Capítulo 2 – Dez Anos Depois
Ano: 1760.
Dez anos haviam se passado desde a noite da maldição.
No alto da colina, o castelo permanecia isolado e envolto por um ar de mistério. Muitos moradores do vilarejo diziam que uma criatura terrível vivia entre aquelas muralhas, e ninguém ousava se aproximar.
Dentro do castelo, a rosa encantada ainda repousava sob sua redoma de vidro. Algumas pétalas já haviam caído.
A Fera caminhava pelos corredores com passos pesados.
Fera (Adrien):
— Dez anos… e nada mudou.
Lumière, ainda em sua forma de castiçal, tentava animá-lo.
Lumière:
— Talvez seu destino ainda esteja por chegar, mestre.
Fera:
— Destino? Se essa maldição depende de amor, ela fracassou. A única pessoa digna de mim seria uma mulher bela, rica e poderosa.
Horloge balançou o pêndulo.
Horloge:
— Com todo respeito, senhor, talvez a feiticeira tivesse outra intenção.
Fera:
— Bobagem. Ainda não encontrei alguém à minha altura.
Madame Samovar serviu chá aos presentes.
Madame Samovar:
— O coração costuma surpreender aqueles que acreditam controlá-lo.
A Fera ignorou o comentário e voltou a contemplar a janela, olhando para a floresta.
Enquanto isso, no vilarejo próximo, vivia Belo, agora com 19 anos.
Sua pele tinha um delicado tom de pêssego. Os cabelos loiros, longos e ondulados, caíam sobre os ombros, emoldurados por uma franja suave. Seus olhos cor de mel brilhavam sempre que segurava um livro.
Caminhando pelas ruas com um romance nas mãos, ele mal percebia os olhares curiosos das pessoas.
Belo:
— Cada página parece abrir uma porta para um mundo diferente.
Ao seu lado, seu pai, Maurice, carregava algumas ferramentas para mais uma de suas invenções.
Maurice:
— Belo, você vive com a cabeça nas histórias.
Belo:
— Talvez porque eu acredite que existam aventuras esperando por nós.
Maurice sorriu.
Maurice:
— Então espero que a próxima aventura seja menos perigosa do que minhas máquinas.
Os dois seguiram juntos pelo mercado, cumprimentando vizinhos e amigos.
Naquela mesma tarde, enquanto o sol começava a desaparecer atrás das montanhas, Maurice preparou-se para partir em uma pequena viagem.
Maurice:
— Voltarei em breve.
Belo:
— Tome cuidado na floresta. Dizem que há caminhos onde ninguém retorna.
Maurice:
— Não se preocupe comigo.
Do outro lado da floresta, no castelo encantado, a Fera permanecia convencida de que jamais encontraria alguém capaz de mudar seu destino.
Sem saber, porém, o caminho de Adrien e o de Belo estava prestes a se cruzar, iniciando uma história que nenhum dos dois teria imaginado.
Capítulo 2 – Dez Anos Depois
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...