Capítulo 5 – O Encontro com a Fera
Maurice atravessou os imensos portões do castelo com cautela. O lugar parecia abandonado, mas tudo estava surpreendentemente limpo e bem cuidado.
Maurice:
— Tem alguém aqui? Olá?
Nenhuma resposta veio dos corredores.
Escondido atrás de uma coluna, Lumière observava o visitante.
Lumière:
— Um humano… faz tanto tempo que não recebemos um.
Horloge aproximou-se rapidamente.
Horloge:
— E se o mestre descobrir? Ele ficará furioso!
Madame Samovar apareceu logo em seguida.
Madame Samovar:
— O pobre senhor parece cansado. Merece um pouco de hospitalidade.
Enquanto os objetos encantados discutiam em voz baixa, Maurice caminhou até o jardim interno do castelo.
No centro dele havia uma roseira magnífica, coberta por flores vermelhas que pareciam brilhar sob a luz do entardecer.
Maurice imediatamente se lembrou do pedido de Belo.
Maurice:
— Meu filho ficaria muito feliz com uma dessas.
Com delicadeza, ele estendeu a mão e colheu uma única rosa.
No mesmo instante, um rugido ensurdecedor ecoou por todo o castelo.
Fera (Adrien):
— QUEM OUSOU TOCAR NAS MINHAS ROSAS?
As aves levantaram voo e Maurice deixou a flor cair de susto.
Das sombras surgiu a enorme criatura de chifres imensos, garras afiadas e presas assustadoras. Seus olhos transmitiam uma mistura de raiva e solidão.
Maurice:
— P-por favor… eu não queria causar problemas!
A Fera aproximou-se lentamente.
Fera:
— Invadiu meu castelo e ainda roubou uma rosa. Acha que pode simplesmente ir embora?
Lumière tentou interceder.
Lumière:
— Mestre, talvez tenha sido apenas um engano.
Fera:
— Silêncio!
Horloge balançou seu pêndulo, apreensivo.
Horloge:
— A ira nunca resolve nada…
Madame Samovar falou com calma.
Madame Samovar:
— Escute o que ele tem a dizer.
Maurice abaixou a cabeça.
Maurice:
— Tenho um filho chamado Belo. Antes de partir, perguntei o que ele desejava como presente. Ele respondeu que queria apenas uma rosa. Foi por isso que colhi esta flor.
Por um breve instante, a expressão feroz da criatura pareceu vacilar.
Mas o orgulho falou mais alto.
Fera:
— Suas explicações não mudam o que aconteceu.
Com um gesto firme, ordenou:
Fera:
— Levem este homem para uma cela. Permanecerá preso até que eu decida seu destino.
Enquanto Maurice era conduzido pelos corredores do castelo, sussurrou para si mesmo:
Maurice:
— Belo… espero que você nunca venha me procurar.
Do alto da torre, protegida sob sua redoma de vidro, mais uma pétala da rosa encantada caiu lentamente.
Sem saber, o simples pedido de um jovem por uma flor acabara de colocar em movimento o destino da Fera, de Belo e de todos os habitantes do castelo.
Capítulo 5 – O Encontro com a Fera
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...