Capítulo 25 – Um Passeio pelos Jardins
Na manhã seguinte, o sol ilumina os jardins do castelo, fazendo as flores desabrocharem entre as antigas estátuas de pedra e os caminhos cercados por roseiras.
Depois do café da manhã, Belo encontra a Fera na entrada principal.
Belo:
— Faz um dia tão bonito… que tal caminharmos um pouco lá fora?
A Fera olha pela janela.
Por muitos anos, ela evitou sair dos muros do castelo durante o dia, receando sua própria aparência.
Depois de alguns segundos de silêncio, responde:
Fera (Adrien):
— Está bem. Vamos.
Lumière observa os dois atravessando o portão.
Lumière:
— Isso é um grande progresso para o mestre.
Madame Samovar:
— Belo tem mostrado a ele que não precisa viver escondido o tempo todo.
Os dois seguem pelos caminhos do jardim.
Belo para diante de uma roseira repleta de flores vermelhas.
Belo:
— Elas são lindas.
A Fera aproxima-se.
Fera:
— Minha mãe costumava cuidar deste jardim quando eu era criança. Depois da maldição, quase ninguém voltou a passear por aqui.
Belo escuta atentamente.
Belo:
— Deve ser difícil carregar tantas lembranças sozinho.
A criatura permanece em silêncio por um instante.
Fera:
— Era difícil… mas já não me sinto tão sozinho quanto antes.
Continuam caminhando até chegar a um pequeno lago de águas cristalinas.
Patos nadam tranquilamente enquanto a brisa movimenta as folhas das árvores.
Belo senta-se em um banco de pedra.
A Fera faz o mesmo, mantendo uma postura mais relaxada do que de costume.
Belo:
— Posso lhe fazer uma pergunta?
Fera:
— Claro.
Belo:
— Se a maldição acabar um dia, qual será a primeira coisa que você gostaria de fazer?
Adrien observa o reflexo da água antes de responder.
Fera:
— Caminhar por este jardim sem medo… e agradecer a todos que nunca perderam a esperança.
Belo sorri.
Belo:
— Acho que eles ficariam muito felizes em ouvir isso.
Nesse momento, um pequeno pássaro pousa próximo aos dois.
Para surpresa de Belo, a Fera estende lentamente a mão, e o animal permanece ali por alguns segundos antes de voltar a voar.
Belo:
— Parece que ele não tem medo de você.
A criatura olha para o céu.
Fera:
— Talvez os animais consigam enxergar além das aparências.
Os dois permanecem em silêncio, apreciando a paisagem.
Das janelas do castelo, Lumière, Horloge e Madame Samovar acompanham a cena.
Horloge:
— Quem imaginaria ver nosso mestre sentado calmamente nos jardins?
Lumière:
— Ainda mais conversando por tanto tempo.
Madame Samovar sorri com ternura.
Madame Samovar:
— O castelo está mudando… e eles também.
Quando o sol começa a se pôr, Belo e a Fera retornam juntos para o interior do castelo, levando consigo a sensação de que, a cada dia que passa, a confiança entre eles se torna mais forte e sincera.
Capítulo 25 – Um Passeio pelos Jardins
Fonts
Text size
Background
A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...