Capítulo 8 – Um Visitante Inesperado
Guiado pelo cavalo de Maurice, Belo finalmente chegou ao misterioso castelo escondido no coração da floresta.
Ele desceu do animal e ficou parado por alguns segundos, admirando a imensa construção de pedra. As torres pareciam tocar as nuvens, e os portões de ferro estavam entreabertos.
À sua frente havia um jardim enorme, com caminhos de pedra, árvores antigas e roseiras cuidadosamente cultivadas. Apesar da beleza do lugar, o silêncio tornava tudo inquietante.
Belo:
— Então foi aqui que meu pai desapareceu…
Respirando fundo, ele começou a atravessar o jardim. Seus passos eram lentos e cautelosos, e a cada sombra projetada pelas árvores seu coração acelerava.
Belo:
— Não importa o que exista neste castelo… eu vou encontrá-lo.
Ao alcançar a entrada principal, empurrou as pesadas portas de madeira. Elas se abriram com um longo rangido.
O grande salão estava iluminado apenas por candelabros e pela luz que entrava pelas janelas altas.
Escondidos sobre móveis e prateleiras, os criados encantados observavam o recém-chegado.
Lumière foi o primeiro a quebrar o silêncio.
Lumière:
— Ora, vejam só… um garoto!
Horloge ajustou o próprio mostrador para enxergar melhor.
Horloge:
— E parece muito jovem.
Madame Samovar sorriu com delicadeza.
Madame Samovar:
— Além disso, é um rapaz muito bonito.
Lumière concordou.
Lumière:
— Há muito tempo não recebíamos uma visita assim.
Sem perceber que os objetos estavam vivos, Belo olhava em volta tentando encontrar qualquer sinal de seu pai.
Belo:
— Tem alguém aí?
Nenhuma resposta veio.
Ele deu mais alguns passos pelo corredor principal.
De repente, um som fraco rompeu o silêncio.
Maurice (ao longe):
— Cof… cof…
Belo parou imediatamente.
Belo:
— Pai?
Outra tosse ecoou pelos corredores de pedra.
Sem pensar duas vezes, Belo correu na direção de onde o som parecia vir.
Belo:
— Pai! Estou chegando!
Lumière observou o jovem desaparecer pelo corredor.
Lumière:
— Que coragem…
Horloge balançou o pêndulo, apreensivo.
Horloge:
— Espero que o mestre não o encontre antes.
Madame Samovar acompanhou Belo com um olhar cheio de esperança.
Madame Samovar:
— Talvez este rapaz tenha chegado ao castelo por um motivo maior do que imagina.
Enquanto Belo corria pelos corredores escuros em busca de Maurice, uma presença imponente começava a se mover nas sombras do castelo, atraída pelo barulho do inesperado visitante.
Capítulo 8 – Um Visitante Inesperado
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