Capítulo 12 – Um Visitante Silencioso
Naquela manhã, depois da discussão com os criados encantados, a Fera decidiu verificar pessoalmente como estava o novo prisioneiro.
Subiu lentamente a escadaria principal e parou diante da porta do quarto que Lumière, Horloge e Madame Samovar haviam preparado para Belo.
Por um instante, hesitou.
Então empurrou a porta com cuidado.
O aposento estava silencioso.
A luz suave do amanhecer atravessava as cortinas, iluminando o quarto. Belo ainda dormia profundamente, exausto pela longa viagem e pelos acontecimentos da noite anterior.
Seus cabelos loiros, longos e ondulados, espalhavam-se sobre o travesseiro. Seu rosto tinha uma expressão tranquila, muito diferente do medo e da tensão que demonstrara ao chegar ao castelo.
A Fera permaneceu parada perto da porta.
Sem dizer uma palavra, apenas observou.
Fera (pensando):
— Como consegue dormir tão calmamente em um lugar como este?
Ela reparou nos detalhes do jovem: a delicadeza de seus traços, a serenidade de sua postura e o modo como parecia alheio aos perigos que o cercavam.
Havia algo em Belo que despertava uma curiosidade inesperada.
Fera (pensando):
— Ele é diferente de qualquer pessoa que já conheci.
Nesse momento, Lumière apareceu discretamente no corredor e espiou pela porta entreaberta.
Lumière (em voz baixa):
— Mestre?
A Fera deu um pequeno sobressalto e voltou à postura séria de sempre.
Fera:
— Não tire conclusões precipitadas. Apenas vim verificar se o prisioneiro estava bem.
Lumière sorriu de forma discreta.
Lumière:
— Claro, mestre.
Horloge aproximou-se logo depois.
Horloge:
— Devemos acordá-lo para o café da manhã?
A Fera olhou mais uma vez para Belo, que continuava dormindo tranquilamente.
Fera:
— Deixem-no descansar por mais um pouco.
Madame Samovar, que também chegara ao corredor, comentou com gentileza:
Madame Samovar:
— Às vezes, um pouco de descanso é exatamente o que alguém precisa.
Sem responder, a Fera deu meia-volta e saiu do quarto, fechando a porta cuidadosamente para não fazer barulho.
Enquanto caminhava pelo corredor, percebeu que a imagem do jovem continuava ocupando seus pensamentos, algo que não conseguia explicar e que preferia manter apenas para si.
Capítulo 12 – Um Visitante Silencioso
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A Rosa E A Fera
No ano de 1750, o orgulhoso príncipe Adrien é amaldiçoado por uma misteriosa feiticeira após negar ajuda a uma velha mendiga durante uma tempestade. Transformado em uma criatura monstruosa de...