Capítulo 1 – A Maldição
O ano era 1750. Em meio às montanhas da França, erguia-se um castelo magnífico onde vivia o jovem príncipe Adrien, de 20 anos. Alto, atlético, de cabelos pretos curtos e olhos azuis, era conhecido por sua beleza, riqueza e orgulho.
Naquela noite, uma forte tempestade caía sobre o reino.
Dentro do salão principal, os criados preparavam o jantar.
Lumière:
— Sua Alteza, a tempestade está piorando. Talvez devêssemos acolher quem precisar de abrigo.
Horloge:
— A etiqueta também recomenda demonstrar generosidade aos viajantes.
Madame Samovar:
— Um pouco de bondade pode aquecer mais do que uma lareira.
Adrien apenas sorriu com desdém.
Adrien:
— Este castelo não é hospedaria. Não abrirei minhas portas para desconhecidos.
Pouco depois, batidas ecoaram pelo portão.
Um guarda conduziu até a entrada uma velha mendiga, encharcada pela chuva e apoiada em uma bengala.
Mendiga:
— Peço apenas um canto seco para passar a noite. Em troca, ofereço esta simples rosa.
Adrien observou a flor e riu.
Adrien:
— Guarde sua rosa. Ela vale mais do que você imagina.
Madame Samovar aproximou-se discretamente.
Madame Samovar:
— Alteza, por favor… ela parece precisar de ajuda.
Horloge:
— Ainda há tempo para reconsiderar.
Lumière:
— Um gesto de compaixão não diminuirá sua grandeza.
Adrien virou as costas.
Adrien:
— Mandem-na embora imediatamente.
Então um clarão iluminou o salão.
A aparência frágil da mendiga desapareceu, revelando uma poderosa feiticeira envolta por uma aura brilhante.
Todos ficaram em silêncio.
Feiticeira:
— A verdadeira feiura não está no rosto, mas em um coração incapaz de sentir compaixão.
Adrien tentou manter a postura.
Adrien:
— Não temo truques de magia.
A feiticeira ergueu a rosa encantada.
Feiticeira:
— Você será condenado a viver com a aparência que reflete sua arrogância. Somente quando aprender a amar sinceramente e receber esse amor de volta antes que a última pétala desta rosa caia poderá quebrar a maldição.
Um vento mágico percorreu o castelo.
Adrien caiu de joelhos enquanto seu corpo mudava. Chifres enormes surgiram em sua cabeça, suas mãos transformaram-se em garras afiadas e longas presas apareceram entre os dentes. Sua voz tornou-se profunda e assustadora.
Ao redor dele, a magia também atingiu seus criados.
Lumière:
— O que está acontecendo comigo?
Em um instante, seu corpo tornou-se um elegante castiçal dourado.
Horloge:
— Meus braços… minhas pernas…
Ele foi transformado em um relógio de pêndulo.
Madame Samovar:
— Não! Minha família…
Ela assumiu a forma de uma chaleira ornamentada.
Adrien, agora em sua forma monstruosa, olhou o próprio reflexo em um espelho quebrado.
Fera (Adrien):
— Isto não pode estar acontecendo!
A feiticeira permaneceu serena.
Feiticeira:
— Você acredita que encontrará apenas alguém tão poderoso quanto você. Um dia descobrirá que o amor verdadeiro pode surgir de onde menos espera.
Sem dizer mais nada, ela desapareceu na tempestade.
No silêncio que se seguiu, apenas a chuva podia ser ouvida do lado de fora.
Lumière aproximou-se da Fera.
Lumière:
— Mestre… ainda existe esperança.
A Fera desviou o olhar.
Fera:
— Esperança? Não preciso dela. Esta maldição há de se desfazer sozinha.
Horloge respondeu em tom preocupado:
Horloge:
— Espero que o senhor esteja certo.
Madame Samovar fitou a rosa encantada protegida sob uma redoma de vidro.
Madame Samovar:
— Talvez o tempo ensine aquilo que o orgulho nunca conseguiu ensinar.
E assim começou a longa espera que mudaria o destino de todos no castelo.
Capítulo 1 – A Maldição
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...