida acabou há muito tempo.”

Niran permaneceu em silêncio. Parecia estar prestando mais atenção em Pete agora. Pouco depois, desviou o olhar e se ajoelhou na grama. Os olhos permaneceram fixos na montanha diante deles. Pete sentou-se ao seu lado.

“Eu realmente sou um Wu?”, perguntou Niran.

“Claro que é. Eu vi você selar Yao com os meus próprios olhos. E sabe de uma coisa? Em breve nós dois vamos lutar contra demônios juntos novamente.”

“Mas Kung disse que eu nunca me tornaria um Wu.”

Pete ficou em silêncio. Naquele momento, pareceu compreender algo importante.

“Essa frase te assombra a vida inteira, não é? Não importa o que aconteça, ela continua aí.”

Pete soltou um longo suspiro. Os dois permaneceram sentados em silêncio por algum tempo. Então Pete decidiu compartilhar sua própria história.

“Sabe, quando eu era criança, um treinador me insultou dizendo que alguém como eu nunca poderia se tornar atleta. Mas eu não liguei. Continuei treinando e competindo. Até ganhei uma medalha. Mas no final… eu agi como um perdedor. Fui expulso da federação e tive que abandonar o esporte antes mesmo de me tornar profissional.”

“Então o treinador estava certo.”

“Bem… talvez estivesse. Mas me diga uma coisa: o que realmente me impediu de me tornar atleta? As palavras dele ou as minhas próprias escolhas?”

O garoto ficou pensativo. Refletiu sobre o que Pete havia dito e pareceu encontrar sua própria resposta. Pete aproveitou a oportunidade imediatamente.

“Niran… eu não sei o que seu avô quis dizer quando falou aquilo. Mas isso realmente importa? As decisões que você tomou… o caminho que escolheu seguir… foi isso que fez de você quem você é hoje. Um Wu.”

Pete colocou a mão sobre o ombro magro do garoto, aliviado ao perceber que ele não se afastou.

“Volte comigo, por favor. Volte para o verdadeiro caminho da sua vida. Pare de se perder aqui.”

O pequeno Niran permaneceu em silêncio. Pete desviou o olhar, dando-lhe espaço para pensar. Finalmente, Niran ergueu a cabeça e perguntou:

“Eu posso confiar em você, Pete…?”

Pete estremeceu. A voz que acabara de ouvir era extremamente familiar. Era a voz do Niran adulto, seu amigo, sem sombra de dúvida. Quando se virou, porém, viu que ainda era o pequeno Niran quem o encarava. Mas aquilo apenas fortaleceu ainda mais sua determinação.

“Eu juro. De agora em diante, você pode confiar completamente em mim. Volte comigo.”

Pete estendeu a mão. Niran finalmente parecia disposto a ceder. Mas antes que a mão delicada do garoto pudesse alcançar a dele, uma voz rouca ecoou pelo ar.

“Yong Le!”

Niran e Pete se sobressaltaram imediatamente e se viraram na direção do som. Então viram uma borboleta batendo as asas diante deles.

“Kung…”

Pete ficou completamente atordoado. No instante seguinte, a borboleta começou a voar para longe.

“Kung!!!”

O pequeno Niran correu atrás dela sem hesitar.

“Espere, Niran!”

Pete tentou agarrá-lo, mas já era tarde demais. Tudo ao redor começou a mudar mais uma vez. Pete sentiu como se estivesse sendo arrastado por uma força invisível. Então seu corpo flutuou para longe, enquanto o mundo à sua volta se transformava novamente.

Que tipo de mundo é esse?!

Pete ficou atônito mais uma vez quando seu corpo apareceu no meio de uma estrada, como antes. Desta vez, porém, não era uma estrada rural. Parecia uma região suburbana não muito longe de Bangkok. De repente, o som de uma buzina ecoou atrás dele. Pete se virou e viu que o carro que costumava dirigir havia parado a poucos centímetros de atingi-lo. Logo em seguida, um rosto familiar apareceu pela janela e o xingou.

“Que diabos você está fazendo parado aí? Eu quase te matei!”

Niran…

Pete não conseguia explicar para si mesmo o quanto era bom ver o rosto do amigo em qualquer condição que não fosse imóvel em uma cama de hospital, mesmo que aquilo ainda fosse apenas mais uma ilusão daquele mundo.

“Nós nos conhecemos?”, perguntou Niran, franzindo a testa. Logo em seguida respondeu à própria pergunta: “Não. Nós não nos conhecemos.”

“Eu sou o Pete!!!”

“Que Pete?… Tanto faz. Não tenho tempo para conversar com você. Estou com pressa. Saia da frente!”

“Eu vim te levar de volta.”

Pete falou enquanto se aproximava da porta do carro para tentar explicar melhor a situação, mas Niran arrancou imediatamente, obrigando-o a saltar para o lado para não ser atropelado.

“Merda!”

Pete observou o carro desaparecer em alta velocidade pela estrada.

“Será que você não pode se perder em uma época em que já me conheça? Seria muito mais fácil, droga!”

Ele observou o carro de Niran se afastar pela estrada que levava a uma área industrial. Soltou um suspiro, disposto a segui-lo, mas parou quando sentiu algo estranho acima de sua cabeça. Quando ergueu os olhos, viu uma luz branca brilhante no céu. Parecia o sol, mas não era.

Naquele instante, o último aviso de Jia Hao voltou para assombrá-lo.

“Oito horas, Pete. Você precisa voltar em oito horas… caso contrário, ficará preso no mundo espiritual e será devorado por ‘aquilo’.”

Pete engoliu em seco ao lembrar-se da pergunta que havia feito.

“Aquilo…? O que você quer dizer?”

“O Vazio. Também conhecido como Vazio Infinito. Ele existe para recolher as almas daqueles que permanecem tempo demais no mundo espiritual, restaurando assim o equilíbrio da natureza.”

Pete sentiu um arrepio percorrer o corpo enquanto as palavras de Jia Hao continuavam ecoando em sua mente.

“Se você não trouxer Niran de volta a tempo, o espírito dele… será aniquilado pelo Vazio. Sua existência desaparecerá para sempre e jamais retornará. Lembre-se, Pete. O Vazio é a coisa mais perigosa de todas.”

Pete encarou a enorme esfera branca brilhando no céu. Ela parecia envolver toda a abóbada celeste e, lentamente, descer em direção à terra para consumi-la.

Seu tempo estava acabando.


Niran saiu do carro com a mochila pendurada no ombro e olhou para um poste de luz. Acima dele flutuava uma estranha nuvem negra.

“Você é muito difícil de capturar. Já escapou de mim treze vezes. Mas desta vez, você é meu.”

É o Yao que causou os apagões pela cidade inteira?

Niran parou ao ouvir a voz. Não havia percebido que Pete estava ao seu lado havia algum tempo.

“Foi isso que você me contou antes”, suspirou Pete. “Deve ser mais um problema inacabado que continua te assombrando, não é? É por isso que você quer voltar e enfrentá-lo outra vez.”

“Quem é você? Eu já disse que não te conheço.”

“Agora não conhece. Mas no futuro será você mesmo quem vai me dar este colar.”

Pete puxou para fora da camisa o pingente de jade que escondia sob a roupa. Niran ficou surpreso ao ver o objeto, tão parecido com o seu, mas ainda assim respondeu:

“Eu não posso ir a lugar nenhum com você. Tenho um dever a cumprir. Esta é a primeira missão que o Conselho dos Anciãos me confiou. Se eu fracassar, eles nunca vão me aceitar pelo resto da vida.”

“E daí? Você realmente se importa com isso?”

Naquele momento, um assobio agudo ecoou nas proximidades. Niran se virou e viu Yao avançando em sua direção. Sem hesitar, empurrou Pete para trás e correu para enfrentá-lo. Sacou o sino e começou a tocá-lo enquanto gritava:

“Venha!”

Yao avançou com uma velocidade assustadora. Niran fez tudo o que podia para resistir ao seu poder. Continuou gritando, continuou tocando o sino, cada vez mais alto e com mais força, mas era extremamente difícil. Yao era poderoso demais.

Pete observava as ondas de energia colidindo diante dele e gritou:

“Droga! Você nunca vai derrotá-lo, porque no mundo real você não conseguiu! É igual sonhar que reprovou numa prova… acabou, Niran! O que passou, passou! Por que perder tempo pensando nisso? Pare de tentar derrotá-lo. Você não consegue!”

Niran ignorou completamente suas palavras e continuou resistindo, como se se recusasse a desistir.

O rugido de Yao ecoou por toda a área. Em seguida, ele liberou uma onda gigantesca de energia na direção de Niran.

Então, de repente, tudo ficou branco.

Uma luz intensa e ofuscante engoliu completamente o mundo ao redor deles.

CAPÍTULO 21
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WU: UM DESTINO NÃO REVELADO

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Pete é um jovem azarado que carrega consigo um fragmento de uma alma demoníaca e possui a capacidade de sentir Yao:...

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  • CAPÍTULO 22
  • CAPÍTULO 21
  • CAPÍTULO 20
  • CAPÍTULO 19
  • CAPÍTULO 18
  • CAPÍTULO 17
  • CAPÍTULO 17 - ESPECIAL
  • CAPÍTULO 16
  • CAPÍTULO 15
  • CAPÍTULO 14
  • CAPÍTULO 13
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  • CAPÍTULO 10
  • CAPÍTULO 10 - ESPECIAL
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