Capítulo 39 – O Feitiço Desfeito
Os tremores continuam sacudindo o castelo.
Na Ala Oeste, Belo se ajoelha ao lado da Fera, segurando sua grande mão entre as suas.
Lágrimas escorrem por seu rosto.
Belo:
— Não… por favor, não vá.
A Fera abre lentamente os olhos pela última vez.
Mesmo com a respiração fraca, consegue olhar para Belo.
Um pequeno sorriso surge em seu rosto.
Fera (Adrien):
— Obrigado… por me deixar ver você de novo.
Belo aperta sua mão.
Belo:
— Não diga isso. Você vai ficar bem.
A criatura move levemente a cabeça.
Fera:
— Você mudou minha vida… mais do que imagina.
Suas pálpebras começam a se fechar.
Antes que Belo consiga dizer outra palavra, a Fera perde as forças e permanece imóvel.
No mesmo instante, a magia que envolve o castelo parece vacilar.
Lumière cai no chão.
Horloge também perde o equilíbrio.
Madame Samovar permanece imóvel, como se toda a energia que a sustentava estivesse desaparecendo.
Lumière (em voz fraca):
— Será… o fim?
Belo olha ao redor, desesperado.
Então volta sua atenção para a Fera.
As lágrimas caem sem parar.
Belo:
— Por favor, meu Deus… não o leve de mim.
Ele segura o rosto da criatura com delicadeza.
Sua voz quase não passa de um sussurro.
Belo:
— Eu te amo tanto.
Movido por esse sentimento, Belo se inclina e lhe dá um beijo cheio de carinho.
Por um instante, tudo fica em silêncio.
De repente, uma intensa luz dourada preenche a sala.
Ela cresce até envolver completamente a Fera, Belo e todos os presentes.
Os tremores cessam.
Do centro da luz surge a feiticeira que lançara a maldição anos antes.
Ela observa a cena com serenidade.
Feiticeira:
— Belo, você provou que o ama de verdade.
Em seguida, volta seu olhar para a criatura caída.
Feiticeira:
— E ele também aprendeu a amar sinceramente.
A feiticeira ergue a mão.
Uma onda de magia dourada percorre toda a Ala Oeste e se espalha pelo castelo.
Feiticeira:
— Chegou a hora. O feitiço está desfeito.
A luz envolve a Fera.
As enormes garras começam a desaparecer.
Os chifres se desfazem em partículas luminosas.
As presas diminuem até sumirem.
Pouco a pouco, a aparência monstruosa dá lugar à de um homem.
Quando o brilho finalmente se dissipa, Belo vê diante de si Adrien em sua forma humana.
Alto e de porte atlético, com cabelos pretos curtos e olhos azuis, ele abre lentamente os olhos e encara Belo.
Por um momento, nenhum dos dois diz uma palavra.
Então Adrien sorri.
Adrien:
— Belo… você voltou para mim.
Belo, emocionado, sorri entre as lágrimas.
Belo:
— E nunca mais vou embora.
Ao redor deles, Lumière, Horloge e Madame Samovar começam a sentir a magia agir também.
O castelo, antes marcado pela maldição, enche-se novamente de luz e esperança, anunciando o início de um novo capítulo para todos que ali vivem.
Capítulo 39 – O Feitiço Desfeito
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma...