Capítulo 11 – Uma Discussão no Escritório
Na manhã seguinte, a Fera entrou em seu escritório e percebeu imediatamente que algo estava diferente.
Ela caminhou até a cela onde havia deixado Belo na noite anterior.
A porta estava aberta.
Seus olhos se arregalaram de irritação.
Fera (Adrien):
— Quem fez isso?
O rugido ecoou pelos corredores do castelo.
Poucos instantes depois, Lumière, Horloge e Madame Samovar chegaram ao escritório.
A Fera bateu uma das garras sobre a mesa.
Fera:
— Quem mandou vocês tirarem aquele rapaz da cela?
Ninguém respondeu de imediato.
Ela continuou, ainda mais irritada.
Fera:
— E quem autorizou colocá-lo em um dos melhores quartos do meu castelo?
Lumière tomou coragem e deu um passo à frente.
Lumière:
— Fomos nós, mestre.
Horloge completou:
Horloge:
— Achamos que seria mais humano tratá-lo com dignidade.
Madame Samovar olhou para a Fera com serenidade.
Madame Samovar:
— Ele é um jovem gentil e delicado. Não merecia passar a noite naquela cela horrível.
A Fera cruzou os braços.
Fera:
— Não quero saber! Ele continua sendo meu prisioneiro.
Lumière insistiu:
Lumière:
— Talvez estejamos diante de alguém especial.
A Fera soltou uma risada descrente.
Fera:
— Especial? É apenas um garoto que apareceu para salvar o pai.
Madame Samovar falou em tom calmo.
Madame Samovar:
— Mestre… o senhor já parou para pensar que ele pode ser a pessoa destinada a quebrar a maldição?
Adrien virou-se imediatamente.
Fera:
— Bobagem.
Horloge respondeu com cautela.
Horloge:
— Mas e se houver uma chance?
A Fera balançou a cabeça.
Fera:
— Um garoto? Ainda por cima um prisioneiro? Isso não faz sentido.
Ela caminhou até a janela e observou a floresta.
Fera:
— Passei anos acreditando que meu destino seria encontrar uma mulher nobre e poderosa. Não vou mudar de ideia por causa de um visitante inesperado.
Lumière trocou um olhar com Madame Samovar.
Então falou baixinho:
Lumière:
— Às vezes, o destino surpreende até os mais teimosos.
A Fera permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de responder.
Fera:
— Chega dessa conversa. A maldição será resolvida do meu jeito… ou nunca será.
Madame Samovar sorriu discretamente.
Madame Samovar:
— Quem sabe esse rapaz ainda possa salvar todos nós.
Sem admitir qualquer possibilidade, a Fera deixou o escritório. Ainda assim, pela primeira vez em muitos anos, aquelas palavras permaneceram ecoando em sua mente.
Capítulo 11 – Uma Discussão no Escritório
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...