Capítulo 28 – A Entrada de Belo
O grande salão de baile está iluminado por centenas de velas.
Os lustres de cristal refletem uma luz dourada sobre o piso de mármore, enquanto a lua cheia pode ser vista através das enormes janelas.
No centro do salão, a Fera espera.
Ela tenta manter a postura firme, mas suas grandes patas batem discretamente no chão em sinal de nervosismo.
Lumière aproxima-se sorrindo.
Lumière:
— Mestre, tente relaxar.
Fera (Adrien):
— Estou tentando.
Horloge ajeita um detalhe da capa da criatura.
Horloge:
— Tudo está pronto.
Madame Samovar observa a escadaria principal.
Madame Samovar:
— Acho que nosso convidado está chegando.
Nesse instante, todos voltam os olhos para o alto da escada.
Belo aparece no topo.
Seus longos cabelos loiros estão cuidadosamente presos em um coque elegante, deixando algumas mechas suaves emoldurarem seu rosto. Seus olhos cor de mel brilham sob a luz das velas.
Ele veste um refinado traje verde-esmeralda, presente dos criados encantados. A cor realça seus olhos e harmoniza perfeitamente com o dourado de seus cabelos.
Por alguns segundos, o salão inteiro permanece em absoluto silêncio.
A Fera apenas o observa.
Seus olhos se arregalam de surpresa.
Ela parece incapaz de dizer qualquer palavra.
Belo começa a descer lentamente a escadaria, degrau por degrau, segurando delicadamente o corrimão.
Ao chegar ao último degrau, sorri com um pouco de timidez.
Belo:
— Estou atrasado?
A Fera balança a cabeça quase imediatamente.
Fera:
— Não… você chegou na hora certa.
Ela faz uma breve pausa, ainda admirando o rapaz.
Fera:
— Você está… muito elegante esta noite.
Belo sorri.
Belo:
— Obrigado. Foram Lumière, Horloge e Madame Samovar que escolheram esta roupa para mim.
Os três criados encantados comemoram discretamente.
Lumière:
— Eu sabia que o verde seria perfeito.
Horloge:
— Uma excelente escolha.
Madame Samovar:
— Está muito bonito.
Belo caminha até o centro do salão, ficando diante da Fera.
Por um instante, nenhum dos dois fala.
O silêncio é confortável, preenchido apenas pelo som suave da música que começa a ecoar pelo ambiente.
A Fera, ainda segurando com cuidado a rosa que recebeu mais cedo, olha para Belo e abre um pequeno sorriso.
Fera:
— Obrigado por ter vindo.
Belo:
— Eu não perderia esta noite por nada.
Lumière apaga algumas velas próximas para destacar ainda mais o brilho do salão.
Os criados observam à distância, felizes ao verem que, onde antes existiam apenas medo e desconfiança, agora começam a surgir confiança, amizade e momentos de verdadeira cumplicidade entre Belo e a Fera.
Capítulo 28 – A Entrada de Belo
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...