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WU: UM DESTINO NÃO REVELADO

CAPÍTULO 23

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Novel Info

Alguém estava se aproximando. Pete, ainda sentindo dor, não esperava que ainda existisse alguém naquele mundo completamente vazio, até ouvir uma pequena voz falando atrás dele.

“Se eu for com você, eu vou ser um Wu, certo?”

Pete congelou, sem ter certeza se tinha ouvido direito, até se virar.

Ele não sabia se ainda existiam mais Nirans naquele mundo, mas enquanto o Niran em forma adulta se dissolvia diante dos seus olhos, havia outra presença: um pequeno Niran com olhos cheios de energia e determinação continuava existindo… e claramente estava pedindo ajuda.

E essa seria a última chance de Pete.

Ele se levantou rapidamente e respondeu ao pequeno Niran imediatamente.

“Sim, você vai ser o Wu mais incrível de todos… sabe por quê…?” Pete se aproximou, estendeu a mão para o pequeno e disse: “Porque você vai ter a mim como seu companheiro de confiança.”

Niran estendeu sua pequena mão e pegou a de Pete, deixando-se guiar enquanto o olhava com olhos cheios de esperança. Pete também olhou para ele, como se quisesse tranquilizá-lo.

“No matter how you return, seja em meio à miséria ou à felicidade, você sempre vai me ter ao seu lado para sempre.”


A porta do quarto do hospital se abriu e Pete entrou correndo, visivelmente ansioso. Embora tivesse ouvido boas notícias, ainda estava nervoso até ver com os próprios olhos.

Todos estavam lá. Jia Hao, Fei, Tong, Yok, incluindo Jack, Tao e Thua, estavam ao redor da cama do paciente. Todos se viraram para Pete com um sorriso e abriram espaço para ele.

Pete caminhou lentamente em direção a Niran. Seus olhos se encontraram e eles sorriram um para o outro.

Pete não sabia se estava imaginando, mas sentiu que os olhos de Niran agora eram exatamente os mesmos do menino que ele havia conhecido no mundo espiritual.

Exatamente os mesmos!

“E agora o que a gente faz?” Pete perguntou, tentando aliviar o desconforto e evitar uma cena emocional na frente de todos os presentes. Sua pergunta não era dirigida a ninguém em particular, mas todos se viraram para Niran como se estivessem esperando a resposta dele, mesmo ele tendo acabado de voltar.

Enquanto Niran permanecia em silêncio, as pessoas começaram a sugerir ideias.

“Que tal selar aquele demônio de novo?” Yok sugeriu primeiro, mas Tong discordou.

“Mas ainda existem outras almas que o Qi Rong devorou. Não deveríamos ajudar essas pessoas primeiro?”

Pete ouviu e refletiu sobre isso.

“E… existe alguma forma de fazer isso…?”

“Já existe um jeito.” Jia Hao interrompeu como de costume, apontando para Niran.

“Foi você, Niran, que descobriu esse método.”

Todos ouviram Jia Hao e olharam para ele confusos.

“Só precisamos fazer a mesma coisa da última vez. Selar Qi Rong, depois quebrar o selo. Qi Rong vai sair enfraquecido, e as almas que ele devorou serão liberadas e voltarão aos seus corpos originais. E no final, nós o selamos novamente… imediatamente.”

Todos ouviram em tensão. Jack de repente falou:

“Mas da última vez nós quase morremos.”

“E isso sem contar que agora o Qi Rong está ainda mais forte do que antes,” Fei acrescentou.

“Por isso eu disse que existe um jeito… mas conseguir fazer isso é outra questão,” suspirou Jia Hao.

“E sem contar o Li Bua, que ainda vai tentar nos impedir.”

Todos ficaram em silêncio por um momento diante da tensão.

“Acho que o mais importante agora é sermos cautelosos,” Fei disse olhando para Niran com expressão séria. “Principalmente você, Niran. Não devemos deixar o Li Bua saber que você se recuperou, senão ele pode encontrar uma forma de te atacar novamente.”

Fei falou enquanto entregava um envelope a Niran.

“Tentei descobrir a data de nascimento dele. Foi difícil porque não existe certidão de nascimento, mas consegui essa informação.”

Niran abriu o envelope e encontrou informações de um cartão de estrangeiro de cerca de vinte anos atrás, indicando dia, mês, ano e hora de nascimento de Li Bua. Ao ver o documento, Jia Hao disse:

“Isso significa que ele não pode mais usar os poderes sombrios dele para te atacar.”

“Mas isso não quer dizer que ele não possa atacar de outras formas,” Fei enfatizou. “É melhor não arriscar.”

Pete e Niran se olharam. Pete concordou com Fei que a segurança de Niran era o mais importante naquele momento.

A situação dos protestos piorou e começou a sair do controle, o que levou Chaisak, o primeiro-ministro, a aceitar a proposta de Bao Cheng de adiar a revogação da cidadania. Embora isso o fizesse parecer mais fraco diante da oposição e aumentasse os argumentos para sua destituição, Chaisak cedeu para que os protestos fossem controlados primeiro.

Bao Cheng, que também não queria que a situação piorasse, convidou os líderes do protesto para comer em seu apartamento e imediatamente ordenou que tudo fosse encerrado.

“Obrigado a todos pelo trabalho duro! Mas agora que o primeiro-ministro cedeu, significa que o dever de todos terminou. Portanto, o protesto será cancelado amanhã.”

Depois que Bao Cheng terminou de falar, os líderes sentados à mesa começaram a trocar olhares desconfortáveis. Ninguém respondeu à sua ordem, algo que ele não esperava ver.

“Senhor… as pessoas estão muito revoltadas, não dá para simplesmente mandar que parem,” disse um dos líderes do protesto. “Eles exigem a renúncia do primeiro-ministro. Se não houver nenhum avanço que mostre que eles conseguiram o que querem, não há como fazê-los parar.”

“O quê?!” Bao Jing bateu na mesa em frustração. “Nós não pagamos eles?! Por que não podemos mandá-los parar?”

“No começo nós pagamos, mas agora quase oitenta por cento estão indo por conta própria. Para ser honesto, isso já não é algo que o senhor consiga controlar.”

Bao Cheng ficou atordoado ao ouvir isso, enquanto outro líder interveio com cautela.

“Acho que pode ser necessário o próprio primeiro-ministro fazer um anúncio primeiro, para resolver a situação aos poucos. Por exemplo, se conseguíssemos que ele anunciasse a dissolução do parlamento, poderíamos controlar a opinião pública.”

Bao Cheng ficou furioso e frustrado, porque tudo estava dando errado. Ele havia passado por todo o esforço de negociar com o primeiro-ministro para atender suas exigências, gastando centenas de milhões de dólares para contratar pessoas e espalhar o caos que praticamente colocou Bangkok em chamas. Ele só queria que tudo aquilo acabasse. Estava ficando louco.

“Eu não me importo! Vocês vão fazer o que eu mandar, porque não vou pagar mais um centavo…”

Bao Cheng, que gritava histericamente, de repente parou. Sentiu algo preso na garganta e levou a mão ao pescoço com uma expressão de dor, antes de vomitar uma grande quantidade de líquido preto, deixando todos chocados.

Bao Cheng ficou apavorado com a cena diante dele: o líquido preto se espalhou pela mesa, parecendo sangue.

“O que diabos… o que é isso?” Bao Cheng olhou para todos na sala, sua respiração ficando pesada, como se tivesse sido envenenado.

Ele tentou se levantar, mas caiu como se não conseguisse sustentar o próprio corpo. O jovem chefe da máfia desabou no chão, tendo convulsões por alguns instantes antes de ficar imóvel, rígido, com os olhos bem abertos e o líquido preto escorrendo da boca.

Enquanto todos os líderes estavam em choque, Li Bua se aproximou e ficou ao lado do corpo de Bao Cheng, indicando que ele era o responsável pela tragédia de seu “chefe”.

Mas, na verdade, Li Bua nunca considerou aquele homem seu chefe. Ele apenas usou os recursos dele para procurar o recipiente que selava o Deus Guerreiro e criar uma situação que transformasse o país em um campo de batalha dos deuses.

Li Bua nunca serviu a ninguém, exceto ao Deus Guerreiro, e estava absolutamente certo de sua própria vontade.

“Isso significa incendiar este país!”

E como Bao Cheng não era mais útil para seus planos, não havia mais razão para mantê-lo vivo.

“Você está certo. Isso não é mais assunto do chefe.” Li Bua desviou o olhar do corpo de Bao Cheng, agora morto aos seus pés, e olhou para os líderes assustados sentados à mesa. “E… também não é mais assunto de vocês.”

Os líderes ouviram, confusos, até que um deles percebeu, ao lado dos pratos, um talismã preto. Ele o pegou cuidadosamente com os hashis e descobriu que era um talismã escrito em um guardanapo, com caracteres chineses escritos em sangue.

噬

Nesse momento, todos os líderes cobriram rapidamente a boca com as mãos, mas não conseguiram resistir. Vomitaram um líquido preto, assim como Bao Cheng, e lentamente morreram contorcendo-se.

Li Bua observava tudo com frieza.

Era uma guerra sagrada, e o poder supremo não pertencia a nenhum ser humano… mas sim ao Deus Guerreiro.

Li Bua saiu para a varanda do apartamento de cobertura, contemplando a impressionante vista noturna de Bangkok, tão bela quanto uma pintura. Era uma noite sem lua, iluminada apenas pelas chamas de pneus queimando, enquanto sirenes soavam quase a cada hora por causa dos tumultos. E no dia seguinte, ele ofereceria outro sacrifício humano ao Deus Guerreiro; tudo naquele país se tornaria ainda mais caótico.

E, no meio de toda aquela destruição e ruína, Li Bua sentia ainda mais paz, como se estivesse alcançando a iluminação espiritual.

Chegar até esse ponto não foi fácil. A paz e a tranquilidade que o Deus Guerreiro lhe dava faziam Li Bua refletir sobre o que havia vivido antes e onde tudo começou.


Vinte e dois anos atrás…

Uma velha van corria em alta velocidade por uma estrada esburacada, cercada dos dois lados por capim alto. O som estridente de três adolescentes muito bêbados competia com o áudio do rádio.

“…Desde que o governo declarou guerra às drogas, o número de usuários diminuiu significativamente. No entanto, também houve muitas mortes como resultado dessas medidas.”

Um adolescente que estava no banco do passageiro desligou o rádio antes de se virar para falar com o jovem de dezoito anos, o único sóbrio, que dirigia naquele momento.

“Ei, Li Bua! Estamos aqui para comemorar que você foi aceito na universidade! Por que você não está bebendo com a gente?”

“É que eu tenho que levar vocês todos em segurança pra casa,” ele respondeu. O grupo inteiro riu e começou a provocá-lo de forma divertida.

“Será que ele vai esquecer da gente quando virar universitário?”

O carro seguiu por um tempo até que Li Bua de repente parou, surpreendendo todos.

“Por que você parou?” perguntou um dos amigos.

“Eu preciso muito urinar, não aguento mais.”

Os amigos começaram a rir dele por isso naquele momento, mas ele os ignorou. Estacionou o carro na beira da estrada e entrou no mato. Foi andando cada vez mais fundo, até que os amigos abaixaram os vidros e começaram a gritar:

“Até onde você vai pra mijar, Li Bua?! Tá com medo da gente ver o seu ‘passarinho’?!”

“Droga!!!”

Li Bua xingou, mas isso só fez os amigos rirem ainda mais. Eles eram amigos desde a infância e moravam na mesma cidade. Mas aquele seria o último dia em que Li Bua estaria com eles; ele planejava entrar na universidade, estudar muito e conseguir um bom emprego. Queria se esforçar, melhorar de vida, sair daquele “poço” e nunca mais olhar para sua vida miserável e sem sentido.

Li Bua entrou ainda mais fundo no capim alto, certificando-se de que ninguém o seguia, e então começou a urinar.

Enquanto o grupo de amigos no carro continuava bebendo e rindo, uma viatura policial parou ao lado deles. Todos ficaram instantaneamente em silêncio. Para a maioria das pessoas, a polícia poderia ser protetora da paz, mas para pessoas sem registro como eles, a polícia era uma ameaça.

Três policiais desceram do carro. Um deles bateu no vidro e fez perguntas. Mesmo estando a certa distância, o silêncio permitia que Li Bua ouvisse tudo.

“O que vocês estão fazendo aqui?”

“Estamos voltando pra casa, senhor,” respondeu um dos amigos.

“Saiam do veículo.”

“Mas por quê, policial?”

“Eu mandei descer.”

Li Bua observou seus amigos saindo do carro e sendo cercados. Ele se agachou rapidamente para se esconder e observou nervoso.

Viu os policiais iluminando o carro com lanternas, sem saber se tinham encontrado algo, enquanto seus amigos eram imobilizados e algemados.

“Ei, que porra vocês estão fazendo?”

Li Bua, em choque, entendeu a ameaça terrível que se aproximava. Dois tiros foram ouvidos.

Ao perceber o perigo, ele se virou rapidamente e fugiu para o mato, mas não conseguiu escapar do olhar atento dos policiais.

“Ei… tem alguém ali!”

Li Bua correu para salvar a própria vida.

Depois disso, ele foi acusado de fazer parte de uma rede de tráfico de drogas e as autoridades o incriminaram como assassino de um policial. Seu futuro foi destruído. Ninguém buscou justiça por ele.

Ele viveu escondido e com medo por anos, até que um dia o Deus Guerreiro apareceu para ele em uma visão, guiando-o para descobrir um poder misterioso que o tornaria mais forte. Li Bua se tornou obcecado por se conectar a esse poder, viajando para treinar com diversos mestres em vários países, até que um dia conseguiu.

Então Li Bua decidiu recompensar o Deus Guerreiro libertando-o, para que ele pudesse ser livre novamente.

E ele conseguiu mais uma vez.

era Bao Cheng, mesmo que tudo já tivesse sido resolvido. Mas a voz que atendeu não era de alguém que ele conhecia.

“Oh… fique tranquilo. A partir de agora, Bao Cheng não será mais um problema para você.”

Chaisak, ao atender o telefone, permaneceu em silêncio por um momento antes de perguntar:

“…O que você quer dizer com isso?”

“Bao Cheng era um homem errado que achava que havia criado a tempestade, mas agora é ele quem está sendo arrastado por ela”, disse Li Bua. “Quanto a você, este pode ser o momento certo para provar seu valor aos deuses.”

“Provar meu valor aos deuses…? O Primeiro-Ministro deste país não precisa provar nada a ninguém além do povo.”

Li Bua ouviu e riu como se tivesse escutado uma piada. O Primeiro-Ministro mentia descaradamente, fingindo que o direito de governar o país vinha apenas do povo. Ele poderia enganar qualquer um com esse tipo de bobagem, mas Li Bua — apesar de ser um simples camponês sem documentos — não era ingênuo a ponto de ignorar a verdade.

“O poder do Deus Guerreiro já tomou esta cidade, Sr. ‘Primeiro-Ministro’. Apenas um líder forte o suficiente tem o direito de governar a terra dos deuses.”

Li Bua terminou de falar com Chaisak e desligou. Em resumo, ele não se importava com o destino de Chaisak.

Mas o Primeiro-Ministro ainda era um homem que desejava manter sua posição; mais cedo ou mais tarde, teria de admitir que existia um poder superior ao seu.

CAPÍTULO 23
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WU: UM DESTINO NÃO REVELADO

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Pete é um jovem azarado que carrega consigo um fragmento de uma alma demoníaca e possui a capacidade de sentir Yao:...

Chapters

  • CAPÍTULO 23
  • CAPÍTULO 22
  • CAPÍTULO 21
  • CAPÍTULO 20
  • CAPÍTULO 19
  • CAPÍTULO 18
  • CAPÍTULO 17
  • CAPÍTULO 17 - ESPECIAL
  • CAPÍTULO 16
  • CAPÍTULO 15
  • CAPÍTULO 14
  • CAPÍTULO 13
  • CAPÍTULO 12
  • CAPÍTULO 11
  • CAPÍTULO 10
  • CAPÍTULO 10 - ESPECIAL
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